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O parlamento de Mianmar escolheu como presidente Min Aung Hlaing, ex-comandante-chefe das forças armadas que liderou a junta militar do país.
Realizada na sexta-feira, trata-se de primeira votação para escolher o presidente de Mianmar desde o golpe militar de 2021.
Tal golpe foi liderado pelo próprio Min Aung Hlaing, alegando irregularidades na eleição geral realizada em 2020. A líder pró-democracia Aung San Suu Kyi foi detida pelos militares que tomaram o poder.
O parlamento escolheu o presidente após a junta ter organizado uma eleição geral em etapas até o fim de janeiro, excluindo partidos pró-democracia. Em meio às críticas internacionais de que a votação teria sido uma farsa, grupos favoráveis aos militares garantiram mais de 80% dos assentos parlamentares.
Min Aung Hlaing deve tomar posse do cargo em breve. Isso significa uma continuidade efetiva do regime militar, apesar das alegações da junta de que a eleição tinha o objetivo de levar a um governo civil.
Não parece haver perspectiva de fim para o conflito de forças pró-democracia e minorias étnicas armadas contra os militares. É provável que a situação no país permaneça instável.
O secretário-chefe do Gabinete do Japão, Kihara Minoru, comentou que, para que haja uma melhora na situação em Mianmar, é essencial acabar com a violência, trabalhar pelo progresso político, como a libertação de todos os detidos, e manter um diálogo franco entre as partes pertinentes. Ele disse que esforços para melhorar a vida da população também são importantes.
Kihara acrescentou que o governo japonês vai continuar monitorando de perto a situação e incentivando esforços por avanços.
com nhk