
O varejo brasileiro iniciou 2026 atingindo o maior patamar de vendas desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000
Conforme dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo brasileiro iniciou 2026 atingindo o maior patamar de vendas desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000. Em janeiro, o volume de vendas do setor cresceu 0,4% na comparação com dezembro, movimento que não apenas compensou a retração registrada no último mês de 2025, como também levou o comércio a um novo pico histórico. Entre os segmentos que mais contribuíram para esse desempenho estão categorias diretamente ligadas ao cotidiano do consumidor. O setor de vestuário e calçados registrou crescimento de 1,8% no mês, enquanto supermercados e alimentos avançaram 0,4%. O movimento indica uma retomada gradual do consumo em itens de reposição frequente, que tendem a reagir mais rapidamente às variações de renda e às condições do mercado de trabalho. Esse movimento tem impacto direto sobre o ambiente de negócios e abre espaço para novos investimentos, especialmente no setor de franquias. Modelos de operação padronizados, com logística estruturada e capacidade de replicação, costumam encontrar nas cidades de pequeno e médio porte um terreno fértil para expansão, aproveitando mercados com demanda reprimida e menor concorrência direta.
MAIS CRÉDITO AOS AGRICULTORES FAMILIARES NO PLANO SAFRA
As entidades do setor agropecuário do Paraná encaminharam ao governo federal uma proposta conjunta com contribuições para a construção do Plano Safra 2026/2027. Entre as prioridades apresentadas está o fortalecimento das políticas voltadas à agricultura familiar, segmento responsável por 70% da produção de alimentos que chegam diariamente à mesa da população brasileira. Ampliação do crédito e o aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção aos produtores diante de perdas climáticas são alguns dos pontos defendidos. O documento foi elaborado no início do mês de forma conjunta por instituições que atuam no desenvolvimento do setor rural no Estado, entre elas a FETAEP, FAEP, OCEPAR, SEAB e IDR-Paraná. A proposta reúne uma série de medidas voltadas ao aprimoramento das políticas de crédito rural, gestão de riscos e incentivo à produção agropecuária.
FORTALECIMENTO DO PRONAF
No caso da agricultura familiar, a FETAEP (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares) defende o fortalecimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), principal política pública de crédito para os agricultores familiares do país. Entre as sugestões apresentadas está a ampliação dos limites de financiamento para custeio, que passariam dos atuais R$ 250 mil para R$ 400 mil por beneficiário - medida considerada fundamental para acompanhar o aumento dos custos de produção nos últimos anos. O valor total pleiteado para o PRONAF – entre custeio e investimento – ficou em R$ 95 bi. Outro ponto destacado é a proposta de atualização do limite de renda anual para enquadramento no programa, que poderia chegar a R$ 750 mil. A medida busca adequar os critérios à realidade atual das propriedades familiares, garantindo que produtores que ampliaram sua produção continuem tendo acesso às políticas específicas destinadas ao segmento.
PRECATÓRIOS PENDENTES SOMAM MAIS DE R$ 64 BI
Um levantamento de dados oficiais, realizado pela Precato, fintech especializada na compra de precatórios, revelou que o Governo Federal iniciou 2026 com R$ 64,3 bilhões em dívidas, relacionadas a 143.007 precatórios. Esses valores – referentes a débitos que o poder público precisa pagar após perder uma ação na Justiça e não ter mais possibilidade de recorrer - entram no Orçamento da União e seguem uma fila de pagamento definida por regras constitucionais. No caso das dívidas federais, a distribuição não é feita pelas regiões tradicionais do país, mas sim pela divisão dos Tribunais Regionais Federais (TRFs), que agrupam diferentes estados sob cada jurisdição. O levantamento, que teve como base dados do Relatório de Despesas com Sentenças Judiciais, divulgado pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), mostra que São Paulo e Mato Grosso do Sul (estados sob a jurisdição do TRF da 3ª Região) concentram o maior número de precatórios federais, com 39.330 títulos registrados. O TRF da 4ª Região, responsável por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, aparece na sequência, com 37.676 títulos, seguido pelo TRF da 1ª Região, que soma 31.302. Esses três tribunais também lideram a concentração de recursos: juntos, respondem por quase 80% do valor dos precatórios federais previstos no Orçamento para pagamento.
