
Cerimônia, em Brasília, marcou o ingresso de Sergio e Rosângela Moro no PL
O senador Sergio Moro e a deputada federal por São Paulo, Rosângela Moro, se filiaram oficialmente ao PL, nesta terça-feira, em solenidade em Brasília. Moro, em sua fala, elogiou o governador Ratinho Junior (PSD), mas defendeu que o Estado precisa de mudanças. “Vamos dar continuidade às boas coisas que o atual governo fez, do governador Ratinho, mas vamos buscar também um governo de excelência, de mudança”, declarou. O ato contou com a presença do pré-candidato à presidência da República pelo partido, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e de diversos parlamentares da bancada do PL no Congresso. “Você [Moro] tem a consciência de que a gente precisa do Paraná nessa nossa estratégia nacional. Para mostrar o caminho, para trazer ao país um projeto de prosperidade”, disse Flávio. Em resposta, Sergio Moro garantiu espaço para Flávio no estado. “O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”, disse. No início do evento, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) como candidatos ao Senado na chapa de Moro.
CONSELHO DE ÉTICA OUVE TESTEMUNHAS DE PROCESSO CONTRA RENATO FREITAS
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), colheu, na manhã desta terça-feira (24), o depoimento de testemunhas no processo que apura a suposta quebra de decoro parlamentar por parte do deputado Renato Freitas (PT), devido ao seu envolvimento em uma briga registrada no Centro de Curitiba. A denúncia foi apresentada por oito autores. Testemunha arrolada pelo relator do processo, o deputado Marcio Pacheco (PP), o manobrista à época dos fatos, Weslley de Souza Silva, prestou depoimento. Foi ele quem trocou golpes com Freitas na ocasião. O colegiado também ouviu duas testemunhas indicadas por Renato: Carlos Alberto Ferreira de Souza e Arleide Cerqueira Xavier Muller — ambos acompanhavam o parlamentar na ocasião. Os fatos apontados pela representação nº 25804-80.2025 ocorreram no dia 19 de novembro de 2025. Imagens de celular mostram Freitas em uma briga com Silva, em que os dois trocam golpes entre as ruas Vicente Machado e Visconde do Rio Branco. Posteriormente, foram divulgadas gravações de câmeras de vigilância que mostram a confusão se desenrolando em frente e dentro de um estacionamento da região. À época, Freitas afirmou que o confronto começou quando Silva avançou de maneira brusca com o carro em sua direção, abaixando o vidro e proferindo ofensas e ameaças, como “noia” e “lixo”. Na ocasião, de acordo com o deputado, ele saía de um exame de gravidez junto à mãe de seu filho.
CÂMARA LAMENTA MORTE DA EX-VEREADORA ARLETE CARAMÊS
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) lamenta a morte de Arlete Caramês, ocorrida nesta terça-feira (24). Ela foi vereadora na 13ª Legislatura (2001-2002) e interrompeu o mandato para assumir, em 2002, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Natural de Porto União (SC), a ex-vereadora estava com 82 anos de idade. Bancária de profissão, Arlete tornou-se ativista e ingressou na política após o desaparecimento de seu filho, Guilherme Caramês Tiburtius, em 1991, aos oito anos de idade, no bairro Jardim Social. O caso teve repercussão nacional e até hoje não foi solucionado. “Arlete Caramês foi uma mulher inspiradora, que nos deixou um grande legado. Após um evento traumático, transformou-se em ativista e, também por meio da política, conseguiu avanços efetivos na proteção das crianças e dos adolescentes. Nossos sentimentos aos amigos e aos familiares”, declarou o presidente da CMC, vereador Tico Kuzma (PSD).
AVALIAÇÃO DO PLANO PLURIANUAL 2024-2027
Em uma iniciativa da Comissão de Orçamento, a Assembleia Legislativa realizou, nesta terça-feira (24), uma audiência pública de “Monitoramento do Plano Plurianual 2024-2027 (PPA)” do Governo do Paraná. De acordo com o presidente da comissão, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), o acompanhamento regular da implementação das políticas públicas comprova o compromisso da Casa de Leis com a população paranaense. “Percebemos a necessidade de ter um instrumento eficaz, dentro da lei, que nos permitisse fazer uma avaliação da implementação das políticas públicas durante todo o período do exercício fiscal, sendo obrigatórias duas prestações de contas semestrais em cada exercício fiscal. Com isso, nós conseguimos monitorar as entregas que o orçamento prevê. Em cada uma dessas nossas reuniões, em cada uma dessas audiências públicas, procuramos dar foco a uma área específica. A última foi sobre o desenvolvimento social, e esta é sobre segurança pública”, explicou o deputado, destacando a importância dessa gestão transparente.
