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Em cena, seis momentos de Baía de Vozes Insurgentes, espetáculo que artistas de Salvador trazem ao Fringe/Festival de Curitiba, em cartaz até domingo, 5 de abril no Teatro Novelas Curitibanas .
A mostra, idealizada por Camila Guilera e Milena Flick, é um sensível apanhado de temas escritos e vividos por atrizes baianas, abordando temas como o silenciamento ancestral e a busca pela dignidade. As sessões começaram com Jane Santa Cruz com Golpes do Ventre, em que conta a história de Bárbara, uma mulher que, no ventre da mãe, confronta histórias de violência e ancestralidade.
Nesta sexta-feira da Paixão, 3, a mostra vai ao tempo tenebroso da Inquisição, revelando as dores de Filipa. A intérprete Camila Guilero conta que a pesquisa sobre essa mulher baseou-se nos atos do processo ocorrido na época da inquisição da Bahia. Filipa foi perseguida e torturada por se relacionar com outras mulheres. O tempo de pesquisa para a criação levou, segundo a atriz, entre 10 e 15 anos.
No sábado, 4, haverá dois espetáculos. Às 16h, em 12 Horas, Joy Sangolete apresenta um relato sobre o que acontece quando uma mulher chega num hospital com um caso de aborto. A artista explicou que a obra faz parte de seu doutorado e é um local de denúncia e quebra de silêncio social sobre o tema. Mais tarde, às 19h, será apresentado o solo Isto Não É Uma Mulata, de Mônica Santana. A peça aborda questões raciais e o estereótipo da mulher negra.
Alice Cunhan (ausente na foto ao lado) se apresenta em Consolo, um Solo de Fêmino-Circense, no domingo, 5, às 16h. O solo multilinguístico mistura circo, dança, música e teatro, revelando contextos de mulheres que apesar das adversidades, mantinham suas dignidades.
Anote:
Mostra Baía de Vozes Insurgentes
Teatro Novelas Curitibanas
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).