Associação Comercial estima aumento de 3% nas vendas para a Páscoa
30/03/2026 às 05:00
O gasto médio por consumidor deve alcançar R$ 220,35, considerando um ticket médio de R$ 73,45 por produto e a intenção de presentear, em média, três pessoas

A Associação Comercial do Paraná (ACP) divulga pesquisa sobre a expectativa de compra e venda para a Páscoa de 2026 em Curitiba, indicando um cenário positivo para o varejo, ainda que marcado por cautela de comerciantes e consumidores diante do contexto econômico. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 21 de março com 275 entrevistas (sendo 75 comerciantes e 200 consumidores, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 11% para comerciantes e 7% para consumidores) e aponta uma projeção de crescimento de 2,9% nas vendas em relação ao ano anterior. Entre os comerciantes, 40% esperam aumento nas vendas, enquanto 29% preveem estabilidade e 31% acreditam em queda. Apesar da expectativa positiva, o sentimento em relação à economia brasileira é predominantemente de preocupação para 62% dos empresários. Ainda assim, 60% se dizem esperançosos em relação ao desempenho de seus próprios negócios. O Índice de Confiança do Comerciante (ICC) atingiu 132 pontos, em uma escala de 0 a 200, indicando otimismo moderado. As estratégias mais utilizadas pelos comerciantes para impulsionar as vendas são os canais digitais, com destaque para redes sociais (90%) e WhatsApp (84%), seguidos por materiais impressos (28%) e mídia tradicional (22%). Do lado dos consumidores, 55% afirmam que pretendem realizar compras na Páscoa. Os produtos mais procurados serão ovos de chocolate (56%), bombons (43%) e barras de chocolate (29%), evidenciando também uma diversificação no consumo, com busca por opções mais acessíveis.
GASTO MÉDIO SERÁ DE R$ 220 POR PESSOA
O gasto médio por consumidor deve alcançar R$ 220,35, considerando um ticket médio de R$ 73,45 por produto e a intenção de presentear, em média, três pessoas. A pesquisa mostra ainda que 52% dos consumidores pretendem gastar mais do que em 2025, enquanto 27% manterão o mesmo nível de despesas. O comportamento do consumidor segue mais planejado: 77% afirmam pesquisar preços antes da compra, principalmente em lojas físicas (85%) e sites (59%). Quanto às formas de pagamento, predominam o PIX (29%), cartão de débito (28%) e crédito à vista (24%), indicando preferência por evitar parcelamentos. Os principais locais de compra são supermercados (47%), seguidos por lojas de departamento (25%) e comércio de rua (18%), enquanto o e-commerce aparece com 10% das intenções. "Os dados deste estudo indicam que a Páscoa de 2026 apresenta oportunidades relevantes para o varejo, impulsionadas pelo aumento da intenção de consumo e pela disposição dos consumidores em gastar mais", diz o Presidente da ACP, Paulo Mourão. "Ainda assim, percebemos que o cenário exige uma adaptação dos comerciantes a um perfil de consumidor mais racional, que está cada vez mais atento aos preços e em busca de alternativas mais acessíveis", adiciona.
SAFRA DE MILHO TERÁ LEVE QUEDA
A safra brasileira de milho 2025/26 é projetada em 140,3 milhões de toneladas, segundo estimativa da Hedgepoint Global Markets, o que representa uma leve queda de 0,1% em relação à temporada anterior, quando a produção foi estimada em 140,5 milhões de toneladas. O avanço da área plantada deve compensar parcialmente a redução esperada na produtividade. A área brasileira é projetada em 22,061 milhões de hectares, crescimento de 2,6% frente à safra 2024/25, enquanto a produtividade média das lavouras é estimada em 6.361 quilos por hectare, recuo de 2,6% na mesma base de comparação. Apesar da expectativa inicial de produtividade mais baixa, o cenário ainda pode sofrer revisões ao longo do ciclo. "Embora inicialmente sejam esperadas produtividades médias inferiores para as lavouras brasileiras em relação às registradas na temporada 2024/25, um clima favorável nos próximos 3 a 4 meses pode levar a ajustes positivos nas estimativas, podendo resultar em uma nova safra recorde", afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint Global Markets.
BETO CARRERO INVESTIRÁ R$2 BI PARA AMPLIAR PARQUE
A cidade do litoral catarinense que é a casa do Beto Carrero World, com cerca de 33 mil habitantes e forte tradição açoriana, tem reforçado sua posição como destino turístico em expansão no país. O movimento ocorre em meio a um novo ciclo de investimentos públicos e privados que amplia a oferta de lazer, infraestrutura e hospedagem. O principal vetor é o plano de expansão de R$ 2 bilhões anunciado pelo parque temático, que prevê novas atrações e áreas temáticas nos próximos anos. Em paralelo, a prefeitura confirmou a injeção de cerca de R$ 25 milhões em obras de saúde e infraestrutura ao longo de 2026. Além do parque e das praias, Penha tem ampliado a agenda de eventos ligados à cultura local. Recentemente, o município entrou para o RankBrasil ao preparar 1.307 litros de mariscada durante a 26ª Festa Nacional do Marisco, evento que reúne gastronomia e tradição pesqueira da região.
