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Paraná é o quinto estado que mais gasta com medicamentos no Brasil, com desembolso de R$ 14,1 bilhões em 2025 e média de R$ 1.188 por habitante ao ano. Mas esse cenário poderia ser ainda mais pesado para milhares de famílias paranaenses sem a atuação de hospitais filantrópicos que absorvem boa parte dos custos dos tratamentos de alta complexidade.
Referência em oncologia no Paraná e no Brasil, o Hospital Erasto Gaertner consumiu quase R$ 6 milhões por mês em medicamentos apenas nos dois últimos meses. Em fevereiro, o valor foi de R$ 5.914.610,07 e, em março, de R$ 5.947.927,85. Os números incluem medicamentos utilizados diretamente nos tratamentos e prescrições dos pacientes.
Instituição filantrópica e com mais de dois terços dos atendimentos realizados via SUS, o Erasto atende mais de 50 mil pacientes por ano e realiza cerca de 2,5 milhões de procedimentos anuais. Sem essa estrutura, boa parte desses custos acabaria recaindo diretamente sobre as famílias, especialmente em tratamentos oncológicos, que podem durar meses ou anos e envolver medicamentos de alto custo.
A pauta pode explorar justamente esse contraste: enquanto o Paraná registra um dos maiores gastos com medicamentos do país, hospitais filantrópicos como o Erasto funcionam como uma barreira para evitar que esse impacto seja ainda maior no orçamento da população.