Brasileiro reduz o consumo de cerveja no final de semana
16/02/2026 às 05:00
O número de usuários semanais de cerveja caiu 24,1%, e hoje apenas 4,5% desses consumidores bebem cerveja ao menos uma vez por semana

A cerveja está deixando de ser protagonista dos finais de semana — e essa mudança ajuda a explicar o momento desafiador da categoria no Brasil. Dados da empresa global de dados e insights Worldpanel by Numerator mostram que as ocasiões anuais de consumo dentro do lar caíram 19,4% nos últimos 12 meses até junho de 2025 versus o ano anterior, totalizando 167,7 milhões de ocasiões anuais. O movimento revela uma transformação estrutural: o consumo aos finais de semana (sexta a domingo) recuou 25,4%, enquanto os dias de semana (segunda a quinta) cresceram 6,2% em participação nas ocasiões. O tradicional ritual social da cerveja está encolhendo, e o consumo individual ganha espaço. O número de usuários semanais caiu 24,1%, e hoje apenas 4,5% desses consumidores bebem cerveja ao menos uma vez por semana — um sinal claro de perda dos consumidores mais frequentes. “O setor enfrenta um ajuste que não é apenas financeiro. Estamos vendo uma redefinição do papel da cerveja na rotina do brasileiro. O desafio deixou de ser apenas volume — passou a ser relevância”, afirma David Fiss, Diretor Sênior de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator no Brasil.
VENDAS NO VAREJO PARANAENSE CAEM EM JANEIRO
A 37ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou retração de 4,9% nas vendas do Paraná em janeiro, na comparação anual. O estado apresentou queda no primeiro mês do ano, ao todo são oito meses seguidos de retração. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, apenas um estado registrou crescimento na comparação anual: o Amapá, com 2,9%. Todos os outros estados tiveram retração nas vendas. Além do Paraná, os resultados negativos também foram observados no Rio Grande do Sul (10,2%), Rio Grande do Norte (7,6%), Amazonas (7,3%), Santa Catarina (6,5%), São Paulo e Distrito Federal (6,4%), Espírito Santo (6,2%), Tocantins (5,8%), Paraíba (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Ceará (5,3%), Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (5,2%), Acre (4,8%), Bahia, Pernambuco e Sergipe (4%), Goiás (3,4%), Rondônia (3,3%), Rio de Janeiro (3,2%), Alagoas (2,3%), Roraima (1,1%), Piauí (1%), Pará (0,4%) e Maranhão (0,1%).
ESTUDO APONTA QUE VAREJO BRASILEIRO TERÁ CRESCIMENTO MODERADO
As projeções econométricas elaboradas pelo IBEVAR-FIA Business School, com base na Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, indicam que o varejo brasileiro deve apresentar um crescimento moderado no início de 2026, com desempenho desigual entre os segmentos que compõem o varejo restrito e o varejo ampliado. Para o varejo restrito, as projeções apontam variação positiva no acumulado em 12 meses, alcançando 1,70% em fevereiro, com leve desaceleração ao longo do trimestre, chegando a 1,27% em abril de 2026. Na comparação interanual, as vendas devem crescer 1,42% em fevereiro, 0,45% em março e 0,75% em abril, sinalizando um ritmo de expansão contido, porém consistente. Já o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, apresenta um cenário mais volátil. Após crescimento interanual de 1,36% em fevereiro, as projeções indicam retração em março (2,34%) e abril (1,69%), refletindo principalmente o desempenho negativo de segmentos mais sensíveis ao crédito e às condições financeiras. 
DESVALORIZAÇÃO DE CARROS USADOS NO PR É MENOR EM JANEIRO
A desvalorização dos carros usados no Paraná perdeu força no primeiro mês de 2026. É o que revela o Índice Webmotors, que acompanha mensalmente as oscilações nos preços médios dos veículos anunciados na plataforma. Segundo o levantamento, a categoria registrou depreciação de -0,229% em janeiro, reduzindo praticamente à metade a retração no estado em relação a dezembro de 2025, quando o índice havia sido de -0,462%. Já na comparação com a média nacional, o recuo observado no Paraná foi maior. De acordo com os dados do Índice Webmotors, o mercado brasileiro de veículos usados encerrou janeiro com desvalorização média de -0,211% - abaixo da verificada no estado. “A desaceleração da queda nos preços dos veículos usados no Paraná em janeiro indica maior equilíbrio no mercado no início de 2026. Esse movimento mais brando em relação a dezembro reflete um processo de acomodação natural após o término do ano”, avalia Mariana Perez, CPO da Webmotors.
