
A venda total de pneus produzidos no país em janeiro e fevereiro somou 5,5 milhões de unidades, volume 10,6% menor que os 6,1 milhões de unidades comercializadas no mesmo período de 2025
A indústria brasileira de pneus fechou os dois primeiros meses do ano com vendas em baixa, pressionada por importações de países asiáticos. A venda total de pneus produzidos no país em janeiro e fevereiro somou 5,5 milhões de unidades, volume 10,6% menor que os 6,1 milhões de unidades comercializadas no mesmo período de 2025. Os dados são da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos). No primeiro bimestre as vendas para o mercado de reposição encolheram 10,1%. No mesmo intervalo, as vendas para montadoras encolheram 11, 5%, passando de 2,1 milhão de unidades no primeiro bimestre de 2025 para 1,9 milhão este ano. No total acumulado, o 1º bimestre de 2026 registrou o menor volume de vendas desde 2019, saindo de 7,5 milhões de unidades para 5,5 milhões, uma queda de 27,5%. "Os resultados seguem extremamente preocupantes para a indústria nacional, colocando em risco a operação das fabricantes, os empregos e a própria soberania nacional para este insumo estratégico para o país que é o pneu e a borracha", diz Rodrigo Navarro, presidente da ANIP. De acordo com o levantamento da ANIP, as vendas totais para pneus de carga foram os mais afetados pela retração, com queda de 14,9%. No segmento de passeio a queda foi de 9,8%. No segmento de pneus para motocicletas houve estabilidade.
CONSUMO DE PET FOOD CRESCE 300% NA AMÉRICA LATINA
As prioridades de consumo na América Latina estão passando por uma transformação estrutural. Levantamento recente da Worldpanel by Numerator, feito em março, indica que a categoria de animais de estimação, agora classificada como parte da "Família Estendida", apresenta um ritmo de crescimento superior ao de alimentos básicos na pirâmide de necessidades do consumidor. Enquanto cestas tradicionais buscam estabilidade, o segmento de Pet Food aumentou em 30% sua representação no gasto total de bens de consumo massivo (FMCG). Esse movimento é impulsionado por uma mudança demográfica clara: lares formados por pessoas com mais de 65 anos e sem filhos são, hoje, os principais donos de pets, representando 16% do valor de mercado da categoria. O canal digital tornou-se um dos grandes motores desse avanço. Nos últimos três anos, o e-commerce de comida para mascotes registrou um salto impressionante de mais de 300% em valor e 60% em penetração na América Latina.
PESQUISA MOSTRA QUE ITAIPU SUPERA COPEL E SANEPAR COMO EMPRESA PÚBLICA
A Itaipu Binacional atingiu 81% no índice de aprovação entre a população do Paraná, o maior já registrado pela empresa. É o que revela a mais recente pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Ver Pesquisa & Estratégia em janeiro de 2026, com 4.800 entrevistas em todo o estado e margem de erro de 1,2 ponto percentual para mais ou para menos. Segundo o levantamento, encomendado pela Assessoria de Comunicação Social da Itaipu, houve um avanço de 5 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em março de 2025, quando o índice era de 76%. Outro resultado de destaque é o crescimento expressivo no reconhecimento da Itaipu como a empresa pública mais importante do País. Quando perguntados espontaneamente sobre qual é a empresa pública mais relevante no Brasil, 5% dos entrevistados citaram a Itaipu em janeiro de 2026, cinco vezes mais do que o 1% registrado em março de 2025. No âmbito estadual, o salto foi igualmente significativo: de 2% para 10% das menções, também representando um crescimento de cinco vezes no período e passando empresas como Copel e Sanepar.
PARANÁ GEROU 21 MIL EMPREGOS EM FEVEREIRO
O Paraná gerou, em fevereiro deste ano, um total de 21.599 novos empregos formais com carteira assinada. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Todos os cinco principais grupamentos de atividades econômicas apresentaram resultado positivo no segundo mês do ano no estado paranaense. O setor de Serviços foi o que mais gerou postos de trabalho formais, tendo aberto 15,3 mil novos empregos com carteira assinada. Em seguida, aparecem a Indústria (2,9 mil), Comércio (1,6 mil), Construção (1,5 mil) e Agropecuária (127). Curitiba foi o município paranaense que mais gerou postos em fevereiro: 7,1 mil. A cidade tem atualmente um estoque formal de 835,8 mil vínculos. Em seguida, os municípios que mais geraram vagas com carteira assinada no estado foram: Londrina (1,2 mil), São José dos Pinhais (1 mil), Maringá (871) e Toledo (617).
GASTOS COM VIAGENS CORPORATIVAS CRESCERAM 45% EM 2025
O valor médio gasto em viagens corporativas cresceu 45% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo levantamento feito pela Vólus, empresa de meios de pagamento especializada em cartões de benefícios, gestão de frotas e despesas corporativas. Os dados mostram ainda que cada colaborador gasta, em média, R$20 mil por ano em deslocamentos a trabalho, com um ticket médio de R$2.254 por viagem. A pesquisa, que analisou mais de 1.500 empresas, apontou que são realizadas, em média, cinco viagens corporativas por mês. A maior parte do deslocamento é regional, 80% ocorrem dentro do próprio estado, enquanto 18% são viagens nacionais. Apenas 2% do turismo corporativo envolve destinos internacionais. Para Antonio de Faria, vice-presidente da Vólus, a crescente retomada das agendas presenciais com clientes e parceiros amplia o fluxo de pessoas que viajam a trabalho.
