
A balança comercial do Paraná registrou, em fevereiro deste ano, superávit de US$ 462 milhões
A balança comercial do Paraná registrou, em fevereiro deste ano, superávit de US$ 462 milhões, impulsionada, principalmente, pelo avanço das exportações de soja, óleo de soja e carnes de frango. No período, a soma de exportações e importações alcançou US$ 2,9 bilhões, segundo levantamento da Fecomércio PR com base em informações do sistema Comex Stat. Os dados revelam que as exportações da soja – principal produto exportado – ultrapassaram a casa do US$ 270 milhões, embora com redução de -25,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas o óleo de soja cresceu no mesmo período 176,7%. O item torneiras para canalizações chegou a um montante de US$ 27,2 milhões em exportações, correspondendo a 15.130,3% a mais do que no mesmo período de 2025. Segundo o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho positivo reflete a força da produção agroindustrial paranaense e a demanda internacional pelos produtos do estado. “Nesse período específico, a nossa balança comercial foi superavitária em US$ 462 milhões somente no mês de fevereiro, com forte expansão nas exportações de soja, óleo de soja e frango em geral. Produtos como peito de frango, carnes congeladas, miúdos, coxas, sobrecoxas e asas tiveram participação importante nesse resultado e influenciaram positivamente o desempenho da balança comercial”, afirma. A China liderou o
ranking de países compradores de produtos paranaenses em fevereiro, seguida por Argentina, Índia, Estados Unidos e México. Entre os principais itens exportados pelo estado estão a soja, carne de frango, pastas químicas de madeira, óleo de soja, papel e cartão, café solúvel, motores para veículos e carnes bovina e suína.
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS AOS EUA TÊM QUEDA HÁ 7 MESES
As exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,5 bilhões em fevereiro de 2026, registrando queda de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborada pela Amcham Brasil. Com esse resultado, as exportações brasileiras para o mercado americano acumulam sete meses consecutivos de retração, movimento iniciado em agosto de 2025, quando houve a aplicação pelos Estados Unidos de sobretaxas de importação — entre 40% e 50% — para um amplo conjunto de produtos. Embora a queda tenha sido menos intensa do que nos meses anteriores, o desempenho indica um início de ano marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. É importante destacar que as mudanças tarifárias anunciadas no final de fevereiro — após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que levou ao fim das sobretaxas de 40% e 50% e à adoção de uma nova sobretaxa global de 10% — ainda não estão refletidas plenamente nas estatísticas bilaterais. Como essas medidas entraram em vigor apenas no fim do mês, seus efeitos deverão começar a aparecer no fluxo comercial a partir de março.
PREÇOS DE VEÍCULOS USADOS NO PR TÊM ESTABILIDADE
O mercado de veículos usados no Paraná registrou estabilidade nos preços durante fevereiro de 2026. Segundo dados do Índice Webmotors, que calcula todos os meses as variações percentuais dos valores dos carros anunciados na plataforma, o estado registrou índice de -0,282%, o que representa uma oscilação natural de -0,053 ponto percentual superior ao registrado em janeiro. O resultado observado no Paraná está, inclusive, alinhado com o comportamento registrado na média nacional. Segundo os dados nacionais do Índice Webmotors, o mercado de usados do Brasil apresentou retração de -0,201%, uma diferença de apenas –0,081 ponto percentual.
"O resultado observado no Paraná aponta um mercado saudável, que desvaloriza dentro da normalidade mensal esperada para o mercado de usados, proporcionando maior previsibilidade nas negociações", analisa Mariana Perez, CPO da Webmotors.
CRESCE PRESENÇA FEMININA NO MERCADO FINANCEIRO
A presença feminina no mercado financeiro brasileiro segue em expansão consistente. Dados recentes da B3 mostram que mais de 55 mil mulheres passaram a investir em renda variável em 2025 no país, consolidando um movimento estrutural de maior autonomia e protagonismo financeiro. No Paraná, o avanço acompanha essa tendência nacional e se destaca: o número de investidoras passou de 84.407 em 2024 para 87.304 em 2025, crescimento de aproximadamente 3,4%, o estado do Sul que mais cresceu no período. O dado reforça uma transformação no perfil do investidor brasileiro e, especialmente, da investidora paranaense. Se antes a presença feminina era mais concentrada em produtos conservadores, hoje cresce a participação em renda variável, fundos multimercados e estratégias internacionais, sempre com foco em planejamento de longo prazo e diversificação. Para Renato Sarreta, sócio e líder regional da XP no Sul, o crescimento da presença feminina é um reflexo direto da evolução da educação financeira. “O avanço das mulheres no mercado financeiro é estrutural. No Paraná, vemos investidoras assumindo protagonismo na gestão do próprio patrimônio, seja como empresárias, executivas ou líderes familiares. A assessoria tem o papel de oferecer método, planejamento e visão estratégica para consolidar essa autonomia”, ressalta.
