Endividamento dos paranaenses teve recuo no mês de fevereiro
16/03/2026 às 05:00
Em fevereiro, o percentual de famílias com algum tipo de dívida no estado recuou de 85,1% em janeiro para 84,5%

Os paranaenses vêm demonstrando maior controle sobre suas dívidas. É o que indica a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio PR. Em fevereiro, o percentual de famílias com algum tipo de dívida no estado recuou de 85,1% em janeiro para 84,5%. Apesar da redução, o índice ainda permanece acima da média nacional, que está em 80,2%. No ranking dos estados brasileiros, o Paraná ocupa a 14ª posição entre os mais endividados. Quando o tema é inadimplência, o estado apresenta uma situação mais favorável em comparação com o restante do país. O Paraná aparece na penúltima posição no ranking nacional de famílias inadimplentes, ficando atrás apenas da Paraíba. Mesmo assim, o percentual de consumidores com contas em atraso registrou leve aumento, passando de 13,9% em janeiro para 15,2% em fevereiro. Também houve crescimento na parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, que subiu de 2,7% para 3,1% no período. O levantamento também aponta quais são os principais compromissos financeiros das famílias paranaenses. O cartão de crédito permanece como a modalidade de dívida mais comum, citado por 94,8% dos entrevistados. Em seguida aparecem o financiamento de veículos (7,4%), o financiamento imobiliário (7%) e os carnês (4,9%).
SAFRA DE GRÃOS DEVE TER UM LEVE CRESCIMENTO
Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo. As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.
PANORAMA DO MILHO E ARROZ
A estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas. Para o arroz, a colheita atingiu 19,1% da área semeada, índice superior à média dos últimos 5 anos.  As estimativas da estatal apontam para uma produção de 11,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, redução de 12,4% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o cultivo do grão. Ainda de acordo com o boletim da Companhia, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.
SAFRAS DE FEIJÃO E ALGODÃO SERÃO MENORES
No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Mesmo com a perspectiva de diminuição na colheita, o volume total assegura o abastecimento interno. Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte da área semeada se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,5% na área plantada em relação à safra anterior, prevista em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas.
EMPRESA DE VAREJO FARMACÊUTICO INVESTE NO PARANÁ
A RD Saúde, maior rede de varejo farmacêutico do Brasil, vai investir R$ 100 milhões na construção de um novo centro de distribuição em Londrina, no norte do Paraná, o 16º no país. A unidade terá 18 mil m² de área e capacidade para armazenar até 20 milhões de itens. Previsto para começar a operar em 2027, o CD deve gerar 339 empregos diretos e mais de 200 empregos indiretos. Com a nova estrutura, a companhia amplia sua presença logística em um estado que vem ganhando relevância na estratégia de crescimento da rede. Em março de 2026, a Raia alcançou a marca de 200 farmácias no Paraná com a inauguração de uma nova unidade no bairro Cajuru, em Curitiba. Ao longo dos 23 anos de atuação no estado, a RD Saúde chegou a 45 cidades paranaenses e emprega mais de 3.000 pessoas.
FRUTICULTURA BRASILEIRA TEM OPTADO POR BIOINSUMOS
A fruticultura brasileira tem ampliado o uso de bioinsumos como estratégia para elevar a eficiência produtiva e tornar o manejo das lavouras mais equilibrado. As soluções biológicas, desenvolvidas a partir de microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, vêm ganhando espaço em pomares de diferentes culturas ao oferecer alternativas para controle de pragas e doenças, melhoria da fertilidade do solo e maior eficiência no uso de nutrientes. O movimento acompanha uma tendência global de agricultura mais sustentável e também responde às exigências do mercado consumidor, especialmente no caso das frutas, que possuem cadeias de exportação sensíveis a limites de resíduos químicos. Com isso, produtores têm buscado integrar ferramentas biológicas ao manejo tradicional, ampliando a produtividade sem abrir mão da qualidade. Dados do setor indicam que o mercado brasileiro de bioinsumos segue em expansão acelerada. Nos últimos anos, o segmento passou a movimentar bilhões de reais no país, impulsionado pelo avanço da pesquisa, pela ampliação do portfólio de produtos registrados e pelo interesse crescente dos produtores em soluções que fortaleçam o equilíbrio biológico das lavouras.