SECRETÁRIO DE DEFESA SOCIAL APRESENTA BALANÇO
Presidida por Tico Kuzma (PSD), a sessão desta terça-feira (24) da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) foi reservada à apresentação do secretário municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT), Rafael Ferreira Vianna, aos vereadores. O convite da Comissão Executiva foi formalizado em acordo com o líder do Governo, Serginho do Posto (PSD), após o adiamento de um requerimento de convocação apresentado por Da Costa (Pode). Na Câmara, Rafael Vianna apresentou um balanço da atuação da Guarda Municipal. Em 2025, foram 51.919 ocorrências atendidas e 1.140 pessoas detidas, média de 142 atendimentos e 3 detenções por dia. Nos primeiros 70 dias de 2026, já são mais de 15 mil atendimentos e 338 detidos, com média diária de 206 atendimentos e 4,5 detenções. No recorte de dois anos, foram feitos 367 atendimentos pela Patrulha Maria da Penha, 408 relacionados a substâncias ilícitas e 627 associados à zeladoria urbana. Na apresentação, Vianna destacou o combate ao tráfico de drogas, a reorganização da Muralha Digital para apoio mais direto às equipes de rua, a criação de patrulhas especializadas e uma agenda de projetos para 2026.
COBRANÇA PELO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO
Durante sessão plenária, o deputado estadual Professor Lemos (PT) cobrou do Poder Executivo o cumprimento do piso nacional do magistério no Paraná. A legislação foi sancionada em 2008 pelo presidente Lula e estabelece um valor mínimo a ser pago aos professores da educação básica em todo o país. Em pronunciamento, Lemos criticou a defasagem salarial enfrentada pela categoria. “Nós, professores da educação básica, fomos sendo desprezados ao longo dos anos, e nosso salário foi ficando para trás. Hoje, temos o menor salário entre os servidores do Poder Executivo do Paraná e um dos menores do Brasil. Isso é uma vergonha para um estado que tem o quarto maior PIB do país”, afirmou. O deputado destacou que a distorção se agravou porque outras carreiras tiveram reajustes e reestruturações, enquanto o magistério não foi contemplado de forma adequada. “Foram corrigidas tabelas e carreiras de diversas categorias, mas a educação básica não foi tratada corretamente. O nosso salário está muito defasado”, disse. Segundo ele, a solução é clara e passa pelo cumprimento da legislação federal. “Se o governador Ratinho Jr. pagar o piso nacional, que é lei, essa distorção será resolvida. É só pagar o que deve, o que está na lei. O Paraná hoje não paga o piso do magistério”, declarou.
MELHORAR A FISCALIZAÇÃO DA CÂMARA
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) iniciou a formação de um grupo técnico para se adequar ao novo modelo de avaliação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que passou a exigir dos parlamentos municipais um conjunto mais amplo de práticas de governança, planejamento institucional e fiscalização. Na avaliação-piloto de 2025, realizada para apresentar aos Legislativos paranaenses os novos módulos do Progov, a CMC alcançou a nota geral 5,85, desempenho que a colocou acima da média e entre os 20 melhores resultados entre as 399 câmaras municipais do Paraná. O diagnóstico também permitiu à Câmara de Curitiba identificar, com precisão, os pontos em que pode avançar. O principal foco da adequação será a área de Fiscalização, novo quesito introduzido pelo TCE-PR para medir não apenas a atividade fiscalizatória em si, mas sua formalização em normas, planejamento próprio e execução por área temática. Para a CMC, a nova metodologia é positiva porque tende a padronizar procedimentos, qualificar o controle externo exercido pelos Legislativos e, na prática, elevar o atendimento prestado à população em todo o Paraná.
NOVA UNIDADE DO HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE
A segunda-secretária da Assembleia, deputada estadual Maria Victoria (PP), afirmou que a construção do Hospital Pequeno Príncipe Norte, em Curitiba, é resultado de “diálogo, articulação e união em favor das crianças paranaenses”. O lançamento da pedra fundamental da nova unidade foi realizado no fim da tarde de segunda-feira (23). A Assembleia Legislativa destinou R$ 20 milhões para a construção do hospital. Os recursos são provenientes da economia dos 54 deputados e deputadas estaduais. A obra também recebe recursos do Governo do Estado (R$ 20 milhões), de emenda da bancada federal (R$ 15 milhões), da Itaipu Binacional (R$ 15 milhões) e mais R$ 15 milhões de contrapartida do hospital, totalizando cerca de R$ 85 milhões em investimentos. “A construção do hospital é resultado de diálogo, articulação e união em favor das crianças paranaenses. É um investimento que vai reduzir filas, diminuir o tempo de espera e salvar vidas, ampliando o acesso a um atendimento moderno e humanizado”, afirmou Maria Victoria.
DEBATE SOBRE PROGRAMA DE PROTEÇÃO À TESTEMUNHA
A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou, nesta terça-feira (24), três requerimentos voltados ao debate e à avaliação de políticas relacionadas ao enfrentamento da criminalidade e à proteção de direitos fundamentais. As iniciativas tratam desde o monitoramento de programas já existentes até a realização de audiências públicas com autoridades e especialistas nacionais e internacionais. Um dos requerimentos aprovados (REQ 2/2026 - CSP), de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), prevê a avaliação, ao longo de 2026, do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). A proposta busca analisar a efetividade da política pública, incluindo aspectos como governança, articulação entre os entes federativos e os resultados na proteção de vítimas e testemunhas em situação de risco. Criado pela Lei 9.807, de 1999, o Provita é considerado um instrumento essencial para garantir a segurança de vítimas e testemunhas que colaboram com investigações e processos criminais, especialmente em casos envolvendo organizações criminosas, corrupção e graves violações de direitos humanos. Atualmente, o programa atende cerca de 500 pessoas em todo o país, entre vítimas, testemunhas e familiares.