E-COMMERCE DEVE CRESCER 10% EM 2026 NO BRASIL
O comércio eletrônico brasileiro entra em 2026 com o pé no acelerador. Projeções do E-Consumidor 2026, levantamento realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, indicam que o setor deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, alcançando um faturamento estimado em R$ 258,4 bilhões. O número de consumidores também avança, e a expectativa é que 96,87 milhões de brasileiros façam compras online ao longo do ano, um aumento de 2,5% na comparação anual. E assim, antes mesmo de datas consagradas como Black Friday ou Natal, dois períodos tradicionalmente associados ao varejo físico vêm ganhando peso no digital: a volta às aulas e o Carnaval. Juntos, eles não apenas aquecem as vendas nos primeiros meses de 2026, como também colocam à prova a capacidade operacional dos sellers que atuam em múltiplos canais.
COMÉRCIO ELETRÔNICO VENDEU R$ 230 BI EM 2025
O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em meio a um ambiente mais competitivo, automatizado e com custos de aquisição elevados, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como estratégia para previsibilidade e fidelização. Esse movimento ocorre em paralelo à consolidação da inteligência artificial no varejo digital. Dados recentes indicam que mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar ou decidir compras online, enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em áreas como vendas, marketing e atendimento. Nesse cenário, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado.
COMÉRCIO VAREJISTA CRESCEU 1,6% NO BRASIL EM 2025
As vendas no comércio varejista fecharam 2025 com alta de 1,6%. Na passagem de novembro para dezembro de 2025, as vendas no setor variaram negativamente 0,4%. A média móvel trimestral variou positivamente 0,3% no trimestre finalizado em dezembro. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio varejista fechou 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor. Ele explica que, no ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Em 2025, fechou com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores. Em 2023, foi 1,7%; em 2022, 1%; e em 2021, 1,4%.
O QUE CRESCEU E O QUE CAIU
Sete das 11 atividades pesquisadas, no varejo ampliado, fecharam o ano positivamente : artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), móveis e eletrodomésticos (4,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), tecidos, vestuário e calçados (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%). “Pelo lado negativo, as quatros atividades que sofreram queda em 2025 foram veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%)”, afirma o IBGE.
TARIFA ZERO PARA IMPORTAÇÃO DE MAIS DE MIL PRODUTOS
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou nesta quinta-feira (12) a redução a zero do Imposto de Importação para mais de 1 mil produtos, além da aplicação de novas medidas de defesa comercial. Ao todo, foram concedidos 1.059 ex-tarifários, mecanismo que reduz temporariamente a alíquota de importação quando não há produção nacional equivalente. Desse total, 421 são para bens de capital e de informática e 638 para autopeças. Segundo o colegiado, a medida busca ampliar investimentos e reduzir custos para a indústria ao permitir a importação de máquinas, equipamentos e componentes sem similar fabricado no país. Além dos ex-tarifários, o Gecex zerou a alíquota de importação para 20 insumos utilizados pelos setores industrial e agropecuário, bem como para dois produtos finais. As isenções abrangem itens ligados às áreas de saúde, energia, eletrodomésticos, setor automotivo e alimentação animal, entre outros segmentos.
COMÉRCIO PARANAENSE CRESCEU QUASE 3% EM 2025
O comércio paranaense fechou 2025 com alta de 2,8% no acumulado de janeiro a dezembro, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo melhor resultado pós-pandemia, atrás apenas de 2024, que terminou com 3,1% de crescimento. O resultado do ano passado também é superior à média nacional no mesmo período, que foi de 1,6%. A atividade com maior crescimento nas vendas no ano foi móveis e eletrodomésticos, com 10,7%, sendo que somente no setor de eletrodomésticos a alta foi de 15,3%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto que tecidos, vestuário e calçados tiveram 4,7% a mais de vendas em 2025. O setor de hipermercados e supermercados cresceu 2,9%. O bom momento do setor também foi sentido na comparação entre dezembro de 2025 com o mesmo mês de 2024. A alta foi de 5%, mais que o dobro do registrado em nível nacional, de 2,3%. Neste recorte, móveis e eletrodomésticos cresceram 16,8% e, novamente quando desmembrado, eletrodomésticos teve alta de 21,7%, enquanto que o segmento exclusivo de móveis cresceu 4,9%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram altas similares, de 9,4% e 9,3%, respectivamente. Apenas o setor de combustíveis registrou queda no comparativo, com -2,1%.
 
 
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