CONDOR VAI INAUGURAR MAIS DUAS LOJAS EM CURITIBA E REGIÃO
Durante a inauguração do Hiper Condor JK, em Curitiba, na última semana, o presidente da rede, Pedro Joanir Zonta, anunciou que deve inaugurar mais duas lojas nas próximas semanas, sendo uma delas em São José dos Pinhais, no bairro Aristocrata, e outra em Curitiba, no bairro Tarumã. Segundo Zonta, as inaugurações das lojas abrem novas oportunidades para que os colaboradores da rede possam crescer. “Temos uma Universidade Corporativa que oferece a capacitação necessária para os cargos de liderança e a cada inauguração conseguimos promover a equipe internamente”, afirma. Desde que foi lançada, em 2013, a UniZonta já formou mais de 400 colaboradores em cursos de graduação e pós-graduação, além de ter atuado no desenvolvimento e capacitação de outros 72 mil colaboradores. O Grupo Zonta conta com 110 unidades de negócios, entre 27 hipermercados, 39 supermercados, 11 atacarejos, 3 indústrias, 22 postos de combustíveis, atacado, shopping, setor imobiliário, seguradora e banco. Atua em 25 municípios, em dois estados (Paraná e Santa Catarina) e atende mais de 60 milhões de clientes por ano.
TERCEIRO SETOR DEVE MOVIMENTAR US$ 443 BI ATÉ 2029
O mercado das organizações não governamentais (ONGs) e entidades beneficentes, integradas ao chamado terceiro setor, deve alcançar um valor movimentado de US$ 443,2 bilhões até 2029, conforme o relatório NGOs and Charitable Organizations Market Report 2025, divulgado pela Research and Markets. A taxa de crescimento anual composta (CAGR) está estável em 6,6%, impulsionada principalmente pelos mercados emergentes e pelo aumento das doações públicas e parcerias privadas. No Brasil, o cenário segue a tendência global: o país reúne cerca de 897 mil organizações da sociedade civil (OSCs) ativas, que já respondem por 4,27% do PIB nacional e empregam aproximadamente 5,9 milhões de pessoas. O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, embora o crescimento do número de entidades tenha sido modesto nos últimos anos (em torno de 2% em 2024), o setor se consolida como um dos mais relevantes da economia e da inclusão social.
PIX FACILITA MONITORAMENTO DE TRANSAÇÕES FINANCEIRAS PELA RECEITA
O avanço do PIX como meio de pagamento no Brasil também ampliou a capacidade de monitoramento das movimentações financeiras pela Receita Federal. As transações realizadas por instituições financeiras integram bases de dados que podem ser utilizadas em processos de fiscalização e cruzamento de informações, especialmente quando há incompatibilidade entre valores movimentados e os rendimentos declarados no Imposto de Renda. Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema se consolidou rapidamente no país, e está entre as principais ferramentas de pagamento no país, de acordo com o Banco Central. Para o advogado Rafael Guazelli, especialista em direito tributário, bancário e do agronegócio, o crescimento dos pagamentos digitais ampliou o volume de informações financeiras disponíveis para análise fiscal. “O PIX não cria um novo tributo nem uma nova obrigação fiscal, mas amplia a rastreabilidade das movimentações financeiras. Quando os valores movimentados não são compatíveis com a renda declarada, isso pode gerar questionamentos da Receita Federal e levar o contribuinte a prestar esclarecimentos.”
AVIATION SUMMIT CURITIBA
A TAM Aviação Executiva participará do Aviation Summit Curitiba, um dos eventos de destaque no setor, que reúne executivos, operadores, especialistas e influenciadores da aviação para discutir os caminhos e oportunidades do segmento no Brasil. Realizado em Curitiba, nesta terça-feira (17/03), no Hotel Grand Marcure Rayon, o evento conta com uma programação composta por painéis, palestras e debates voltados às tendências, desafios e perspectivas do mercado de aviação executiva. A iniciativa promove a troca de conhecimento entre os principais players do setor e fortalece o networking entre empresas, operadores e profissionais da indústria aeronáutica. Durante o encontro, a TAM Aviação Executiva apresentará seu portfólio completo de soluções para o mercado, que inclui venda de aeronaves e treinamentos, serviços de manutenção e suporte técnico por meio do Centro de Serviços, além de operações de serviços aéreos e atendimento aeroportuário.
 
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