Dieta com aditivos funcionais é essencial para mitigar o estresse térmico em aves
Estratégia nutricional à base de prebióticos, probióticos, óleos essenciais, enzimas e microminerais orgânicos melhora o aproveitamento de nutrientes e a imunidade dos animais
02/04/2026 às 09:05
Foto: Divulgação
O estresse térmico é reconhecido como um dos principais desafios da avicultura moderna, especialmente em regiões de clima quente e em sistemas de criação em galpões abertos, por conta das altas temperaturas frequentes e do pouco controle da ambiência. “O desequilíbrio metabólico gerado pelo fato de as aves ficarem fora da sua zona de conforto térmico em grande parte do dia e por vários dias no ano afeta seu crescimento, o ganho de peso e a produção de ovos”, aponta a médica-veterinária Luciana Ferreira Campos, gerente de produtos de varejo da Guabi Nutrição e Saúde Animal. Para mitigar os efeitos do estresse térmico em aves, especialistas recomendam a adoção de soluções nutricionais formuladas com aditivos funcionais.
Luciana explica que as aves têm uma zona ideal de conforto térmico, que está diretamente relacionado ao bem-estar dos animais; consequentemente, quando estão submetidos à temperatura ideal, apresentam maior produtividade e melhor desempenho zootécnico. Segundo ela, o conforto térmico é influenciado também pela umidade, que apresenta uma zona ideal; pela ventilação e densidade de aves no criatório. Estas faixas ótimas de temperatura e umidade variam com a idade das aves. “Ao nascer e nas primeiras semanas de vida, elas não têm o mecanismo termorregulador desenvolvido, não conseguem manter a temperatura corporal e são dependentes de fonte de calor externa”, observa.
Na primeira semana, a temperatura ideal para as aves varia de 32 a 35 ºC. Já na sexta semana, gira em torno de 20 ºC e a umidade relativa do ar varia de 50 a 70%. “Com o passar dos dias, elas vão desenvolvendo o mecanismo termorregulador e a zona de conforto térmico vai mudando”, comenta a médica-veterinária. Quando a temperatura das aves está abaixo da zona de conforto, temos o estresse pelo frio, que afeta mais as aves jovens; quando está acima, ocorre o estresse pelo calor, que é muito comum no clima brasileiro e impacta em maior proporção os animais adultos.
“As aves ficam menos ativas, apáticas, vão menos ao cocho; tentando perder calor, também abrem as asas e buscam superfícies mais frias, aumentam a frequência respiratória, ficam com o bico aberto, levando ao desequilíbrio ácido base no organismo”, relata a especialista. Além disso, Luciana destaca que os animais também diminuem o consumo de ração, o que afeta mais ainda o desempenho e uniformidade dos lotes. Também aumentam o consumo de água, que é uma alternativa para baixarem a temperatura corporal, mas acaba trazendo umidade para a cama dos aviários. Devido a todas as mudanças, também ocorre queda na imunidade, deixando o animal mais suscetível a doenças. Em casos mais graves, o estresse térmico pode resultar até na mortalidade de animais.

Ambiência e nutrição
Para enfrentar o desafio do estresse térmico, a médica-veterinária ressalta que o avicultor precisa agir em muitas frentes, começando pela melhoria de ambiência — desde observação da orientação (leste/oeste) na construção do galpão, altura do pé direito, uso de telhado que favoreça menor temperatura no interior da estrutura, utilização de forros, cuidado na localização da caixa d`água (para que a água chegue às aves fresca e em quantidade suficiente) até instalação de ventiladores e de umidificadores nebulizadores para melhorar o conforto térmico. Quando as aves têm acesso a áreas de piquetes, a orientação é que estas sejam arborizadas ou que tenham sombrites. De acordo com Luciana, outro ponto fundamental é ajustar o horário de fornecimento das rações para as horas mais frescas do dia, para melhorar o consumo da dieta.
Conforme a especialista, os cuidados com a nutrição são essenciais e incluem adensamento das dietas e uso de aditivos funcionais inovadores para melhoria de saúde intestinal, imunidade e maior aproveitamento de nutrientes. As linhas de produtos da Guabi Do Sítio e Pronatural utilizam óleos essenciais, aditivos prebióticos e probióticos para melhor saúde intestinal, aliados a complexos de enzimas e microminerais orgânicos que trazem melhor aproveitamento de nutrientes e melhora na imunidade. Os testes de campo revelam que a incorporação dessas soluções nutricionais resulta em melhor digestibilidade e aproveitamento dos nutrientes e na melhora na imunidade. “Consequentemente, isso significa melhor uniformidade, desempenho e performance das aves”, conclui Luciana.
 
Sobre a Guabi Nutrição e Saúde Animal: www.guabi.com.br
 
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