“Depois de um período em que as empresas reduziram drasticamente os deslocamentos, vemos uma retomada das viagens corporativas impulsionada pela maior adesão ao modelo de trabalho híbrido. Muitas organizações voltaram a apostar em encontros presenciais estratégicos, seja para alinhamentos internos ou reuniões com clientes, o que naturalmente aumenta a demanda por deslocamentos a trabalho pontuais com colaboradores que atuam em outros estados, principalmente.”, afirma Antonio.
PARTICIPAÇÃO FEMININA NOS PEQUENOS NEGÓCIOS BATE RECORDE
O empreendedorismo feminino atingiu um novo marco no Brasil em 2025. De acordo com levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, com base em dados da Receita Federal, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no período foram liderados por mulheres, o equivalente a cerca de 42% do total. O número representa um crescimento expressivo em relação ao ano anterior, com mais de 320 mil novas empresas femininas. No total, o país registrou 4,96 milhões de novos microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas, que correspondem a 96% de todos os negócios abertos no Brasil. Entre eles, a maior presença feminina está entre as microempreendedoras individuais, que somaram 1,6 milhão de novos CNPJs, também cerca de 42% do total de MEIs. Já nas microempresas e empresas de pequeno porte, as mulheres representaram 39% das aberturas. Apesar do avanço, os dados indicam que a participação feminina ainda diminui à medida que o porte das empresas cresce, evidenciando desafios relacionados à expansão e consolidação dos negócios liderados por mulheres.
IMPORTAÇÃO DE TRIGO VAI BATER RECORDE
A redução da área plantada de trigo no Brasil deve levar o país a uma importação recorde, próxima de 8 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, tornando o mercado externo a principal fonte de abastecimento. Mesmo com o equilíbrio global entre oferta e demanda garantido, o abastecimento brasileiro seguirá dependente da fluidez do comércio internacional, o que deixa a indústria moageira mais exposta ao cenário externo em preços, disponibilidade e qualidade de seus principais fornecedores.Diante desse quadro, lideranças dos moinhos do Paraná estarão reunidas no dia 13 de abril, na Fiep, em Curitiba, no Moatrigo, evento promovido anualmente pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR). O Paraná concentra a maior indústria moageira de trigo do país, respondendo por 30% da produção nacional de farinha. A programação será aberta com o Painel do Trigo Nacional, que reúne Daniel Kümmel, presidente da Abitrigo, Elcio Bento, analista de Mercado de Trigo da Safras & Mercado, e Eduardo Bulgarelli, diretor de Trading e Originação da Bunge para a América do Sul. O encontro traz uma leitura integrada das safras 2025/26 e 2026/27, conectando a oferta global, o comportamento das principais origens exportadoras e os fatores que moldam a formação de preços no Brasil.
PARANÁ LIDERA O E-COMMERCE DA REGIÃO SUL
O e-commerce do Paraná movimentou cerca de R$ 23 bilhões em 2025, com mais de 72,5 milhões de pedidos, consolidando o estado como o principal mercado digital da Região Sul. O faturamento cresceu 21,7% no período, acima da média nacional de 21,18%, enquanto o volume de pedidos avançou 26,5%, indicando aumento relevante na recorrência de compra. O ticket médio atingiu R$ 317,10, superando a média brasileira de R$ 302,60. Esse avanço será tema central da Conferência Regional do Paraná, promovida pelo E-Commerce Brasil em Curitiba, que reunirá líderes, varejistas e empresas do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades do comércio eletrônico na região. O encontro também terá foco na troca estratégica entre os principais players do mercado e no aprofundamento das transformações que vêm redefinindo o consumo digital no país. De acordo com o levantamento da CONFI, em parceria com o E-Commerce Brasil, o Paraná não apenas lidera o crescimento no Sul, como também concentra 37,6% de toda a receita da região, que hoje representa 14,9% do faturamento nacional do e-commerce. O desempenho posiciona o estado como o principal polo digital fora do eixo Sudeste, com forte capacidade logística, alto poder de compra e maturidade operacional crescente.
APOSTADOR BRASILEIRO GASTOU, EM MÉDIA, R$ 1431 NAS BETS EM 2025
O primeiro ano do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil não apenas confirmou a adesão em larga escala da população, como também revelou um nível relevante de engajamento por usuário. De acordo com análise baseada no Painel das Bets do Aposta Legal, cada apostador brasileiro gerou, em média, cerca de R$ 1.431 em receita para as plataformas ao longo de 2025. O cálculo considera a receita estimada das operadoras, que ultrapassou R$ 36 bilhões no período, cruzada com o número de mais de 25 milhões de CPFs únicos que realizaram apostas em plataformas legalizadas, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas. O ticket médio anual por usuário reforça que o mercado brasileiro já apresenta não apenas escala, mas também intensidade de uso dentro do ambiente regulado. Em termos de penetração, os dados indicam que quase 1 em cada 10 brasileiros participou do setor ao longo do ano, consolidando as apostas esportivas como uma forma de entretenimento amplamente difundida no país já no primeiro ciclo completo da nova legislação.