Semana do Consumidor se torna data importante para vendas do comércio varejista
10/03/2026 às 05:00
Em 2025, só no comércio eletrônico, a Semana do Consumidor movimentou cerca de R$ 8,3 bilhões ao comércio varejista no período, crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior

A Semana do Consumidor vem se consolidando como uma das principais datas promocionais do varejo brasileiro no primeiro semestre, impulsionando estratégias comerciais e ações especiais das marcas. Em 2025, só no comércio eletrônico, a data movimentou cerca de R$ 8,3 bilhões no período, crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da empresa de inteligência de dados Neotrust Confi. Para 2026, a expectativa do setor é de nova expansão, impulsionada por estratégias mais intensivas de dados, personalização de ofertas e integração entre canais físicos e digitais. Inicialmente concentrada no dia 15 de março, a data evoluiu para uma semana, e, em muitos casos, para um período ainda mais amplo de promoções, acompanhando o movimento de outras campanhas do varejo, como a Black Friday. O objetivo é estimular o consumo em um momento estratégico do calendário comercial, após o início do ano e antes das principais datas sazonais do segundo semestre. Entre as categorias que tradicionalmente ganham destaque no período estão eletrodomésticos e eletrônicos, com aumento na procura por itens voltados ao conforto e à modernização da casa, como geladeiras, lavadoras e televisores com tecnologias mais avançadas de imagem.
INVESTIMENTO EM PUBLICIDADE NO SUL ULTRAPASSOU R$ 1,1 BI EM 2025
Os estados da Região Sul do Brasil receberam um investimento de R$ 1,1 bilhão de reais em mídia durante o ano de 2025, de acordo com dados compilados pelo Painel Cenp-Meios, divulgado pelo Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário. A região teve participação de 4,04% do valor total nacional, que atingiu R$ 28,9 bilhões - crescimento de 10% sobre o ano anterior, em desempenho quatro vezes melhor que o PIB nacional de 2,3%, recentemente anunciado pelo IBGE. O painel, que reúne dados de 330 agências no Brasil (258 matrizes e 72 filiais), reflete o faturamento dos Pedidos de Inserção (PIs) efetivamente veiculados e consolidados por meio, período, estado e região. As veiculações nacionais responderam por 68% do total investido. As realizadas na região Sudeste concentraram 19,4%, seguidas por Nordeste (4,5%), Centro-Oeste (2,9%) e Norte (1,1%). A expansão dos investimentos publicitários no ano passado acontece após um 2024 marcado por grandes eventos midiáticos, como os Jogos Olímpicos de Paris, e pelo calendário eleitoral.
ACP FAZ HOMENAGEM PELO DIA DA MULHER
A Associação Comercial do Paraná (ACP), por meio do Conselho da Mulher Empresária (CME), promove nesta terça-feira (10/03), às 12h, na Sede Concórdia do Clube Curitibano, a 31ª edição do evento Mulher – Simplesmente Mulher, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Nesta edição, serão homenageadas Wilma Carmen Kosters e Luciana Saito Massa. A iniciativa presta homenagem a personalidades femininas que se destacam por sua atuação e contribuição para a sociedade, reconhecendo mulheres que fazem a diferença em suas áreas de atuação. O evento será realizado em formato de almoço e reunirá lideranças empresariais, autoridades e convidados para celebrar a força e o protagonismo feminino.
AS HOMENAGEADAS
Nascida em Curitiba em 1935, Wilma Carmen Kosters começou a trabalhar no comércio aos 15 anos de idade como auxiliar e depois como vendedora, em uma loja de bolsas e luvas situada na Rua XV de Novembro, no edifício Moreira Garcês. Casou com Edmundo Kosters e teve dois filhos. Em 1975, decidiu voltar a trabalhar no comércio e empreender com uma loja de moda. Assim nasceu a Modas Karin, no Bairro Hauer, na época com apenas uma vendedora. A loja agora conta com 1,5 mil m² e mais de 30 colaboradores e a filha Karin e a neta Kauana na administração diária. Luciana Saito Massa nasceu em Registro (SP), filha de mãe japonesa e pai descendente de português. Com uma infância simples na zona rural, trabalhou na agricultura familiar, veio morar em Curitiba ainda adolescente para estudar. Junto com o governador Carlos Massa Ratinho Júnior, são pais de Alana, Yasmin e Carlinhos. Atualmente, dentro do Gabinete da Primeira Dama, articula ações voltadas a família, mulher, solidariedade e ajudas humanitárias, utilizando a ação solidária integrada como uma forma de estabelecer parceria entre o governo estadual, municipal e a sociedade.
PREPARANDO NOVAS LIDERANÇAS EMPRESARIAIS
Empresas familiares respondem por cerca de 90% dos negócios no país, movimentam aproximadamente R$ 7 trilhões por ano e concentram mais de 75% dos empregos formais. Ainda assim, apenas cerca de 30% chegam à segunda geração e menos de 10% sobrevivem à terceira. Esse descompasso acelerou, nos últimos anos, a busca por modelos mais robustos de preparação de sucessores, com foco em governança, vivência prática e formação estratégica fora do ambiente puramente acadêmico. É nesse contexto que a Havan recebeu 60 integrantes do Conselho, um projeto que reúne jovens sucessores de grandes empresas e empresários jovens de todos os estados do país, responsáveis por negócios que, juntos, movimentam cerca de R$ 80 bilhões por ano. A visita técnica, inédita, levou o grupo para dentro da operação real da companhia, conectando sucessão, governança e aprendizado prático em escala industrial e logística. O movimento reflete uma transformação concreta na forma como novas lideranças empresariais vêm se preparando no Brasil. Programas imersivos, conselhos de formação e experiências diretas dentro de grandes operações ganharam força como resposta a um ambiente de margens mais pressionadas, competição intensa e ciclos de decisão cada vez mais curtos. Nesse cenário, a aprendizagem baseada em observação direta, troca qualificada e exposição a estruturas complexas passou a ser vista como instrumento estratégico de redução de risco e aceleração de maturidade executiva.
