A variola dos macacos está de volta?
04/03/2026 às 05:30
por Saúde e bem-estar com Dr. Ricardo Gullit
Na última semana, a Secretaria de Saúde do Paraná confirmou o primeiro caso de Monkeypox (Antigamente conhecida com Varíola do macaco) no estado em 2026. A doença ganhou grande visibilidade em 2022, em um momento em que a população ainda estava emocionalmente impactada pela pandemia de COVID. Agora, especialmente após o período de carnaval, o tema voltou a ser discutido.
De forma geral, os primeiros sinais da Monkeypox incluem febre, dor no corpo, dor de cabeça e aumento dos gânglios. Após essa fase inicial, surgem lesões na pele que podem aparecer em uma ou mais partes do corpo, como rosto, braços, pernas, tronco ou região genital, e podem se espalhar nos dias seguintes. Essas lesões lembram as da catapora, mas com uma diferença importante: costumam estar no mesmo estágio de evolução.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com as lesões na pele ou nas mucosas de pessoas infectadas. Isso inclui contato íntimo, seja sexual ou não, além do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais.
Na maioria dos casos, a evolução é leve e autolimitada. Ou seja, o próprio organismo consegue controlar a infecção ao longo de duas a quatro semanas. O tratamento é de suporte, com foco no controle da dor, da febre e nos cuidados locais com as lesões.
Alguns grupos, no entanto, merecem atenção especial, como gestantes, crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas, que apresentam maior risco de complicações. Nessas situações, o acompanhamento médico deve ser mais próximo.
Diante de qualquer lesão suspeita ou sintomas compatíveis, a orientação é procurar a unidade de saúde de referência ou entrar em contato com a central de teleatendimento da prefeitura, uma vez que existem várias doenças que se apresentam de maneira parecida, como por exemplo catapora, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas de pele e algumas infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis e linfogranuloma venéreo, além de molusco contagioso e até reações alérgicas. Por isso, quando há dúvida, a avaliação médica e, em muitos casos, exames laboratoriais ajudam a confirmar a causa.
Uma medida fundamental para conter a transmissão é o isolamento domiciliar até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas. Pessoas com suspeita de Monkeypox devem permanecer isoladas. Durante o atendimento médico, pode ser fornecido atestado de 10 dias ou até a liberação do resultado dos exames. Se o diagnóstico for confirmado, o isolamento deve ser mantido até a cura completa das lesões.
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