Deborah Colker leva Remix ao Guairão
28/03/2026 às 11:22
A companhia comemora trinta anos de dança.

Nos dias 25 e 26 de abril, a Cia de Dança Deborah Colker estará em Curitiba, para duas apresentações no Guairão do seu mais recente trabalho, Remix. O espetáculo reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4x4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante. Os ingressos já estão à venda em DiskIngressos.

A turnê começa em Porto Alegre, segue para Santa Maria, Florianópolis e chega a Curitiba. A Cia de Dança Deborah Colker viaja apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet. Este lançamento ocorre na esteira das comemorações das três décadas de existência da Companhia. Depois do sucesso de “Sagração” (2024), a coreógrafa Deborah Colker e o diretor executivo João Elias entenderam que este também é um momento para extrair do próprio repertório algo com uma perspectiva totalmente inovadora.

A ideia surgiu em 2025 quando Deborah foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição montada com uma retrospectiva da Companhia e uma apresentação de dança realizada por crianças. “Essa homenagem das crianças nos impactou e percebemos que nossas décadas de trabalho têm construído um legado. Era o momento de olhar para nossa própria história”, revela o gaúcho Elias e cofundador da companhia. “Porto Alegre sempre foi muito importante, onde vivemos ótimas histórias. É uma cidade fundamental em nossas turnês. Estou e estamos felizes de fazer uma estreia na minha cidade”.

Para Deborah, o trabalho também desvela outra camada. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, pontua a coreógrafa. “Seguindo esse fluxo, para mim, foi muito natural fazer esse movimento de revisitar nossa própria trajetória”. Ela destaca ainda que “Remix”, mesmo sequenciando cenas de várias obras, é diferente de tudo já visto antes. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com Remix".

Elias destaca a dramaturgia assinada por ele. “São dois atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”. E avisa. “É a produção mais ousada da Companhia para os palcos. São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”.

A equipe criativa se completa com a cenografia de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel.

Em festa
Criada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker celebrou 30 anos de atividades em 2024 e recebeu da ALERJ a Medalha Tiradentes, tornando-se Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Com dezesseis espetáculos em seu repertório, a Companhia se mantém como uma das mais premiadas e prestigiadas no Brasil e no mundo, recebendo em 2018 o Prix Benois de la Danse de Moscou, o mais importante prêmio da categoria. Recebeu ainda um Laurence Olivier em 2001, célebre prêmio britânico, concedido pela The Society of London Theatre. Em 2009, Deborah Colker foi convidada pelo Cirque du Soleil para a criação de “OVO”, sendo a primeira mulher a dirigir um espetáculo para a trupe canadense. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, evento transmitido para mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Em 2024, se tornou a primeira mulher brasileira a dirigir uma ópera no Metropolitan de Nova York (Met), com “Ainadamar". A experiência resultou no convite para criar uma obra inédita: “El Último Sueño de Frida y Diego”, que vai estrear no Met em maio de 2026. Em três décadas, a Companhia já realizou mais de 2 mil apresentações, em cerca de 168 cidades, de 32 países, atingindo um público de mais de 3,5 milhões de pessoas. 

Imperdível

 25 de 26 de abril2026 - Sábado, 20h e Domingo 18h

No Guairão. Classificação etária: 10 anos.

Tempo: 100 minutos (com intervalo)

 Ingressos: a partir de R$ 25,00 a meia-entrada + taxa administrativa no 2º balcão.

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