DOAÇÃO DE GÁS EM RIO BONITO DO IGUAÇU
O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR), em novembro de 2025, foi classificado como um dos mais intensos já registrados no estado. O fenômeno foi reclassificado para F4 na Escala Fujita, com ventos superiores a 300 km/h. O evento deixou mortos, centenas de feridos e comprometeu grande parte das estruturas urbanas do município. Com cerca de 14 mil habitantes, o município da região Centro-Sul do Paraná teve aproximadamente 90% das residências e edificações comerciais danificadas total ou parcialmente, segundo dados divulgados pelo governo estadual. Mais de mil pessoas ficaram desalojadas. Diante do cenário, o setor de distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) estruturou uma ação emergencial para garantir o fornecimento de gás de cozinha às famílias afetadas. A mobilização foi articulada a partir de solicitação do Ministério de Minas e Energia, em apoio à Secretaria-Geral da Presidência da República, e formalizada pela prefeitura do município. A iniciativa prevê a doação de cargas de botijões de 13 kg por até cinco meses ou até o limite estimado de 5 mil unidades distribuídas. Para viabilizar a operação, foi contratada a ONG Movimento União BR, responsável pelo cadastramento das famílias e pela logística de entrega. Desde o início da ação, em 15 de janeiro, já foram cadastradas 2.000 famílias. Ao todo, cerca de 1.400 botijões já foram entregues, beneficiando quase 7 mil pessoas.
CONDOR INAUGURA HIPERMERCADO NA CIC
O Condor inaugura nesta quinta-feira, 12 de março, o Condor JK, novo hipermercado localizado na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, nº 2.297, em Curitiba. Com 6 mil metros quadrados de loja, a unidade conta com mix completo de produtos, setor de eletrodomésticos e estrutura moderna voltada à conveniência dos consumidores da região. Segundo o presidente da rede, Pedro Joanir Zonta, a nova loja foi planejada para ampliar a oferta de produtos e serviços aos moradores do bairro. “O Condor JK foi pensado para oferecer uma experiência de compra completa, com setor de eletro, mix ampliado e mais conveniência. Nosso objetivo é proporcionar mais conforto, praticidade e variedade para os clientes”, afirma. Para facilitar o acesso dos clientes, além da entrada e saída pela Juscelino Kubitscheck, também foi criado outro acesso pela Rua Eduardo Sprada, por meio do centro comercial. O novo Condor JK conta com mix completo de produtos, incluindo setores de mercearia, hortifruti, padaria, bebidas, eletrodomésticos e demais categorias tradicionais de hipermercado. O layout segue o padrão da rede, pensado para facilitar a localização dos produtos e manter a familiaridade do público com o percurso de compras.
CARTÃO DE CRÉDITO CONCENTRA MAIOR QUANTIDADE DE ENDIVIDADOS
A Recovery, empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil, tem sob sua gestão dívidas de mais de 34 milhões de brasileiros, que, juntos, acumularam em 2025 um volume de mais de 80 milhões de dívidas inadimplentes. Desse total, 6 milhões foram renegociados e resultaram em acordos - sendo a grande maioria créditos inadimplentes de pessoas físicas e apenas 193 mil originados por empresas. No ano passado, as dívidas decorrentes de gastos em cartão de crédito se mantiveram como a principal modalidade na base da Recovery, o que equivale a mais de 19 milhões de brasileiros com dívidas desse perfil, um montante apenas 2% abaixo ao acumulado em 2024. Em uma perspectiva regional, os maiores volumes de dívidas em cartão de crédito se concentraram em São Paulo (~4,4 milhões), Rio de Janeiro (~2,4 milhões) e Bahia (~1,4 milhão). A base da Recovery também reúne dívidas de outras linhas de crédito, como empréstimos e uso do cheque especial. Esta categoria registrou um crescimento significativo, saindo de cerca de 12,7 milhões de dívidas para 13,5 milhões, uma alta aproximada de 7%. No recorte regional, a inadimplência nesta modalidade seguiu concentrada nos estados da região Sudeste em 2025: São Paulo liderou a categoria (~3,8 milhões), seguido por Rio de Janeiro (~1,6 milhão) e Minas Gerais (~1,2 milhão).
RANKING DOS LÍDERES EMPRESARIAIS
A Merco Brasil divulga a nova edição do ranking Líderes Empresariais, que avalia a reputação dos principais executivos em atuação no país. O levantamento confirma, pelo nono ano consecutivo, a liderança de Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza. Na segunda colocação permanece Fábio Barbosa, da Natura, reforçando a consistência de sua reputação junto aos diferentes públicos avaliados. O principal movimento no topo do ranking foi a ascensão de Cristina Junqueira, do Nubank, que avançou da quarta para a terceira posição em 2025. A quarta colocação passou a ser ocupada por Fábio Coelho, do Google, que subiu uma posição em relação ao ano anterior, seguido de Guilherme Leal, da Natura, em quinto lugar. Entre os outros destaques do top 10 está Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco, que saltou da 14ª para a 6ª posição, um dos avanços mais relevantes entre os líderes mais bem colocados. Fernando Yunes, do Mercado Livre, que subiu da 18ª para a 7ª colocação. Completam o top 10, Guilherme Benchimol, da XP Investimentos, que saltou da 23ª para a 8ª posição, Tania Cosentino (9ª) e João Paulo Ferreira, da Natura, que subiu da 11ª para a 10ª posição.
CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO PODE AFETAR PREÇOS DOS ALIMENTOS
A escalada do conflito no Oriente Médio, com o Irã no centro das tensões geopolíticas, acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos, e parte relevante dos fertilizantes nitrogenados depende de cadeias logísticas globais sensíveis a tensões geopolíticas. Ao mesmo tempo, o petróleo opera sob forte volatilidade, acompanhado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o que pressiona os combustíveis e fretes. O impacto é direto sobre o custo de produção agrícola. Fertilizantes representam entre 20% e 40% do custo operacional de culturas como soja e milho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Caso haja interrupção de fornecimento ou disparada de preços internacionais, o produtor rural terá de absorver margens menores ou repassar parte do aumento ao longo da cadeia.