NOVO EMPREENDIMENTO HOTELEIRO
A cidade recebe, durante a temporada, um volume de turistas que supera sua população residente, o que gera demanda por serviços e amplia a estrutura turística. Esse movimento acompanha a expansão de empreendimentos residenciais e hoteleiros, com a entrada de marcas globais da hotelaria, como é o caso da Wyndham Hotels & Resorts no Amazon Parques & Resorts, que também conta com afiliação à RCI, rede global de intercâmbio de férias. Em construção ao lado do Beto Carrero World, o Amazon Parques & Resorts reúne mais de 20 mil metros quadrados de área construída, com três torres, mais de 200 unidades de multipropriedade, 420 leitos e capacidade para até 1.056 hóspedes. O empreendimento inclui mais de 9 mil metros quadrados de área de lazer, com piscinas, quadras esportivas e espaços de convivência, e adota o modelo de multipropriedade.
65% DOS BRASILEIROS QUEREM COMPRAR NA PÁSCOA
A Páscoa de 2026 deve consolidar sua relevância como uma das principais datas do calendário comercial brasileiro, com estimativa de 106,8 milhões de consumidores indo às compras em todo o país. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, 65% dos brasileiros pretendem comprar para a data — um aumento nominal de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano anterior. O cenário, no entanto, exige estratégia. Apesar do alto potencial de consumo, a decisão de compra segue concentrada na última hora: 45% dos consumidores devem adquirir seus produtos apenas na semana da Páscoa. Para o CEO da Higge Emerson Larizza, esse comportamento reforça a importância de ações bem estruturadas no ponto de venda. “O varejo precisa entender que a batalha da Páscoa é decidida, em grande parte, dentro da loja. Com o consumidor pesquisando preços, mas deixando para comprar no final, o trade marketing se torna essencial para converter intenção em venda”, afirma. Os dados da pesquisa confirmam essa dinâmica. Embora 62% dos consumidores utilizem a internet para pesquisar preços, 95% ainda realizam suas compras em lojas físicas, com destaque para supermercados (62%) e lojas especializadas (44%).
APOIO AOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO LITORAL
O Programa de Acesso ao Mercado para Empreendimentos de Impacto, realizado pelo Sebrae/PR e Coalizão Pelo Impacto, tem fortalecido pequenos negócios no litoral do Paraná. Com duração de cinco meses, de setembro de 2025 a fevereiro de 2026, a iniciativa atendeu 12 empreendimentos já estruturados, oferecendo 400 horas de consultoria voltadas à profissionalização da gestão e à ampliação da presença no mercado. A proposta do programa foi preparar empresas com potencial para o crescimento, especialmente na área comercial. Para isso, foi aplicado um diagnóstico inicial que mapeou o nível de maturidade dos negócios e identificou gargalos, principalmente nas áreas de controle financeiro e gestão de parcerias, seguido de uma jornada de mentorias personalizadas e acompanhamento estratégico.
INADIMPLÊNCIA NOS ALUGUÉIS VOLTA A CRESCER APÓS QUATRO MESES DE QUEDA
A inadimplência de aluguel no Brasil registrou alta, em fevereiro, após quatro meses seguidos em queda, fechando o período com taxa de 3,35% ante 3,29% em janeiro – alta de 0,06 ponto percentual. Na comparação com fevereiro de 2025, quando o índice foi de 3,17%, a inadimplência em fevereiro deste ano apresenta uma alta de 0,18 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a alta da inadimplência de aluguel neste início de ano, apesar de pequena, acende um alerta de atenção após quatro quedas seguidas nos últimos meses no país O cenário exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”. Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.
FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS CRESCEU 12% EM FEVEREIRO NO PR
O financiamento de veículos no Paraná registrou um aumento de 12,4% em fevereiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados da Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial. O total de veículos financiados, na soma de novos e usados, foi de 94 mil. O estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de financiamentos veiculares, representando 7,9% do total do país. O segmento de motos foi o principal responsável por esse crescimento, apresentando uma alta de 26,4% na comparação de fevereiro de 2026 com o mesmo mês do ano anterior. A quantidade de carros leves financiados subiu 12,2% no período. O financiamento de veículos pesados apresentou redução de 5,3%."O desempenho de fevereiro mostra uma expansão consistente na comparação com o mesmo mês do ano passado, com crescimento tanto nos veículos novos quanto nos usados. O acumulado do ano permanece em terreno positivo, o que indica um ambiente de crédito funcional e espaço para a continuidade da atividade de financiamento ao longo de 2026", afirma Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na Trillia.
 
 
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