Vamos sair do automático
Abrir um livro de fantasia é dar permissão para a mente voar sem roteiro
25/03/2026 às 15:42
E você, qual foi o primeiro universo fantástico que te fez sentir em casa?



Na coluna de hoje, mergulhamos no universo da fantasia e da ficção, gêneros que são o combustível oficial da nossa imaginação. Mais do que nos tirar da realidade, essas histórias nos ensinam a enxergar o mundo sob novas perspectivas, aguçando a criatividade e nos lembrando que, na literatura, o impossível é apenas o começo da jornada. Quem nunca se sentiu mais vivo habitando um mundo que só existe no papel? Abrir um livro de fantasia é dar permissão para a mente voar sem roteiro. A seguir, selecionamos tramas que vão do épico ao tecnológico, desafiando o óbvio e transformando a ficção em uma ponte para o extraordinário. Se você busca histórias que aguçam os sentidos e desafiam o óbvio, os títulos de hoje foram feitos para você. Afinal, a fantasia tem o poder único de nos despertar e mostrar que tudo é possível. E você, qual foi o primeiro universo fantástico que te fez sentir em casa?






Em um mundo congelado sob o domínio autoritário do Núcleo, a jovem Althea sobrevive em meio ao luto e à vigilância constante. Sua realidade muda ao sonhar com o retorno do Sol e descobrir sua ligação com uma antiga profecia. A trama é uma aventura cinematográfica sobre resistência e fé, refletindo dilemas juvenis como o medo do futuro e a vontade de mudar o mundo.
Aion e a Profecia do Sol, de Bárbara Bie, Editora Mundo Cristão, 296 páginas, R$ 84,90


Ambientado em um faroeste fantástico que mistura rodeios, pólvora e feitiçaria, o livro narra a rivalidade entre as famílias Berrante e Falcão. As protagonistas Doralice e Marieta ocultam identidades para competir em arenas, mas acabam envolvidas em uma paixão proibida. A história foca no conflito entre a lealdade familiar e os desejos do coração em meio a duelos épicos.
Bala no Alvo, Dente de Leão, de Giu Domingues, Editora Galera Record, 378 páginas, R$ 69,90  


A obra percorre um século (1948–2048) para mostrar como a inovação e o legado familiar moldam o destino de Mark, um jovem empreendedor. Através de uma mensagem em uma garrafa e do simbolismo do silício, o livro discute o equilíbrio entre a inteligência artificial e a sensibilidade humana. Estruturada como uma série de streaming, a trama reflete sobre ética e propósito na era digital.
Quatorze - gerações conectadas, de Flavia de Assis e Souza, 150 páginas, R$ 54,49


Nesta sequência da saga Green Creek, Robbie Fontaine busca pertencimento e o encontra em um bando de lobos, mas logo passa a questionar suas memórias devido a uma missão enigmática. O autor explora temas queer e a
estrutura social dos lobisomens para discutir poder e responsabilidade. O livro utiliza o recurso da amnésia para aprofundar a conexão emocional entre os personagens e o leitor.
Heartsong – o bando, de  TJ Klune, tradução de Nathalia Marques, Editora  Morro Branco, 544 páginas, R$ 94,90


Com autorização oficial do espólio de Conan Doyle, este thriller traz Sherlock Holmes investigando uma peça teatral misteriosa encenada para apenas doze espectadores. Ao lado de Watson, o detetive descobre uma seita ligada à realeza e enfrenta seu maior inimigo, o Professor Moriarty. A narrativa alterna os pontos de vista de Watson e Sebastian Moran, oferecendo um duelo psicológico intenso.
Holmes e Moriarty, de   Gareth Rubin, tradução de Claudio Carina, Globo Livros,  304 páginas, R$ 59,75


Bettina é uma antiquarista sagaz e ambiciosa que ignora a ética em sua busca obsessiva pelo Santo Graal. A jornada a leva por cenários perigosos em Paris, Alexandria e no Brasil, enfrentando situações de alto risco. O romance de Vânia Andrade é focado em suspense, enigmas históricos e reviravoltas constantes para os amantes do gênero de aventura.
O segredo de Bettina e o cálice sagrado, de Vânia Andrade, Editora Appris, 122 páginas, R$ 48,00


Esta ficção climática apresenta William, um jornalista "amortal" que testemunha 170 anos de história e crises ambientais. Através de uma inteligência artificial, ele relata suas memórias como uma crítica ao materialismo tecnológico e ao modelo do Homo economicus. O livro propõe uma "eutopia" baseada na evolução da consciência humana como alternativa ao colapso civilizatório.
Adeus Sapiens, de James Marins, Editora Ibis Libris, 430 páginas, R$ 74,90
 


Nesta metaficção, personagens de livros inacabados vagam por uma biblioteca infinita à espera de seus autores. A guerreira Mai Abramov desperta nesse limbo após sua história ser abandonada e precisa convencer a Autora a continuar a escrita para salvar seu mundo. A obra explora temas como identidade e propósito, questionando os limites entre criador e criatura.
A biblioteca das histórias não contadas, de Gabriella Campos,  Editora Mundo Cristão, 240 páginas, R$ 74,00 

Por Ana Maria Ferrarini - anamariaferrarini@gmail.com - (41) 9844-23450












 

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