Pesquisa mostra a queda no consumo de bebidas alcoólicas em todo o país
04/03/2026 às 05:00
O consumo de cerveja registrou uma queda de 19,4% nos lares. Os dados foram registrados nos 12 meses encerrados em junho de 2025

A adesão por uma dieta equilibrada e saudável pelos brasileiros vai além da diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados, é o que mostra pesquisa recente realizada pelo Worldpanel by Numerator, que revela que o consumo de cerveja registrou uma queda de 19,4% nos lares. Os dados foram registrados nos 12 meses encerrados em junho de 2025. A redução do consumo foi ainda mais intensa entre as sextas-feiras e domingos, registrando uma queda de 25,4%. Para Leandro Rosadas, especialista em gestão de supermercados, o movimento pode refletir nas gôndolas dos varejistas. "A cerveja sempre ocupou espaço central nas ocasiões sociais, mas existe hoje uma priorização clara por hábitos mais saudáveis. O consumidor não deixou de celebrar, mas passou a buscar alternativas com menor impacto na rotina e na saúde”, analisa Leandro. Prova disso é o levantamento feito pela IWSR, responsável por revelar que o consumo global de bebidas sem álcool registrou alta de 9% em volume em 2025, além de estimar uma expansão acumulada de 36% entre 2024 e 2029. A pesquisa também apontou que 37% dos compradores de cerveja sem álcool e 40% dos de vinho e destilados sem álcool citam saúde como principal motivação. Para o varejo, a mudança representa um alerta estratégico. “O setor de bebidas tem peso relevante no faturamento dos supermercados, o ticket médio de bebidas alcoólicas possui um papel relevante no faturamento mensal. Ampliar o mix de opções zero álcool pode compensar a queda nas categorias tradicionais e manter o faturamento elevado.”, afirma Rosadas.

MONTADORA GWM LIDERA VENDA DE VEÍCULOS HÍBRIDOS

A montadora GWM segue acelerando no mercado brasileiro e encerra fevereiro com resultados impressionantes. No mês, a montadora registrou 4.896 unidades vendidas, consolidando um desempenho consistente no início de 2026. Com o resultado de fevereiro, a GWM alcança 9.305 unidades comercializadas no acumulado deste ano. Este número representa um aumento de 102,3% em relação ao mesmo período de 2025, o maior crescimento entre todas a marcas do mercado de veículos leves do país, reforçando a solidez da estratégia da marca no Brasil e a forte aceitação de seu portfólio pelo consumidor brasileiro. O destaque permanece com o GWM Haval H6, que manteve a liderança entre os híbridos, com 3.236 unidades vendidas em fevereiro, reafirmando sua posição como uma das principais referências do segmento no Brasil.

EMPRESA DE SOFTWARE PARA O AGRO COMPLETA 35 ANOS

A Agrotis, empresa com sede em Curitiba (PR) pioneira no desenvolvimento de software para o agronegócio, reuniu mais de 600 convidados entre colaboradores, clientes, jornalistas, parceiros e autoridades políticas e do agro para celebrar seus 35 anos de fundação e apresentar seus próximos passos. O evento, realizado nesta quinta-feira (26/2), marcou um momento simbólico para a empresa paranaense, que encerrou 2025 com faturamento de R$ 70 milhões, crescimento de 19% sobre o ano anterior.  Fundada em 1991 por estudantes de agronomia em Curitiba, a Agrotis nasceu com o propósito de desenvolver soluções específicas para o campo, em um período em que praticamente softwares voltados ao agronegócio eram escassos. O primeiro produto foi um sistema eletrônico de receituário agronômico, um compêndio de informações de defensivos agrícolas. Desde então, a empresa consolidou sua atuação como desenvolvedora de sistemas 100% dedicados ao setor. 

72% DOS TRABALHADORES BRASILEIROS SOFREM COM ESTRESSE

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como fenômeno ocupacional na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), o burnout é resultado de estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado com sucesso. No Brasil, levantamento da International Stress Management Association (ISMA-BR) aponta que cerca de 72% dos trabalhadores sofrem com estresse e 32% apresentam sintomas compatíveis com a síndrome. Em paralelo, o relatório State of the Global Workplace, da Gallup, indica que empresas com alto engajamento registram até 23% mais lucratividade. Para Carla Martins, especialista em gestão estratégica de pessoas e estrutura organizacional e vice-presidente do SERAC, hub de soluções corporativas com atuação nacional nas áreas contábil, jurídica, educacional e de tecnologia, a cultura da líder que “aguenta tudo sozinha” fragiliza empresas, pois a centralização extrema ainda é confundida com força, mas revela vulnerabilidade estrutural “Quando tudo depende de uma única pessoa, o negócio perde velocidade, clareza e capacidade de crescer”, afirma.

