
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou uma lei de anistia que pode, em potencial, libertar pessoas detidas durante governos anteriores. Todavia, um grupo de direitos humanos diz que a medida é limitada, e exige a libertação de todas as pessoas que considera prisioneiras políticas.
A presidente interina Delcy Rodriguez sancionou a lei após sua aprovação na assembleia na quinta-feira. Ela disse que a medida permitirá que a Venezuela se distancie do ódio e da intolerância, e abre as portas para a reconciliação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem incitado Rodriguez a libertar os prisioneiros políticos. A presidente assumiu o cargo atual depois da operação militar dos EUA que levou à captura do presidente Nicolás Maduro.
Em uma entrevista coletiva na sexta-feira, um grupo local de direitos humanos criticou o que chamou de alcance limitado de aplicação da lei. Ele exige a rápida libertação de mais de 600 pessoas que classifica como sendo prisioneiras políticas.
O grupo acrescentou que a lei não tem significado a menos que o aparato de repressão seja desmantelado. Ele pede pela reforma do sistema judicial, incluindo promotores e tribunais que, segundo o grupo, foram cúmplices na repressão política.