Mulheres, da cabeça aos pés
16/03/2026 às 15:39

Sete em cada dez indústrias calçadistas brasileiras têm mulheres em cargos de liderança, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, cuja própria equipe é 76,2% feminina, sendo que destas quase 50% estão em cargos de coordenação.

“Estimulamos a formação de novas lideranças femininas, pois entendemos a importância da igualdade de gênero em todas as áreas”, observa Haroldo Pereira, presidente-executivo da Abicalçados que, em seu site, divulga perfil de quatro mulheres que inspiram, lideram e fortalecem o setor.  São elas: 
Ana Paula Grings é a primeira presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, eleita em janeiro deste ano. Ex-diretora financeira da Piccadilly, há duas décadas entrou na empresa para atender os operários como fonoaudióloga.  Mas com o tempo estruturou sua carreira, integrou a diretoria e atesta: “As lideranças femininas muitas vezes precisam superar estereótipos históricos e provar sua competência em ambientes tradicionalmente masculinos”.
Rosana Maria Ribeiro começou a trabalhar no polo cearense Cariri nos anos 1980, em 2000 abriu escritório de representação comercial e, dez anos depois, criava a HG Industrial de Calçados e Borrachas, fabricante em pouco tempo de 160 mil pares mensais de sandálias Beira Mar e Sandbell. “Ser mulher no setor calçadista brasileiro”, diz ela, “é trazer um olhar reparador, criativo e transformador para uma das atividades econômicas mais importantes do nosso país”.
Sarah Chofakian, formada em psicanálise, é empresária e nome de marca referência de alto valor agregado. Começou com uma pequena loja na Paulista, em São Paulo/SP, e hoje lidera equipe que desenvolve doze mil itens por ano, entre sapatos, bolsas e acessórios. Lembra que no início “precisei conquistar respeito em ambientes predominantemente masculinos, mostrando consistência técnica, visão de produto e capacidade de gestão”.
Solange Salvalagio, há 15 anos no setor calçadista, é gerente administrativa da Brazil Boots, expressiva indústria de Toledo/PR. Ao valorizar a mão obra feminina, Solange assegura: “Nossa empresa atende, principalmente, o setor de agricultura e pecuária, então procuramos fazer um calçado seguro e confortável ao mesmo tempo, levando em conta o cuidado com a saúde dos usuários. Tudo com alta qualidade.  Por isso, ter mulheres no nosso quadro de funcionários é tão importante”.

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