
Dados recentes mostram que o chocolate segue pressionado pela inflação, com alta de 26,23% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE
Mesmo com os preços mais altos, o varejo projeta crescimento nas vendas de Páscoa em 2026, um cenário que revela uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro: ele não deixa de comprar, mas compra diferente. Dados recentes mostram que o chocolate segue pressionado pela inflação, com alta de 26,23% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. Ainda assim, a expectativa do comércio é positiva, indicando uma adaptação do consumo, com tíquetes mais controlados, busca por alternativas e maior valorização da experiência. Além disso, um movimento vem ganhando força neste ano, a antecipação das compras e a diversificação das estratégias para estimular o consumo. Marcas têm apostado em pré-vendas, lançamentos antecipados e, principalmente, em collabs como forma de gerar desejo e ampliar o apelo dos produtos mesmo diante dos preços mais elevados. Nesse contexto, a Páscoa deixa de ser apenas uma data de volume e passa a ser uma disputa por relevância.
ALUNOS DA PUC TIRAM DÚVIDAS SOBRE O IRPF
O prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-base 2025 começou em 16 de março e termina em 29 de maio. Embora seja uma obrigação anual, o processo ainda gera dúvidas entre os contribuintes. Para auxiliar a população, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) do curso de Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realizará, nos dias 15 e 16 de abril, atendimentos presenciais voltados ao esclarecimento das regras e dos critérios de obrigatoriedade da declaração. Uma dúvida recorrente este ano diz respeito à nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Apesar de a medida estar em vigor desde janeiro, ela não terá impacto na declaração entregue em 2026. Os efeitos práticos serão contemplados na declaração de 2027. Segundo Hugo Dias Amaro, coordenador do curso de Ciências Contábeis da PUCPR, é fundamental diferenciar isenção do imposto e obrigatoriedade de declarar. “Estar isento do pagamento mensal não significa estar dispensado da declaração. A obrigação depende de outros critérios, não apenas da renda”, explica.
FRUTAS FICARAM MAIS BARATAS EM FEVEREIRO
As frutas mais comercializadas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país ficaram mais baratas no último mês. De acordo com o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), os preços de banana, laranja, maçã, melancia e mamão ficaram mais baixos na média ponderada na comparação entre fevereiro e janeiro deste ano. Ainda de acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as cotações praticadas para cebola e cenoura também acompanharam o movimento de queda. A maior redução foi verificada para a banana, com preços na média ponderada de fevereiro 11,16% inferiores aos praticados em janeiro. A diminuição foi registrada mesmo com o retorno das aulas, o que elevou a demanda pela fruta, num contexto de baixa oferta de banana nanica até o pós-Carnaval. Ainda assim, o impacto sobre os preços não foi mais intenso devido ao volume de banana adquirido no terço final do mês, especialmente da variedade nanica proveniente do norte de Santa Catarina, além da banana prata oriunda do norte de Minas Gerais e de regiões do Espírito Santo, Bahia e Ceará.
MAÇÃ E MAMÃO TAMBÉM MAIS BARATOS
A Conab também identificou queda de dois dígitos para a maçã, chegando a uma variação negativa de 10,32% na média ponderada. Os menores preços no atacado refletem a maior oferta da fruta, que pode ser explicada pelo início da colheita da maçã gala, além da presença do restante da safra da maçã eva do Paraná e da safra em São Paulo. No mercado do mamão, a Companhia verificou uma menor oferta da variedade papaya, consequência do maior volume de chuvas no último trimestre de 2025, que prejudicou as floradas e reduziu a produtividade dos mamoeiros. Por outro lado, o mamão formosa apresentou preços mais baixos e oferta mais elevada, o que limitou a valorização nas cotações do mamão papaya, contribuindo para que os preços ficassem 7,52% mais baixos no último mês.
CEBOLA PUXA PARA BAIXO PREÇOS DAS HORTALIÇAS
Dentre as hortaliças analisadas, foi identificada uma nova queda nos preços para a cebola. Na média ponderada, o recuo foi de 5,52% em relação à média de janeiro, influenciado pela menor qualidade do produto. A oferta da cebola com origem em Santa Catarina apresentou novo crescimento nos mercados atacadistas. Mesmo com esse incremento, o volume comercializado do bulbo nas Ceasas apresentou redução de 10%. Em março, com o encerramento da colheita catarinense e a redução dos estoques, observou-se um cenário de pressão altista sobre os preços. Queda também para a cenoura. Após sucessivos aumentos desde dezembro de 2025, o preço voltou a cair em fevereiro. No entanto, a redução foi pequena, de apenas 1,23% na média ponderada em relação a janeiro. Em relação à oferta, houve pequena redução de 5,6% frente a janeiro, insuficiente para sustentar alta generalizada nos preços. Se por um lado, as chuvas frequentes nas regiões produtoras reduziram o ritmo de colheita, o que tenderia a pressionar os preços para cima; por outro, prejudicaram a qualidade do produto, exercendo efeito contrário sobre as cotações.
