
A demanda por peixe cresce em média cerca de 20% no Brasil durante a Quaresma, tanto no varejo quanto no food service, impulsionada principalmente pela tradição de evitar carnes vermelhas
A Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, costuma aquecer o mercado de pescados no Brasil e impactar diretamente o faturamento de bares e restaurantes. Segundo a Abrapes (Associação Brasileira de Fomento ao Pescado), a demanda por peixe cresce em média cerca de 20% no Brasil durante esse período, tanto no varejo quanto no food service, impulsionada principalmente pela tradição de evitar carnes vermelhas às quartas e sextas-feiras. De olho nesse movimento, a rede Sirène, do Grupo Impettus, projeta crescimento de pelo menos 30% nas vendas de comida durante a Quaresma deste ano, impulsionado principalmente pela alta demanda na Semana Santa e pelo avanço dos pedidos via delivery. Historicamente, o período já representa um aumento significativo no movimento da marca. Em média, as vendas de comida crescem cerca de 25% em relação aos meses anteriores.
ESTIMATIVA DA SAFRA DE ALGODÃO SE MANTÉM ESTÁVEL
A StoneX, empresa global de serviços financeiros, manteve inalterada sua estimativa para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26 neste mês de março, projetada em 3,74 milhões de toneladas. Apesar da manutenção do número, a consultoria reforça que o ciclo ainda inspira cautela, especialmente em função das condições climáticas e do estágio de desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. No Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, o desenvolvimento das lavouras ainda é considerado inicial, embora apresente desempenho satisfatório até o momento. Segundo a StoneX, a regularidade das chuvas ao longo do mês de abril será determinante para a definição dos rendimentos da safra no estado, especialmente nas áreas que tiveram plantio mais tardio.
EXPORTAÇÃO DO ALGODÃO DEVE CRESCER 3%
A estimativa de março para as exportações de algodão brasileiro em 2026, segundo o reporte de março da StoneX, chega a 3,1 milhões de toneladas, aumento de 3,3% em relação à estimativa de fevereiro. O principal fator por trás dessa revisão é o volume expressivo da safra colhida no ciclo anterior, que ampliou a disponibilidade do produto para o mercado externo. Além disso, a expectativa de demanda mais aquecida em importantes mercados consumidores, como China e Paquistão, especialmente no primeiro semestre, deve favorecer o ritmo dos embarques brasileiros nos próximos meses. “A combinação entre uma oferta robusta e uma demanda internacional mais firme tende a sustentar um bom desempenho das exportações ao longo do primeiro semestre”, explica Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. “Ainda assim, o mercado seguirá atento ao potencial produtivo da safra atual e a como isso pode influenciar o fluxo de embarques na segunda metade do ano.”
ACELERAR EMPRESAS DE TECNOLOGIA DO PARANÁ
Empresas de tecnologia do Paraná podem se inscrever no RenovaTIC 2026, programa do Sebrae/PR que propõe uma jornada completa de desenvolvimento empresarial, com foco em crescimento estruturado e resultados práticos. As inscrições seguem abertas até 8 de abril, com vagas nas regionais de Curitiba, Norte, Noroeste, Oeste e Sul. Os interessados devem garantir sua participação preenchendo o formulário de inscrição disponível no link: https://forms.office.com/r/DYYKX7sg7C. O RenovaTIC acontecerá de abril a outubro com workshops presenciais, consultorias individuais, missões técnicas e ações de networking. A proposta é apoiar empresas de TIC, especialmente aquelas que atuam com desenvolvimento de software e ERPs, a avançarem em estratégia, gestão e posicionamento de mercado. Segundo o coordenador de Startups e TIC do Sebrae/PR, Rafael Tortato, o principal atrativo está na aplicação prática e no acompanhamento contínuo das empresas. Ele explica que a proposta vai além da transmissão de conteúdo ao conectar teoria com execução no dia a dia dos negócios.
CARROS SEMINOVOS E USADOS TÊM PREFERÊNCIA DO CONSUMIDOR
Seminovos e usados dominam o desejo de compra para 68% dos brasileiros que pretendem adquirir um veículo em 2026. Segundo dados da quarta edição da Pesquisa de Intenção de Compra realizada anualmente pelo Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, o interesse é 4,5 vezes superior ao registrado para a categoria de 0KM, que soma 15%, enquanto 17% dos consumidores ainda não têm uma definição sobre o tema. O levantamento feito com 1,8 mil respondentes entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 revela uma demanda remanescente por usados com relação à edição de 2025 da pesquisa. Isso porque o interesse pelos veículos do segmento cresceu 2 pontos percentuais (de 66% para 68%) em 2026, enquanto por 0KM oscilou negativamente (de 17% para 15%). O preço mais acessível é o principal motivador para compra de um carro usado, fator citado por 79% dos entrevistados que devem optar pelo segmento. Na sequência de uma lista de múltipla escolha, estão a facilidade na negociação (35%) e a busca por um modelo mais completo (32%).
