Biopark e Faculdade Donaduzzi levam IA para o campo
Projeto “Peso na Granja”, criado por estudantes, usa inteligência artificial para para estimar o peso de suínos sem contato físico
18/03/2026 às 10:12
Judith Jockel / Getty Images
Biopark e a Faculdade Donaduzzi, em Toledo (PR), iniciaram a fase de incubação de projetos desenvolvidos por estudantes universitários. Com foco em resolver problemas reais do agronegócio e do setor corporativo, os projetos deixaram de ser conceitos acadêmicos para se tornarem soluções de engenharia e dados de alta complexidade que já começam a ser aplicadas no setor produtivo. 

Um dos destaques, chamado “Peso na Granja”, foi criado por estudantes dos cursos de graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial. O sistema usa câmeras e redes neurais — modelo de aprendizado de máquina conhecido como ResNet — para estimar o peso de suínos sem contato físico. Segundo os desenvolvedores, os testes indicam precisão de 98%. 

A proposta é substituir a pesagem manual, prática que pode gerar estresse aos animais e exigir manejo contínuo. A tecnologia também permite acompanhar o ganho de peso e identificar alterações de comportamento que podem indicar problemas de saúde. O projeto foi um dos vencedores do Hackathon do Show Rural Digital 2026, um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. 

Outro projeto, desenvolvido por estudantes dos cursos de graduação de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e de Engenharia de Software, automatiza o controle de licenças ambientais e de outorgas para produtores rurais. O sistema envia alertas sobre prazos e documentos obrigatórios, com o objetivo de reduzir riscos de irregularidades. Inicialmente voltada à piscicultura, a plataforma poderá ser adaptada a outros setores que exigem controle regulatório.  

Para garantir o sucesso comercial dessas tecnologias, o Biopark inseriu os projetos em sua Trilha Empreendedora, programa que profissionaliza a gestão do negócio.  

Positivo amplia estrategicamente a linha Vision

A Positivo, marca de computadores, smartphones e tablets da Positivo Tecnologia, acaba de ampliar sua linha Vision de notebooks a partir da evolução e das tendências do mercado global de produtos da categoria, ideais para o dia a dia. O lançamento do Positivo Vision N15M reforça o movimento estratégico da companhia de oferecer mais qualidade e versatilidade em notebooks da nova geração, com foco principal em consumidores que buscam mais produtividade, conforto e fluidez em suas rotinas, especialmente no Windows 11. 

A novidade acompanha as inovações e aprimoramentos observados internacionalmente em modelos de notebook que priorizam as atividades cotidianas, combinando design moderno e recursos avançados. Entre os destaques no novo Positivo Vision N15M estão funções interativas da exclusiva Minitela, processador de nova geração, ferramentas de inteligência artificial embarcadas e uma série de opções pensadas para usuários que buscam excelente relação custo-benefício. O notebook é uma ótima escolha para estudos e home office, em especial para quem precisa navegar na web, elaborar planilhas, editar textos, trabalhar com e-mails e realizar videochamadas com mais fluidez e responsividade.

Dessa forma, a Positivo amplia sua linha com configurações mais atualizadas, mantém opções complementares para diferentes perfis de uso e reforça sua liderança na categoria. A combinação entre eficiência energética, integração com ferramentas digitais e maior responsividade permite entregar mais consistência para quem busca produtividade cotidiana e posiciona o modelo como uma evolução dentro do portfólio.

Empresas de segurança investem em tecnologia própria



O setor de segurança condominial vive um processo acelerado de transformação digital. Dados da CAME do Brasil apontam que 37% dos imóveis brasileiros já contam com algum tipo de monitoramento eletrônico, acompanhando o crescimento de 18,3% da indústria de segurança. Além disso, 69% dos brasileiros afirmam que a segurança é o principal critério na escolha de um condomínio, evidenciando a profissionalização do setor.

Empresas de portaria remota têm investido no desenvolvimento de tecnologia própria como estratégia para ampliar eficiência, reduzir falhas operacionais e oferecer soluções personalizadas. É o caso da Folk Portaria Remota, empresa curitibana com atuação nacional, que estruturou um departamento interno de inovação responsável pela criação e evolução contínua de seus sistemas.

Segundo o CEO da empresa, Gilberto Dias, a autonomia tecnológica é um diferencial competitivo estratégico. “Quando a empresa depende exclusivamente de plataformas terceirizadas, a capacidade de adaptação é limitada. Ao desenvolvermos nossos próprios sistemas, conseguimos integrar monitoramento, controle de acesso e atendimento em uma única estrutura, reduzir falhas e responder em tempo real às necessidades de cada condomínio”, afirma.

O modelo adotado pela empresa vai além da simples gravação de imagens e se baseia no conceito de monitoramento ativo. “Não se trata apenas de registrar ocorrências, mas de agir preventivamente. Nossos operadores acompanham as câmeras 24 horas por dia e podem intervir por áudio sempre que identificam comportamentos de risco, evitando que situações simples se transformem em problemas maiores”, explica Dias.

Simpress registra R$ 1,8 bi de receita e cresce 11%



Simpress, empresa pioneira e líder em outsourcing (venda, locação e gestão) de equipamentos de TI e líder do setor no país, registrou receita bruta total de 1,8 bilhão de reais em 2025, com um crescimento de 11% em seu core business - oferta de hardware as a service - em relação ao mesmo período do ano anterior. No período, a companhia ampliou sua base de equipamentos gerenciados para mais de 800 mil dispositivos, um avanço de 14%, entre notebooks, smartphones, impressoras, coletores de dados, desktops, impressoras térmicas e tablets, atendendo médias e grandes organizações em todo o país. No fim de 2019, eram menos de 200 mil devices. Em 2022, 400 mil.

“Ao longo de 25 anos, construímos uma plataforma única no Brasil para operar hardware como serviço, com escala, logística, suporte e gestão de ciclo de vida. Em um cenário de aceleração digital, faz cada vez menos sentido – inclusive financeiramente – comprar hardware e precisar cuidar dele ao longo do tempo. O outsourcing é economicamente vantajoso mas, mais do que isso, ele resolve uma série de questões que muitas vezes não aparecem na planilha do CFO, como gestão do parque, manutenção, reposição, padronização, segurança e descarte”, afirma Vittorio Danesi, CEO da Simpress.

“Em muitas operações, os nossos equipamentos são críticos para o funcionamento dos negócios, e a indisponibilidade de um único dispositivo pode afetar vendas, atendimento a pacientes ou a continuidade de processos essenciais. Na prática, nossos clientes trocam os imprevistos por previsibilidade e permitem que a TI foque no que realmente faz os negócios performarem”.

Com mais de 3,2 mil clientes, inclusive 7 das 10 maiores empresas do país, a Simpress possui uma operação construída para lidar com a crescente complexidade da infraestrutura de equipamentos de TI. A experiência acumulada ao consolidar o outsourcing de impressão, hoje dominante no mercado corporativo brasileiro, deu à companhia as capacidades e competências necessárias para expandir o modelo de hardware como serviço para outras categorias críticas, como PCs, mobilidade e automação, em um contexto de maior pressão por eficiência, segurança e governança.
 
Comentários    Quero comentar
* Os comentários não refletem a opinião do Diário Indústria & Comércio