Falta um mês para o Smart City Expo Curitiba
O Paraná será palco, mais uma vez, do maior evento de cidades inteligentes das Américas
25/02/2026 às 10:17
Smart City Expo Curitiba 2025. Foto: José Fernando Ogura/SECOM

O Paraná será palco, mais uma vez, do Smart City Expo Curitiba, o maior evento de cidades inteligentes das Américas. Organizado pelo ICities, hub pioneiro em cidades inteligentes no Brasil, com o apoio da Prefeitura de Curitiba e a chancela da Fira Barcelona, a sétima edição, que acontecerá pelo segundo ano consecutivo na Arena da Baixada, entre os dias 25 e 27 de março, reunirá especialistas, gestores públicos, empresas e a sociedade. Os ingressos já estão disponíveis no site do evento.

Neste ano, o tema principal será “Cidades como Lugares para Inovar, Criar e Vivenciar”. O evento tem a expectativa de receber mais de 23 mil participantes, entre gestores públicos, startups, empresas de tecnologia e especialistas em inovação urbana, para debater e cocriar o futuro das cidades inteligentes no Brasil.
 
“Vivemos uma fase em que inovação tecnológica e visão criativa precisam estar integradas. Uma cidade inteligente não se resume a dados, plataformas e sensores, mas envolve pessoas, cultura e propósito coletivo. O Smart City Expo Curitiba tem o propósito de estimular esse olhar mais amplo, promovendo debates e conexões que ajudem a redesenhar o futuro urbano de forma mais humana e colaborativa”, afirma Caio Castro, CEO do iCities.
 
Entre os nomes confirmados para o evento está o palestrante internacional Shain Shapiro, autor do livro “This Must Be The Place: How Music Can Make Your City Better”. Ele é reconhecido como thought leader em nível mundial na confluência entre música, cultura e políticas urbanas. Shain definiu uma nova maneira de pensar sobre o valor da música em cidades e espaços e, por meio dela, influenciou mais de 130 cidades e localidades a investirem em música e cultura.
 
Durante os três dias do Smart City Expo Curitiba 2026, a Arena da Baixada será um ecossistema vivo, dividida em duas áreas. A primeira, o 1º piso (P1), será o coração da experiência e da inovação, onde a tecnologia e o planejamento urbano ganham vida por meio das áreas de congresso e expo.
 
O congresso é o ponto de convergência das vozes que hoje lideram a transformação urbana no mundo. Com a chancela internacional da Fira Barcelona, o espaço vai trazer para Curitiba uma curadoria de alto nível, que traduz as discussões mais complexas da atualidade em estratégias práticas.
 
L8 moderniza o firewall do TRF-4
 
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, responsável pelo julgamento de causas da Justiça Federal nos estados do Sul do Brasil, deu início à modernização de todo o seu sistema de firewall. Na prática, o firewall funciona como uma barreira de proteção que impede ciberataques aos sistemas do tribunal. 
 
“Modernizar o firewall de uma instituição como o Tribunal regional Federal significa não só prevenir ataques, mas também garantir que serviços como processos eletrônicos continuem disponíveis à população de forma segura. São milhares de dados processuais e jurídicos que precisam estar seguros”, explica Leandro Kuhn, CEO da L8, empresa paranaense responsável por todo o projeto de modernização e instalação dos equipamentos.
 
A importância de um sistema de firewall mais atual e seguro está ligada a um dado que vem crescendo a cada ano: o de ciberataques e vazamentos de dados. Para se ter uma ideia, em 2024, um levantamento realizado pela Surfshark a nível internacional mostrou que no Brasil, 84,6 milhões de contas foram violadas, colocando o país na 7ª posição dos países mais afetados. O dado revela a urgência de se pensar em políticas de proteção mais eficazes.
 
