Indústria audiovisual brasileira já tem números expressivos para a economia nacional
17/03/2026 às 05:00
Estudo aponta que a indústria audiovisual contribuiu com R$ 70,2 bilhões para o PIB brasileiro em 2024 e gerou mais de 600 mil empregos diretos e indiretos

O destaque recente do Brasil no Oscar, com produções nacionais conquistando indicações consecutivas e espaço entre os principais prêmios da indústria cinematográfica, aprofundam um movimento que já vinha se desenhando no mercado e passam a produzir efeitos que vão além da visibilidade cultural. Para Matheus Barcelos Martins, advogado especializado em venture capital, private equity e estruturação de negócios, o momento sinaliza um estágio mais avançado de maturidade da indústria criativa brasileira, reforçando a atratividade do audiovisual como classe de ativo dentro da economia criativa. Dados do governo federal mostram que o audiovisual brasileiro registrou 3.981 obras em 2025, número recorde de produção, além de R$ 1,41 bilhão em recursos públicos destinados ao fomento do setor, segundo o Ministério da Cultura/Ancine. Já um estudo da Oxford Economics aponta que a indústria audiovisual contribuiu com R$ 70,2 bilhões para o PIB brasileiro em 2024 e gerou mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.
PREÇOS DOS VEÍCUOS MANTÊM ESTABILIDADE
O mercado brasileiro de veículos apresentou estabilidade nos preços em fevereiro de 2026. A informação é do Índice Webmotors, que calcula todos os meses as variações percentuais dos valores dos carros anunciados na plataforma. Enquanto o segmento de 0KM apresentou estabilidade com relação a janeiro, os usados registraram variação de –0,201% ante –0,211% do mês anterior, com uma oscilação para a categoria de +0,010 ponto percentual. Movimento semelhante registrou a categoria de híbridos 0KM, com índice de +0,041%, contra –0,182% em janeiro. Já os híbridos usados, embora ainda em território negativo com índice de -0,543%, apresentaram melhora em relação aos -0,945% do mês anterior, reduzindo a desvalorização em +0,402 ponto percentual. No mercado de elétricos, os veículos 0KM registraram estabilidade em fevereiro, acompanhando o mesmo resultado de janeiro (-0,0005%). Os elétricos usados, por outro lado, demonstraram recuperação mais expressiva, saindo de uma desvalorização de -0,698% em janeiro para -0,107% em fevereiro, uma melhora de +0,591 ponto percentual. 
GERAÇÃO DE EMPREGOS CRESCE NO PARANÁ
O mercado de trabalho formal iniciou 2026 com saldo positivo na geração de empregos no estado do Paraná. O primeiro mês do ano registrou a criação de 18.306 vagas de trabalho, resultado de 178.199 admissões e 159.893 desligamentos, de acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e compilado pela Fecomércio PR. Na comparação com janeiro de 2025, quando o saldo foi de 16.585 postos, houve crescimento de 10,4% na criação de vagas no estado. O desempenho contrasta com o cenário nacional, que registrou retração de 27,2% no saldo de empregos no mesmo período, embora o país ainda tenha gerado 112.334 novos postos formais. Mesmo com o recuo mensal, característico do início do ano, o comércio mantém um elevado nível de emprego. O estoque de trabalhadores formais no setor alcançou 761.295 vínculos em janeiro de 2026, número 1,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. “Essa queda já era esperada em virtude da desaceleração do mercado que gerou um crescimento menor dos empregos do que o ano passado”, segundo o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi. Quando analisamos o comércio e a reparação de veículos no Brasil, o comércio gerou um saldo negativo de 56.800 empregos em janeiro de 2026 e no mesmo período do ano passado o saldo negativo era de 48.373. Este é um movimento sazonal. Não podemos afirmar que a tendência do mercado de trabalho é registrar saldos negativos para o setor do comércio nos próximos meses, mas que possivelmente, na sequência, teremos saldos positivos. Entretanto, temos observado que o mercado de trabalho está menos aquecido”, pontua Dezordi.
FÁBRICA DE MOTOS QUER ESTUMULAR CRESCIMENTO NO BRASIL
O ano de 2025 marcou a consolidação da Moto Morini no mercado brasileiro de motocicletas premium. Ao longo do período, a marca italiana acelerou sua expansão nacional com a inauguração de concessionárias e estruturou uma base sólida para crescimento e ganho de participação de mercado. Com a operação brasileira consolidada, a Moto Morini projeta faturar R$ 150 milhões em 2026, com horizonte de alcançar R$ 300 milhões anuais até 2030. A estratégia de crescimento está centrada na consolidação da rede, no fortalecimento da marca e na busca por 15% de participação no segmento de motocicletas entre 600 e 700 cilindradas até 2026. “2025 foi um ano de construção e posicionamento. Entramos no Brasil com uma estratégia clara de longo prazo, priorizando qualidade, presença regional e parceiros alinhados ao nosso DNA premium. Isso nos permite projetar 2026 com mais escala e consistência”, afirma Fabricio Morini, presidente da Moto Morini Brasil.
MULHERES SÃO MAIORIA EM PEDIDOS DE EMPRÉSTIMOS EM FINANCEIRA
As mulheres concentraram 65% dos pedidos de crédito realizados nos pontos de venda atendidos pela Top One Financeira em 2025. Os homens representaram 35% das solicitações. O dado reforça as decisões de consumo e na gestão do orçamento doméstico, especialmente em compras de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos. Apesar de liderarem as solicitações, o percentual de aprovação também mostra seletividade na concessão. Segundo a empresa, 20% dos cadastros femininos foram aprovados, ante 17% entre os homens. A análise considera critérios como restrições em bureaus de crédito e comprometimento de renda, fatores que seguem como principais determinantes de risco. Com maior racionalidade no uso do crédito, limites de cartão mais pressionados e juros elevados, o crediário voltou a ganhar espaço no varejo físico, sobretudo em compras planejadas. Para especialistas da Top One, a maior presença feminina nas solicitações está ligada ao papel histórico das mulheres na administração das finanças familiares e à sua participação crescente no mercado de trabalho.
