Danilo D’Avila: “Um monarca atuaria como um árbitro neutro acima das disputas partidárias”
Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal incluiu na pauta de 2026 a votação da Sugestão nº 9, de 2024, apresentada por meio do Programa e-Cidadania.
A proposta solicita a realização de um plebiscito em 2026 para que a população brasileira decida, de forma soberana, sobre a possível restauração da monarquia parlamentar no país.
O tema reacende um debate histórico que remonta a 1889, quando a Proclamação da República pôs fim ao período imperial sem a realização de consulta popular direta. Para os defensores da causa monárquica, a realização de um novo plebiscito seria uma oportunidade de reavaliar, democraticamente, a forma de governo adotada no país.
É o caso da opinião do empresário Danilo D’Avila, atual presidente do partido Democrata, no Paraná, que é favorável a implantação da monarquia parlamentarista no Brasil. “Um monarca atuaria como um árbitro neutro acima das disputas partidárias, capaz de intervir em crises institucionais como conflitos entre o Judiciário e o Legislativo sem o viés eleitoral de um presidente.”, salienta Danilo.
E prossegue: “A monarquia parlamentarista pode ser mais barata que a república, pois elimina os gastos bilionários de campanhas presidenciais periódicas e permite planejar o país para além de ciclos eleitorais de quatro anos.”
A eventual aprovação na comissão não implica a restauração automática do regime monárquico, mas representa um passo importante para que a proposta avance e permita a convocação de um plebiscito nacional.
Na opinião de Danilo D’Avila “a consulta popular teria como objetivo definir se o Brasil deve manter o atual modelo republicano presidencialista ou adotar o sistema monárquico parlamentar.”