Comércio varejista paranaense inicia 2026 com pequeno recuo e sinais de desaceleração
20/03/2026 às 12:02
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL - ARQUIVO

O comércio varejista ampliado do Paraná começou o ano com um leve recuo se comparado ao desempenho nacional. É o que aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE e analisada pela Fecomércio PR.

Em janeiro, o volume de vendas no estado recuou 0,1% na comparação com dezembro de 2025, enquanto no Brasil houve alta na casa de 0,9%. Na comparação com janeiro do ano passado, o Paraná registrou queda de 0,8%, em contraste com o crescimento de 1,1% no cenário nacional.

Segundo a pesquisa, o estado ainda acumula alta de 0,4% nos últimos 12 meses, levemente acima da média nacional, que permaneceu estagnada no período.

De acordo com análise da Fecomércio PR, o resultado mostra uma desaceleração gradual do varejo paranaense, influenciada por fatores macroeconômicos como juros elevados e restrição ao crédito, que tendem a limitar o consumo das famílias ao longo de 2026. “O comércio varejista ampliado, que inclui a venda de veículos, motocicletas e peças mostrou recuperação nos últimos 12 meses, mas a tendência é de crescimento moderado para os próximos meses”, pontua o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.

Ele também ressalta que o comportamento do comércio no estado não foi homogêneo em todos os setores, com destaques positivos no acumulado do ano para: Outros artigos de uso pessoal e doméstico que chegaram a 11,4%; seguido de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, em 7,4%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, em 6,3%. Já, setores como Combustíveis e lubrificantes tiveram queda, no acumulado do ano, em -6,6%; Veículos, motocicletas e peças, em -6,3% e, o setor de Material de Construção, com queda de -4,4%. 

A expectativa é de que o setor mantenha expansão ao longo do ano, porém em ritmo mais lento, acompanhando o cenário econômico nacional e as limitações impostas pelo custo do crédito.

BOLETIM DO COMÉRCIO

fonte  Fecomércio PR, por Silvia Bocchese de Lima

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