Número de pizzarias no Brasil tem crescimento de 10% em um ano
26/03/2026 às 05:00
O setor de pizzarias apresenta um ritmo crescente de expansão. De acordo com o levantamento, houve um aumento de 6,26% no número de novas unidades em 2025

Segundo o estudo anual do Mercado de Pizzarias, realizado pela Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), que há 23 anos atua no fomento de informações de qualidade e atualizada sobre o mercado de pizzarias, o setor apresenta um ritmo crescente de expansão. De acordo com o levantamento, houve um aumento de 6,26% no número de novas unidades em 2025, o que simboliza a abertura de 4.109 estabelecimentos no ano; já o segmento registrou o crescimento de 10,29% no índice geral de pizzarias ativas em relação ao mesmo período de 2024, com 40.332 pizzarias em operação. Como análise metodológica, o estudo considera a amostragem dos estabelecimentos dos portes ME, EPP e LTDA ativos no país no último ano, o que simboliza 89% do mercado, desconsiderando a categoria de microempreendedores individuais (MEIs), que não foram incluídas na análise. O relatório apresenta que foram registrados 43,8% menos fechamentos do que em 2024, representado por 2.969 pizzarias inativas, encerradas ou em situação irregular na Receita Federal, o menor índice em 10 anos. Para Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, os resultados da quinta edição do levantamento apontam para um mercado com crescimento consistente e redução significativa nos fechamentos, sinalizando maior maturidade e capacidade de adaptação de novos espaços.
PREÇO DA CESTA BÁSICA EM CURITIBA TEA MAIOR QUEDA ENTRE AS CAPITAIS
Os preços da cesta básica apresentaram queda em quatro das oito capitais analisadas em fevereiro, segundo levantamento da Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE. O movimento indica um cenário misto para os alimentos essenciais, com reduções relevantes em algumas capitais e altas pontuais em outras. Rio de Janeiro segue liderando o ranking como a capital com a cesta básica mais cara do país. Apesar da queda em fevereiro, o valor recuou 1,65%, passando de R$ 989,40 para R$ 973,11. No acumulado de seis meses, a redução foi de 2,07%, saindo de R$ 993,64 em setembro de 2025 para R$ 973,11 em fevereiro de 2026, mantendo um patamar superior ao das demais capitais monitoradas. O Rio convive com custos elevados de forma persistente, reflexo de uma combinação de fatores como alta densidade urbana, logística interna mais cara e um padrão de consumo que pressiona especialmente os preços de proteínas e alimentos frescos. Curitiba apresentou, em fevereiro, a maior queda mensal entre todas as cidades monitoradas. A capital registrou a redução de 4,21%, com a cesta caindo de R$ 805,73 para R$ 771,88. No acumulado de seis meses, também lidera as reduções: queda de 3,77%, saindo de R$ 802,07, em setembro de 2025, para R$ 771,88. Destaca-se que a queda de fevereiro, sozinha, superou o recuo acumulado de todo o semestre, o que indica que, nos meses anteriores, a cesta operava em patamar elevado, e apenas no fechamento do período registrou uma redução forte o suficiente para inverter o resultado semestral.
ALTA DO DIESEL E DOS FERTILIZANTES PREOCUPA PRODUTORES
A alta no preço do diesel e dos fertilizantes, reflexo da guerra no Oriente Médio, e as dificuldades na exportação da soja para a China estão entre os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais do Paraná. O cenário esteve em debate na reunião da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema FAEP. Em plena colheita da soja, que já alcança cerca de 70% da área no Estado, o aumento no preço do diesel preocupa o setor, especialmente para a próxima safra. Em todas as regiões, o combustível já ultrapassa R$ 7 por litro, chegando a R$ 7,80 em alguns municípios como Prudentópolis. O valor está acima dos R$ 5,50 registrados antes do início do conflito no Oriente Médio. Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o impacto afeta toda a cadeia produtiva. “Com a agricultura cada vez mais mecanizada, a dependência do diesel só aumenta. Além disso, o combustível representa cerca de 40% do custo do frete, o que deve causar aumento no preço do transporte já nas próximas semanas”, afirma.
CHINA AUMENTA RIGOR COM SOJA EMBARCADA
Outro ponto de atenção é a exportação de soja para a China. Mesmo que a classificação nos portos trabalhe com limite de 1% de impurezas, as cargas têm sido barradas pela presença de plantas daninhas consideradas quarentenárias, inexistentes naquele país. Segundo o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura no Paraná, Fernando Augusto Pereira Mendes, apenas na primeira quinzena de março, cerca de 2,5 mil caminhões foram barrados no Porto de Paranaguá por não atenderem às exigências chinesas. Ao longo de todo o ano de 2025, esse número chegou a 4,1 mil cargas que precisaram retornar. “O volume mostra a necessidade de um plano de ação envolvendo toda a cadeia produtiva. A qualidade começa no campo e o produtor tem papel central nesse processo”, destaca Mendes. Ainda segundo o representante da Superintendência Federal, diante da pressão logística e comercial, o Brasil iniciou negociações com a China. Como medida temporária, o país asiático flexibilizou a regra e passou a aceitar cargas com presença dessas sementes com ervas daninhas quarentenárias. No âmbito local, produtores e cooperativas também tem discutido a classificação dos grãos. Em alguns casos, descontos adicionais têm sido aplicados quando há presença de plantas daninhas, o que gera prejuízo ao agricultor.