IMPORTÂNCIA DA RESERVA FINANCEIRA EM TEMPOS DE ENDIVIDAMENTO
A prática de guardar dinheiro, frequentemente associada apenas à disciplina, ainda é um obstáculo para grande parte dos brasileiros. Apesar da intenção de criar uma reserva para emergências, viagens ou compras de maior valor, o peso das despesas fixas, as taxas de juros elevadas e a cultura do consumo imediato acabam comprometendo qualquer tentativa de organização financeira. Dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), indicam que cerca de 79% das famílias brasileiras iniciaram 2026 endividadas, o maior patamar da série histórica para o período. O índice corresponde a quase metade da população adulta do país e reflete os efeitos do encarecimento do custo de vida, do crédito oneroso e da dificuldade de manter as finanças equilibradas. O padrão de consumo também ajuda a explicar esse contexto. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil aponta que 62% dos brasileiros admitem realizar compras por impulso pela internet. Entre eles, 40% reconhecem ter gastado além do que podiam, enquanto 35% contraíram dívidas ou atrasaram o pagamento do cartão de crédito e de contas essenciais em decorrência dessas aquisições. Nesse cenário, poupar passa a ser uma estratégia indispensável para romper ciclos de endividamento e conquistar maior estabilidade. Ainda assim, muitos consumidores não sabem como iniciar esse processo ou acreditam que formar reserva é um privilégio restrito a quem possui renda mais elevada.
REDE DE LOJA DE VARIEDADES CHEGA A CURITIBA
A Multicoisas, rede de franquias de itens para o dia a dia, anuncia um novo passo em sua estratégia de expansão nacional com a chegada a Curitiba. A movimentação faz parte do plano de fortalecimento da marca na região Sul e acompanha o crescimento da demanda por soluções práticas para o cotidiano dos consumidores. Atualmente, a rede conta com quatro unidades no Paraná. A escolha por Curitiba está alinhada ao perfil da cidade, reconhecida pelo alto índice de desenvolvimento urbano, consumo consciente e busca por soluções funcionais para a rotina doméstica. "A expansão para Curitiba representa um avanço importante na nossa estratégia de crescimento regional. Queremos estar cada vez mais próximos dos consumidores, oferecendo não apenas produtos, mas experiências que facilitem o dia a dia das pessoas", afirma Diogo Coelho, Gerente de Expansão da Multicoisas. Com um portfólio diversificado que inclui itens para organização, cozinha, lavanderia, limpeza e pequenos reparos, a Multicoisas aposta em um modelo de negócio que combina proximidade com o cliente, atendimento consultivo e soluções personalizadas.
NEM SEMPRE VENDAS DE PROMOÇÕES REVERTEM EM LUCROS
As promoções são uma das principais estratégias do varejo para atrair consumidores e reduzir estoques. No entanto, sem dados integrados e inteligência, os varejistas correm o risco de oferecer descontos genéricos, trabalhar com produtos pouco atrativos e obter baixo engajamento. Dados da Scanntech mostram que 60% das marcas que aumentaram suas promoções não viram esse movimento se reverter em vendas. Além disso, falhas em processos desconectados podem comprometer até 20% do faturamento das empresas, segundo estimativas da McKinsey e da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Nesse contexto, a digitalização da gestão comercial e a inteligência de dados se tornaram um apoio importante para orientar as decisões estratégicas no varejo moderno. "Sistemas analíticos assumiram papel central na definição do ritmo e da intensidade das campanhas promocionais. Ao integrar informações de vendas, preços, custos e estoque com dados de sazonalidade e comportamento do consumidor, essas plataformas substituem descontos generalizados por ações mais precisas e direcionadas. O resultado é uma operação mais eficiente: menos volume comprometido por liquidações desnecessárias, maior assertividade comercial e melhor preservação de margens", explica Chrystian Scanferla, head de Negócios da IRRAH Tech.
RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS BANCÁRIAS
As promoções são uma das principais estratégias do varejo para atrair consumidores e reduzir estoques. No entanto, sem dados integrados e inteligência, os varejistas correm o risco de oferecer descontos genéricos, trabalhar com produtos pouco atrativos e obter baixo engajamento. Dados da Scanntech mostram que 60% das marcas que aumentaram suas promoções não viram esse movimento se reverter em vendas. Além disso, falhas em processos desconectados podem comprometer até 20% do faturamento das empresas, segundo estimativas da McKinsey e da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Nesse contexto, a digitalização da gestão comercial e a inteligência de dados se tornaram um apoio importante para orientar as decisões estratégicas no varejo moderno. "Sistemas analíticos assumiram papel central na definição do ritmo e da intensidade das campanhas promocionais. Ao integrar informações de vendas, preços, custos e estoque com dados de sazonalidade e comportamento do consumidor, essas plataformas substituem descontos generalizados por ações mais precisas e direcionadas. O resultado é uma operação mais eficiente: menos volume comprometido por liquidações desnecessárias, maior assertividade comercial e melhor preservação de margens", explica Chrystian Scanferla, head de Negócios da IRRAH Tech.
 
 
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