FORTE AUMENTO DE PREÇO DA UREIA PREOCUPA PRODUTORES
A forte valorização da ureia no mercado internacional pode levar compradores brasileiros a priorizar novamente fertilizantes de menor concentração em 2026, como o sulfato de amônio, segundo o relatório semanal da StoneX, empresa global de serviços financeiros. O movimento ocorre em meio à escalada recente dos preços dos nitrogenados e às incertezas geopolíticas envolvendo importantes países exportadores do insumo. A eclosão de um novo conflito no Oriente Médio, região que concentra grandes produtores e exportadores de fertilizantes nitrogenados, trouxe desafios logísticos e reduziu a oferta global desses produtos. Como reflexo desse cenário, as cotações CFR da ureia no Brasil avançaram cerca de 35% em apenas duas semanas, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor atividade de compras no país. De acordo com o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, a alta recente diminui a competitividade da ureia e pode incentivar os importadores brasileiros a buscarem alternativas mais econômicas. “Com a valorização acelerada da ureia, os compradores tendem a avaliar novamente a substituição por fertilizantes de menor concentração, como o sulfato de amônio, que pode oferecer condições de aquisição mais favoráveis em determinados momentos”, realça Pernías.
ENTREGAS DE FERTILIZANTES CRESCERAM QUASE 8% EM 2025
De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 49,11 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 7,7% em relação às 45,61 milhões de toneladas registradas em 2024. O desempenho atual das entregas de fertilizantes está alinhado ao crescimento da safra de grãos, que atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025 e 292,5 milhões de toneladas em 2024
, segundo o IBGE. Apenas no mês de dezembro, foram 3,83 milhões de toneladas, volume 6,3% superior às 3,60 milhões de toneladas contabilizadas em dezembro de 2024. Na análise regional, Mato Grosso manteve a liderança nas entregas, concentrando 23,2% do total nacional, com 11,40 milhões de toneladas ao longo de 2025. Em seguida, aparecem Paraná, com 5,87 milhões de toneladas, São Paulo (5,23 milhões), Rio Grande do Sul (4,85 milhões), Goiás (4,75 milhões), Minas Gerais (4,70 milhões) e Bahia (3,12 milhões).
PRODUÇÃO NACIONAL
A produção nacional de fertilizantes intermediários fechou o ano com 7,22 milhões de toneladas, avanço de 2,5% sobre as 7,04 milhões de toneladas produzidas em 2024. Em dezembro, entretanto, houve retração: 494 mil quilos, queda de 14,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As importações seguiram como principal fonte de abastecimento. No acumulado de 2025, o Brasil importou 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, crescimento de 4,8% frente às 41,34 milhões de toneladas adquiridas em 2024. Em dezembro, as compras externas somaram 3,62 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a igual mês do ano anterior.
CRIADORES DA GADO BRANGUS SE REÚNEM EM LONDRINA
A partir desta quarta-feira, dia 18 de março, o Brasil será a sede do principal encontro mundial dos criadores da raça Brangus. Os criadores brasileiros têm por objetivo mostrar ao mundo todo o trabalho de seleção e cruzamento que é feito no país, com números impressionantes. A etapa do congresso em si, começa nesta quarta, dia 18 de março, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, PR. A organização é da Associação Brasileira de Brangus (ABB). "O momento é oportuno para a realização do congresso. Queremos mostrar que o Brangus brasileiro está presente em todos os biomas, do pampa ao cerrado", comenta o presidente da ABB, João Paulo Schneider da Silva, o Kaju. Além do protagonismo do Brasil, o encontro foi planejado para estimular a atualização técnica e o relacionamento entre criadores, produtores, pesquisadores, técnicos e lideranças da cadeia da carne, explica o diretor de marketing da ABB, Neto Garcia.
LANÇAMENTOS IMOBILIÁRIOS EM CURITIBA SENTEM FALTA DE MAIS ESPAÇO
Durante a última década, o mercado imobiliário de Curitiba foi dominado por uma lógica de compactação: reduzir áreas privativas para viabilizar bons preços, acelerar vendas e responder ao adensamento urbano. O resultado foi a multiplicação de apartamentos cada vez menores, sobretudo em regiões centrais da cidade. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostrou que, de 2015 a 2024, as vendas de compactos e super compactos aumentaram 210% na capital paranaense. E a baixa oferta de lançamentos para famílias pequenas que buscam apartamentos amplos colocou o mercado imobiliário local em alerta. Há 15 anos atuando em Curitiba, o incorporador Luiz Antoniutti, sócio e diretor da AGL, acompanhou de perto os movimentos que influenciaram o setor da construção civil no período. A escassez de novos empreendimentos com apartamentos de dois e três quartos com tipologias espaçosas – percebida por ele – foi confirmada por estudo de mercado da Datastore, contratado pela incorporadora. A lacuna de lançamentos ocorre justamente em um período marcado pela mudança de comportamento do consumidor imobiliário, que está ativamente buscando moradias que cumpram múltiplas funções e proporcionem maior qualidade de vida.