EMPRESA BRASILEIRA JÁ ATUA EM 14 PAÍSES

O crescimento da presença de empresas brasileiras no exterior sinaliza uma mudança estrutural no ambiente de negócios e na estratégia de internacionalização das empresas nacionais. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), 71 redes brasileiras já operam fora do País, somando 3.320 unidades internacionais, consolidando o franchising como um dos principais motores desse crescimento. Mais do que ampliar fronteiras, as marcas estão identificando diferentes perfis de consumidores e adaptando seus modelos a realidades culturais e econômicas distintas. A expansão internacional deixa de ser oportunidade pontual e passa a representar uma etapa estratégica de posicionamento e maturidade competitiva. Presente em 14 países, como EUA, França, Espanha, Argentina e Emirados Árabes, a CleanNew, empresa especializada em impermeabilização e higienização de sofás e colchões, acaba de chegar ao México exemplificando o avanço das franquias brasileiras em outros territórios. As redes brasileiras estão ganhando espaço no exterior com modelos flexíveis, como o home based, que demandam menor investimento e se adaptam com agilidade às particularidades locais. Nesse cenário, a CleanNew se estruturou um modelo padronizado, tecnológico e escalável, consolidando sua presença em 14 países. “Competir globalmente exige preparo. Antes de avançar internacionalmente, estruturamos governança, padronizamos processos, fortalecemos o treinamento da rede e validamos um modelo capaz de se adaptar a diferentes culturas e regulamentações, sem perder eficiência e padrão de qualidade já chancelados no Brasil. Nossa chegada ao México simboliza esse momento de maturidade e consolidação dessa estratégia de crescimento no exterior”, destaca o fundador e CEO da rede, Fritz Paixão.

MORADIA PARA OS 60+

A longevidade deixou de ser apenas um fenômeno demográfico para se tornar uma das principais forças de transformação econômica e urbana do século XXI. Até 2030, mais de 1,4 bilhão de pessoas terão 60 anos ou mais no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas. No Brasil, esse grupo já representa cerca de 11% da população e cresce em ritmo acelerado, influenciando padrões de consumo, planejamento urbano, alocação de capital e o próprio mercado imobiliário. Mais do que números, o envelhecimento populacional revela uma mudança sociocultural profunda. Pessoas maduras permanecem ativas por mais tempo, continuam trabalhando, viajando, criando vínculos sociais e fazendo escolhas baseadas em propósito e qualidade de vida. Ainda assim, grande parte das soluções residenciais disponíveis permanece ancorada em modelos pensados para famílias jovens ou, no extremo oposto, em estruturas assistenciais associadas à dependência. Entre esses dois polos surge uma lacuna crescente: moradias capazes de acompanhar o envelhecimento de forma natural, preservando autonomia, convivência e pertencimento ao longo da vida.

BRASIL GERA 112 MIL NOVOS EMPREGOS EM JANEIRO

O Brasil gerou 112.334 novos empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados nesta terça-feira (3/3), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram gerados mais de 1,22 milhão de novos postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores formalizados. Em janeiro deste ano, 18 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada uma com mais de 18 mil novos empregos com carteira assinada gerados no mês.

SETOR DE BARES E RESTAURANTES ESTÁ OTIMISTA PARA 2026

O setor de bares e restaurantes está otimista com a chegada de 2026: 69% dos estabelecimentos esperam faturar mais no primeiro semestre deste ano do que no mesmo período do ano passado. Altamente competitivo, muito ligado ao espírito empreendedor brasileiro e com grande relevância no cotidiano e na economia como um todo, o segmento reúne cerca de 700 mil estabelecimentos no país, emprega 4,94 milhões de trabalhadores e fatura por volta de R$ 416 bilhões por ano, segundo dados da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Para Cesar Valerio, chef à frente do Ponte Vecchio, um dos italianos mais premiados de Curitiba há mais de trinta anos, os desafios de se manter relevante neste setor vão além das projeções da economia. “Nesta época é comum surgirem por todos os lados as tendências do ano, que costumam decretar o fim de algumas práticas e prever o que deve aparecer com mais força. É preciso tomar cuidado para saber o que vem para ficar e o que é uma moda passageira”, explica o chef.

COOPERATIVA CAPAL INCORPORA A COOPAGRÍCOLA

A Capal Cooperativa Agroindustrial oficializa a incorporação da Coopagrícola, tradicional cooperativa com mais de 60 anos de atuação no Paraná. Com a nova operação, a Capal amplia o seu raio de atendimento aos produtores rurais no estado do Paraná e, a partir desta semana, assume novas filiais na região dos Campos Gerais, nas cidades de Ponta Grossa, Palmeira, Ivaí, Ipiranga, Campo Largo e Irati. A incorporação foi consolidada durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada no último sábado (dia 28), e contou com a presença das diretorias das duas cooperativas e de seus associados. Detalhes da negociação foram apresentados na ocasião, além de sanar dúvidas, fazer apontamentos e legitimar a votação empreendida pelos cooperados. 

 

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