REAVALIANDO A EXPORTAÇÃO DE CARNE BRASILEIRA
O início de 2026 trouxe um breve alívio aos exportadores brasileiros de proteínas animais, com um impulso temporário nos embarques em janeiro, que subiram 11,6% em relação a janeiro de 2025, para quase 810 mil toneladas, volume recorde para o mês, apesar da queda de 15,6% em relação a dezembro, quando os embarques haviam subido, de forma extraordinária, 26,7% na comparação anual e 10,3% na mensal. Esse movimento refletiu a recomposição de fluxos interrompidos no fim de 2025, quando barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos foram retiradas e a China suspendeu restrições sanitárias que haviam travado parte das remessas de frango, ao final de novembro. Ao mesmo tempo, frigoríficos aceleraram os envios de carne bovina em janeiro deste ano para garantir volumes isentos de tarifação diante de um novo sistema de cotas imposto por Pequim, criando um efeito estatístico que ampliou os números das primeiras semanas do ano, apesar da queda na taxa de câmbio que, em teoria, deveria desacelerar os embarques de proteínas ao exterior. A taxa de câmbio média para janeiro ficou 2,1% abaixo da observada em dezembro de 2025 e 11,5% abaixo na comparação anual.
CHINA MUDA FORMA DE COMPRAR CARNE NO BRASIL
O ambiente que se desenha para o restante de 2026 está longe de ser trivial. A decisão chinesa de limitar as importações de carne bovina por origem, estabelecendo um teto de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil em 2026, altera significativamente a dinâmica comercial. Volumes exportados acima desta quota serão tarifados em 55%, tornando a operação de exportação inviável. O volume exportado pelo Brasil representará algo próximo de 41% do montante que a China pretende importar de países sujeitos ao mecanismo de salvaguarda e, na prática, reduz o espaço disponível para os exportadores brasileiros de 400 mil a 600 mil toneladas, em comparação com 2025. Diante desse novo arcabouço, uma das hipóteses discutidas no setor é a de uma corrida no curto prazo: frigoríficos podem intensificar abates e embarques no primeiro semestre para assegurar sua fatia da cota chinesa antes que ela seja preenchida. Se tal movimento se materializar, os fluxos de carne para a China podem permanecer elevados por alguns meses no início de 2026, apesar de um cenário cambial pouco favorável às exportações do setor, antes de sofrerem uma forte inflexão assim que o volume permitido for atingido.
FRANQUIAS CRESCERAM QUASE 11% EM 2025 NO PR
O mercado de franquias no Paraná manteve ritmo de crescimento em 2025 e alcançou faturamento de R$ 21,7 bilhões, uma alta de 10,7% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O resultado reforça o peso do Estado no franchising nacional e acompanha o movimento de expansão do setor em todo o país. O crescimento também se refletiu na presença das marcas e na geração de empregos. O número de unidades franqueadas no Paraná chegou a 14.270 operações, expansão de 1,7%, enquanto o setor passou a empregar mais de 124 mil pessoas, com aumento de 2,1% nos postos de trabalho. Entre os segmentos que mais impulsionaram o avanço das franquias no Estado estão Alimentação – Food Service (+14,4%), Saúde, Beleza e Bem-estar (+14,3%) e Limpeza e Conservação (+14,2%). O desempenho está ligado ao crescimento da demanda por serviços ligados à conveniência, autocuidado e terceirização de atividades do dia a dia.
FALHAS CUSTAM R$ 220 MILHÕES DE PREJUÍZOS POR ANO NO VAREJO DE ALIMENTOS
O varejo alimentício brasileiro enfrenta perdas silenciosas que somam até R$ 220 milhões por ano, segundo um levantamento recente do NEO Estech, plataforma brasileira de inteligência de dados que monitora mais de 50 mil equipamentos e 250 mil sensores em seis países. A startup analisou dados de monitoramento contínuo em supermercados, atacarejos e redes de conveniência e identificou que falhas de refrigeração e vazamentos hidráulicos representam custos crescentes para um setor que já opera com margens apertadas. O impacto vem não apenas das perdas de produtos, mas também do aumento de consumo energético e da necessidade de manutenções emergenciais. Sami Diba, CEO do NEO Estech, explica que os vazamentos de fluido refrigerante e falhas de isolamento térmico são alguns dos problemas mais recorrentes. “Pequenas fissuras em tubulações passam despercebidas por semanas e geram um desperdício elevado de recursos”, afirma. Em muitos estabelecimentos, o gasto adicional só aparece na conta mensal e raramente é possível rastrear a origem sem sensores capazes de captar variações mínimas de fluxo. Quando somados ao longo do ano, esses desvios geram grande impacto.
 
 
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