OUTROS PRODUTOS FICAM MAIS CAROS
Já a alface, o tomate e a batata ficaram mais caros no atacado no último mês. No caso da folhosa, a elevação foi de apenas 2,02%. A oferta total nas onze Ceasas analisadas apresentou decréscimo de 7% em relação a janeiro. Essa variação negativa refletiu-se nos preços, contribuindo para a alta da média. Mais uma vez, as chuvas nas regiões produtoras trouxeram impacto nos preços, uma vez que além de dificultarem a colheita, provocam perdas no campo, comprometem a qualidade dos produtos, e ainda podem restringir os plantios e influenciar a oferta futura. O tomate também voltou a registrar alta em fevereiro. No mês analisado, a elevação foi de 5,20%, diante de uma menor oferta do produto nas Ceasas analisadas. Esse cenário está associado ao esgotamento das áreas em ponto de colheita, após a elevada oferta observada nos últimos três meses do ano anterior, quando os volumes atingiram os maiores níveis de 2025. A transição após o pico da safra de verão também vem reduzindo a produção e, consequentemente, a oferta. A batata, por sua vez, teve alta de preços na maioria das Ceasas analisadas. Na média ponderada, o aumento foi de 11,72% em relação à média de janeiro.
GRUPO DE ENERGIA RENOVÁVEL INVESTE NO PARANÁ
O Grupo Potencial inicia um novo ciclo de crescimento com investimentos de R$ 6 bilhões até 2030, consolidando o complexo industrial da Lapa, no Paraná, como um dos mais avançados e integrados polos de agroenergia do mundo. A expansão amplia significativamente a capacidade produtiva da companhia e reforça seu posicionamento futuro como maior indústria de biodiesel em planta única do mundo, projetando o grupo como líder global de agroenergia. A estratégia tem como base o crescimento modular e a verticalização da cadeia produtiva, integrando esmagamento de soja, produção de biodiesel, etanol de milho, óleo degomado, DDGS, biogás e infraestrutura logística. A projeção anual de produção inclui até 1 bilhão de litros de etanol, 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado e 9 milhões de metros cúbicos de biogás, consolidando um modelo industrial integrado que conecta soja, milho e geração de energia renovável.
MERCADO DE PEIXES PASSA POR MUDANÇAS
A piscicultura brasileira vive um momento de mudanças. Diante de novas barreiras comerciais e da crescente concorrência internacional, o setor intensifica a busca por mercados alternativos para a tilápia — hoje altamente dependente dos Estados Unidos, destino de cerca de 92% das exportações. Para o presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, o cenário atual pressiona por uma mudança de estratégia e abre espaço para crescimento. “Estamos entrando nos anos de ouro da tilapicultura nacional. Não é um caminho sem desafios, mas é um período com mais oportunidades para quem estiver preparado”, realça. Mesmo com a concentração no mercado norte-americano, o desempenho recente indica resiliência. Segundo o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho, as exportações cresceram cerca de 2% no último ano, apesar da adoção de tarifas a partir de agosto. Para ele, isso mostra que, mesmo diante de adversidades, o setor segue competitivo. “Mas a dependência de um único mercado exige atenção”, alerta.
AMÉRICA LATINA PASSA A SER UM NOVO MERCADO
Com o novo cenário, países da América Latina ganham relevância na estratégia de expansão. O México desponta como um dos principais alvos. O país importa cerca de 92 mil toneladas de tilápia por ano, mais da metade do volume adquirido pelos Estados Unidos. Apesar disso, a presença brasileira ainda é limitada. “É um mercado que começou a ser explorado mais recentemente, ainda com volumes modestos, mas com grande potencial de crescimento”, discorre Manoel Xavier Pedroza Filho, pesquisador da Embrapa. Outros destinos, como Colômbia e Peru, também aparecem como oportunidades concretas. Além do volume expressivo de importações, a proximidade geográfica pode garantir vantagem logística ao Brasil frente a concorrentes asiáticos.
QUASE 40% DOS BRASILEIROS ESTÃO INADIMPLENTES
A inadimplência permanece como um dos principais entraves econômicos no Brasil. Dados recentes do Mapa da Inadimplência, divulgado pela Serasa, apontam que cerca de 81,7 milhões de brasileiros adultos têm ao menos uma dívida em atraso. Uma vez que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 213 milhões de habitantes, pode-se dizer que 38,3% da população está endividada. O número destaca a pressão contínua sobre o orçamento das famílias, em um contexto marcado por custos elevados e menor previsibilidade financeira. O levantamento aponta que o problema não se concentra em um único grupo. Pessoas de diferentes faixas etárias, regiões e níveis de renda convivem com a dificuldade de manter as contas em dia. O perfil da inadimplência é heterogêneo e envolve desde consumidores com acesso frequente ao crédito até famílias impactadas por despesas básicas recorrentes. A pesquisa Acrobacia Financeira, uma parceria do Inter com a Consumoteca, evidencia esse panorama. Os resultados mostram que grande parte dos brasileiros precisa reorganizar constantemente o orçamento para equilibrar renda e despesas.