O projeto de modernização prevê a contratação de serviços de renovação de garantia, manutenção, suporte técnico, licenças e atualização tecnológica de equipamentos, além da aquisição de banco de horas técnicas para transferência de tecnologia. Além do TRF-4, o edital amplia o serviço para atender outros órgãos participantes, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
 
Curitiba impulsiona novos hubs tecnológicos
 

 
Curitiba consolidou, nos últimos anos, uma posição de destaque no cenário nacional de inovação ao estruturar um ambiente tecnológico que combina políticas públicas, iniciativa privada e produção de conhecimento. Nesse movimento, o Vale do Pinhão assumiu papel relevante como articulador do ecossistema local, ao mesmo tempo em que novos polos e iniciativas independentes passaram a reforçar a densidade inovadora da capital.
 
Dados da Prefeitura de Curitiba indicam que o setor de tecnologia reúne mais de 9 mil empresas na cidade, além de centenas de startups em diferentes estágios de maturidade. O avanço também aparece em estudos internacionais: o Global Startup Ecosystem Index posiciona Curitiba entre as principais cidades brasileiras para o desenvolvimento de negócios inovadores, considerando fatores como qualificação de talentos, acesso a capital e integração com universidades.
 
Para Gui Zanoni (foto), futurista certificado pela IFTF.org (Institute for the Future), o desempenho da capital reflete um processo de amadurecimento institucional que tem no ecossistema de inovação um dos seus pilares estruturantes. “O Vale do Pinhão tem um papel muito relevante ao organizar a agenda de inovação da cidade e ao conectar startups que antes atuavam de forma dispersa. O Vale ajudou a criar massa crítica e visibilidade para Curitiba, através de projetos, eventos e fomentos”, afirma.
 
Criado como programa municipal de fomento, o Vale do Pinhão atua como articulador entre poder público, empresas e instituições de ensino. Segundo a Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, o ecossistema envolve mais de 60 instituições de ensino superior, além de aceleradoras, incubadoras e fundos de investimento que operam na capital.
 
Ao mesmo tempo, o ambiente de inovação da cidade passou a ganhar novas camadas de complexidade. Hubs privados, comunidades empreendedoras, universidades e iniciativas independentes ampliaram o desenvolvimento no setor tecnológico local. Levantamento do Sebrae aponta crescimento superior a 100% no número de startups no Paraná entre 2019 e 2024, movimento impulsionado por políticas de incentivo e pelo fortalecimento da cultura empreendedora.
 
A presença crescente de empresas de base tecnológica em áreas como varejo digital, logística, saúde, agronegócio e serviços financeiros também contribui para diversificar a matriz econômica local.
 
Positivo Casa Inteligente aponta evolução das residências conectadas
 

 
O segmento de smart home vive um momento de grande transformação e evolução. Mais do que contar com uma ampla variedade de dispositivos conectados, as casas inteligentes estão cada vez mais próximas de se transformar em ecossistemas verdadeiramente orientados por dados. Ou seja, capazes de gerar, interpretar e aplicar informações de forma contínua, contextual e autônoma. Nesse sentido, a Positivo Casa Inteligente, plataforma da Positivo Tecnologia que oferece soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT), reforça essa evolução ao integrar sensores, câmeras, fechaduras, sistemas de iluminação, climatização, monitoramento energético e eletrodomésticos em uma ampla experiência conectada.
 
“O avanço tecnológico das casas inteligentes não está apenas na conexão entre dispositivos, mas também em transformar dados em inteligência aplicada”, afirma Rafael Sczcepanik, gerente de produtos da Positivo Casa Inteligente. “Quando diferentes tecnologias passam a compartilhar informações, a residência deixa de reagir a comandos isolados e começa a operar de forma mais contextual, eficiente e natural”.
 
Esses novos dispositivos são capazes de gerar dados em tempo real que, quando analisados de forma integrada, elevam o nível de inteligência do ambiente residencial e permitem decisões automatizadas com respostas mais precisas às necessidades do dia a dia. O avanço, portanto, não está apenas no volume de informações geradas, mas na capacidade de interpretá-las de maneira conjunta, ao longo do tempo e com base em contexto.
 
Nesse contexto, a AIoT (Artificial Intelligence of Things) desempenha papel central ao unir conectividade e inteligência artificial. Ao integrar IoT com algoritmos de aprendizado, os sistemas deixam de operar apenas de forma reativa e passam a aprender com o cotidiano da residência.
 
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