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Foto: reproduçãoA Otan está intensificando suas atividades de vigilância no Ártico em resposta à chamada do presidente dos EUA, Donald Trump, por maiores capacidades de defesa na região.
Trump alertou que a Rússia e a China têm aumentado suas atividades no Ártico, inclusive no território autônomo dinamarquês da Groenlândia.
Em fevereiro, a Otan anunciou que a aliança irá fortalecer sua posição no Ártico e na região circundante, conhecida como Alto Norte.
Uma equipe da NHK foi autorizada a acompanhar soldados suecos por dois dias até 3 de março, quando a unidade militar realizou uma missão de vigilância aérea sobre a Islândia.
A equipe embarcou em um avião de transporte militar C130 sueco na base aérea de Uppsala, sul da Suécia, e se dirigiu para a Islândia.
Aviões de combate dos estados membros da Otan estão principalmente em prontidão para bombardeiros de longo alcance da Rússia. As informações são compartilhadas com a sede da Otan em tempo real.
A aeronave de transporte pousou na base de Keflavik, sudoeste da Islândia, onde seis caças militares suecos estão posicionados. Foram vistos pessoal fazendo preparativos para a decolagem de caças, equipando-os com mísseis antiaéreos e carregando munição em metralhadoras.
Nesta época do ano, ventos fortes varrem a região. Foi num desses dias com ventos tão fortes que a equipe da NHK mal conseguia ficar em pé.
A Otan declarou que irá fortalecer a vigilância, apesar do ambiente hostil no Ártico, para responder às possíveis ameaças da Rússia e da China.
O major-general Frode Arnfinn Kristoffersen, chefe adjunto de operações do Comando Conjunto de Forças de Norfolk, disse que “não há sinais de que a Rússia esteja reduzindo suas ambições no Ártico”. Acrescentou que “temos que equilibrar nossas atividades com as da Rússia”.
Kristoffersen também disse que é importante mostrar que “somos capazes de operar no Ártico, que tem uma “grande extensão” com “condições muito, muito severas”.