VALORIZAÇÃO DOS PRODUTORES DE VINHO NO PARANÁ
Uma parcela dos 444 produtores rurais envolvidos com a produção de uva e seus derivados, como vinhos e sucos, está retratada na edição de março e abril do Projeto Orgulho Paraná, iniciativa do Sistema FAEP que evidencia os produtores de diferentes regiões do Estado. A proposta contribui para valorizar produtos da agropecuária paranaense e dar visibilidade a agricultores de diferentes regiões do Estado. Todos os anos, a produção de uvas e vinhos no Paraná movimenta R$ 261,7 milhões, graças a comercialização de 50 mil toneladas, resultado do plantio em mais de 3,5 mil hectares no Estado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). Esses números tendem a aumentar com o roteiro turístico Rota Uva & Vinho Paraná, lançado em fevereiro, com apoio do Sistema FAEP, fomentando o turismo rural em 60 propriedades de 31 municípios. “A proposta permite dar visibilidade aos produtores e fomentar a divulgação de produtos do solo paranaense. Esse projeto fortalece o sentimento de orgulho em todos os participantes da cadeia produtiva”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
BETS VIRAM PRINCIPAL FATOR DE ENDIVIDAMENTO NO BRASIL
Um novo estudo realizado pelo IBEVAR em parceria com a FIA Business School sobre o avanço do endividamento das famílias brasileiras revela uma mudança estrutural no perfil das pressões financeiras no país: as apostas esportivas online, popularizadas a partir de 2019, passaram a exercer impacto superior ao dos juros e da oferta de crédito na aceleração da dívida doméstica.  A pesquisa analisou o período entre dezembro de 2011 e dezembro de 2025, com base em dados do Banco Central, IPEA e métricas de interesse capturadas por processamento de linguagem natural em redes sociais. O modelo econométrico de séries temporais controlou os fatores tradicionais — taxa de juros e volume de crédito em relação à renda — e isolou o efeito da entrada das bets no mercado brasileiro. O resultado é contundente: o coeficiente associado às apostas (0,2255) supera com ampla margem o impacto do crédito sobre a renda (0,0440) e dos juros ao consumidor (0,0709). Mesmo somados, os efeitos de crédito e juros não alcançam o peso atribuído à expansão das apostas. Segundo o estudo, o impacto das bets é quase o dobro da soma dos dois fatores tradicionais — podendo ser ainda maior, já que parte do efeito dos juros já está embutido na dinâmica do crédito. Para Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School: “Ao longo do período analisado, observou-se uma leve tendência de desaceleração no crescimento do endividamento. No entanto, após a entrada das apostas esportivas — legalizadas em 2018 e amplamente difundidas a partir de 2019, antes da regulamentação definitiva em 2023 — a dinâmica da dívida ganha novo impulso”.
CURSOS GRATUITOS DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
O Espro (Ensino Social Profissionalizante), entidade sem fins lucrativos que atua na capacitação e inserção de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, vai promover ao longo de 2026, no Estado do Paraná, 12 novas turmas do projeto de Formação para o Mundo do Trabalho (FMT) – cursos gratuitos voltados a jovens de 14 a 22 anos de idade interessados em se preparar para a primeira oportunidade de emprego. São previstas 350 vagas, no total, para os treinamentos. As duas primeiras turmas têm início previsto para 30 de março, em Curitiba, na nova unidade do Espro na capital paranaense. Inscrições já podem ser feitas pela internet, através do endereço: https://cadfmt.espro.org.br. As demais turmas estão previstas para acontecer em: Curitiba, em maio. Início em 11/05, foco no mercado audiovisual, 30 vagas.  - Curitiba, em maio. Início em 11/05, 30 vagas para refugiados e migrantes.  - Curitiba, em agosto. Início em 3/08, duas turmas com 60 vagas. - Cascavel, em agosto. Início em 3/08, 30 vagas. - Curitiba, em setembro. Início em 14/09, duas turmas com 60 vagas. - Cascavel, em setembro. Início em 14/09, foco em Educação Ambiental, 30 vagas. - Curitiba, em outubro. Início em 26/10, duas turmas com 60 vagas. Considerando todas as regiões do Brasil, o Espro vai oferecer 5,6 mil vagas em turmas do FMT até o fim de 2026.
PEQUENAS EMPRESAS DEMONSTRAM ALTO INTERESSE EM IA
Um levantamento comparativo da Adobe Acrobat sobre a adoção de inteligência artificial entre pequenas e médias empresas revelou que Brasil e América Latina apresentam alto nível de interesse e otimismo em relação à tecnologia, mas ainda permanecem em estágio intermediário de maturidade quando comparados aos Estados Unidos. O levantamento aponta que, apesar do discurso favorável à IA, o uso efetivo da tecnologia segue limitado na região, evidenciando um descompasso entre intenção e implementação. De acordo com os dados analisados, no Brasil apenas cerca de 13% das PMEs utilizam inteligência artificial de forma efetiva em suas operações. Em contraste, aproximadamente 75% das empresas demonstram intenção de adotar a tecnologia nos próximos meses ou percebem impacto positivo da IA nos negócios. Esse cenário indica que a principal barreira para a expansão da IA não está na percepção de valor, mas na capacidade de execução. O padrão brasileiro se repete em grande parte da América Latina. Países como Chile, México e Colômbia apresentam níveis de adoção ligeiramente superiores à média regional, mas ainda distantes dos patamares observados em economias mais maduras.
 
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