EXPOAPRAS COMEÇA NO DIA 14
A ExpoApras26 será realizada nos dias 14, 15 e 16 de abril, reunindo mais de 450 marcas expositoras em uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados. A expectativa é superar R$ 1,1 bilhão em negócios e ultrapassar 60 mil visitas, consolidando o evento como um dos principais do varejo alimentar no Brasil. A edição anterior registrou crescimento superior a 20%, reforçando a relevância da feira como ambiente estratégico para geração de negócios, networking e atualização profissional. Neste ano, a programação contará com palestras, fóruns e painéis voltados a temas como comportamento do consumidor, gestão, inovação, tecnologia e tendências do varejo, reunindo especialistas e lideranças do setor. O desempenho da ExpoApras reflete a força do varejo alimentar paranaense, que soma mais de 25 mil lojas, atende cerca de 1,8 milhão de consumidores por dia, gera aproximadamente 550 mil empregos e movimenta mais de R$ 65 bilhões ao ano.
PREÇO DOS IMÓVEIS SEGUE EM ALTA EM 2026
O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com um novo ciclo de valorização e os números de 2026 indicam que o movimento continua. O preço médio de venda dos imóveis residenciais no país subiu 6,52% em 2025, segundo o Índice FipeZap, a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos. Nos dois primeiros meses de 2026, o indicador manteve trajetória de alta, sinalizando continuidade da valorização no setor. O levantamento acompanha o comportamento dos preços em dezenas de cidades brasileiras e mostra que, além das capitais, municípios com forte atividade turística e alta demanda por moradia e investimento passaram a concentrar parte relevante desse crescimento.
ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS E A FALTA DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Lidar com o endividamento familiar com uma taxa de juros na casa dos 33% ao ano, segundo patamar registrado em fevereiro pelo Banco Central, representa um forte desafio, acentuado pela falta de conhecimento das famílias brasileiras sobre educação financeira. A percepção das famílias sobre a sua situação de endividamento – com muitas pessoas não se considerando endividadas quando não há atraso no pagamento de dívidas, segundo apontou o presidente do BC, Gabriel Galípolo – amplia os riscos de desequilíbrio no orçamento doméstico, segundo alertam os especialistas da
Dinx – ecossistema gamificado de educação financeira para crianças. Pesquisa realizada pela Dinx mostrou alguns pontos sensíveis na gestão do orçamento doméstico devido à falta de conhecimento das famílias sobre finanças. Um deles é o fato de não entenderem o que são juros compostos, apontado por 21% dos entrevistados, o que se agrava no cenário em que o uso do crédito rotativo do cartão de crédito é visto como renda disponível, embora os juros dessa modalidade, segundo o BC, já tenham chegado a 15% ao mês, com um índice de inadimplência de 60% em fevereiro.
CONFERÊNCIA REGIONAL DO E-COMMERCE PARANAENSE
O e-commerce do Paraná movimentou cerca de R$ 23 bilhões em 2025, com mais de 72,5 milhões de pedidos, consolidando o estado como o principal mercado digital da Região Sul. O faturamento cresceu 21,7% no período, acima da média nacional de 21,18%, enquanto o volume de pedidos avançou 26,5%, indicando aumento relevante na recorrência de compra. O ticket médio atingiu R$ 317,10, superando a média brasileira de R$ 302,60. Esse avanço será tema central da Conferência Regional do Paraná, promovida pelo E-Commerce Brasil em Curitiba, que reunirá líderes, varejistas e empresas do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades do comércio eletrônico na região. O encontro também terá foco na troca estratégica entre os principais players do mercado e no aprofundamento das transformações que vêm redefinindo o consumo digital no país. De acordo com o levantamento da CONFI, em parceria com o E-Commerce Brasil, o Paraná não apenas lidera o crescimento no Sul, como também concentra 37,6% de toda a receita da região, que hoje representa 14,9% do faturamento nacional do e-commerce.
INCENTIVO AO CONSUMO DE BANANA
É tempo da safra de banana, a fruta fresca mais consumida no mundo. Segundo a Embrapa, o Brasil é o maior consumidor mundial e o quarto maior produtor, com produção de 6,6 milhões de toneladas e com geração de cerca de 500 mil empregos diretos. A IFPA, entidade global que representa a indústria de produtos frescos, lança para o varejo a Campanha de Sazonalidade da banana, voltada a estimular o consumo dessa fruta. A entidade disponibiliza um kit digital gratuito com materiais para redes sociais com informações dos benefícios da fruta, lindas imagens para folhetos, e-book de receitas e vídeos que vão ajudar hortifrutis, supermercados e atacarejos em ações de marketing. “O ano começou com muita disponibilidade de Banana Prata e Nanica. Tradicionalmente, era um momento de baixa disponibilidade. A tendência para os próximos meses é de muita colheita, então a oferta continuará alta. Por consequência, os preços estão ainda muito baixos e sem perspectivas de aumentar. A qualidade do produto tem melhorado bastante em virtude do investimento em insumos na maioria das lavouras. O mercado consumidor retraiu muito, por exemplo: agora, em janeiro, tivemos 40% de retração em média em nossos clientes, o que impactou muito a venda de bananas”, analisa Fabrício Albuquerque, diretor comercial do Sitio Barreiras, um dos maiores produtores de banana do Brasil e associado IFPA.