
O número de usuários semanais de cerveja caiu 24,1%, e hoje apenas 4,5% desses consumidores bebem cerveja ao menos uma vez por semana
A cerveja está deixando de ser protagonista dos finais de semana — e essa mudança ajuda a explicar o momento desafiador da categoria no Brasil. Dados da empresa global de dados e insights Worldpanel by Numerator mostram que as ocasiões anuais de consumo dentro do lar caíram 19,4% nos últimos 12 meses até junho de 2025 versus o ano anterior, totalizando 167,7 milhões de ocasiões anuais. O movimento revela uma transformação estrutural: o consumo aos finais de semana (sexta a domingo) recuou 25,4%, enquanto os dias de semana (segunda a quinta) cresceram 6,2% em participação nas ocasiões. O tradicional ritual social da cerveja está encolhendo, e o consumo individual ganha espaço. O número de usuários semanais caiu 24,1%, e hoje apenas 4,5% desses consumidores bebem cerveja ao menos uma vez por semana — um sinal claro de perda dos consumidores mais frequentes. “O setor enfrenta um ajuste que não é apenas financeiro. Estamos vendo uma redefinição do papel da cerveja na rotina do brasileiro. O desafio deixou de ser apenas volume — passou a ser relevância”, afirma David Fiss, Diretor Sênior de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator no Brasil.
VENDAS NO VAREJO PARANAENSE CAEM EM JANEIRO
A 37ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou retração de 4,9% nas vendas do Paraná em janeiro, na comparação anual. O estado apresentou queda no primeiro mês do ano, ao todo são oito meses seguidos de retração. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, apenas um estado registrou crescimento na comparação anual: o Amapá, com 2,9%. Todos os outros estados tiveram retração nas vendas. Além do Paraná, os resultados negativos também foram observados no Rio Grande do Sul (10,2%), Rio Grande do Norte (7,6%), Amazonas (7,3%), Santa Catarina (6,5%), São Paulo e Distrito Federal (6,4%), Espírito Santo (6,2%), Tocantins (5,8%), Paraíba (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Ceará (5,3%), Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (5,2%), Acre (4,8%), Bahia, Pernambuco e Sergipe (4%), Goiás (3,4%), Rondônia (3,3%), Rio de Janeiro (3,2%), Alagoas (2,3%), Roraima (1,1%), Piauí (1%), Pará (0,4%) e Maranhão (0,1%).
ESTUDO APONTA QUE VAREJO BRASILEIRO TERÁ CRESCIMENTO MODERADO
As projeções econométricas elaboradas pelo IBEVAR-FIA Business School, com base na Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, indicam que o varejo brasileiro deve apresentar um crescimento moderado no início de 2026, com desempenho desigual entre os segmentos que compõem o varejo restrito e o varejo ampliado. Para o varejo restrito, as projeções apontam variação positiva no acumulado em 12 meses, alcançando 1,70% em fevereiro, com leve desaceleração ao longo do trimestre, chegando a 1,27% em abril de 2026. Na comparação interanual, as vendas devem crescer 1,42% em fevereiro, 0,45% em março e 0,75% em abril, sinalizando um ritmo de expansão contido, porém consistente. Já o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, apresenta um cenário mais volátil. Após crescimento interanual de 1,36% em fevereiro, as projeções indicam retração em março (2,34%) e abril (1,69%), refletindo principalmente o desempenho negativo de segmentos mais sensíveis ao crédito e às condições financeiras.
DESVALORIZAÇÃO DE CARROS USADOS NO PR É MENOR EM JANEIRO
A desvalorização dos carros usados no Paraná perdeu força no primeiro mês de 2026. É o que revela o Índice Webmotors, que acompanha mensalmente as oscilações nos preços médios dos veículos anunciados na plataforma. Segundo o levantamento, a categoria registrou depreciação de -0,229% em janeiro, reduzindo praticamente à metade a retração no estado em relação a dezembro de 2025, quando o índice havia sido de -0,462%. Já na comparação com a média nacional, o recuo observado no Paraná foi maior. De acordo com os dados do Índice Webmotors, o mercado brasileiro de veículos usados encerrou janeiro com desvalorização média de -0,211% - abaixo da verificada no estado. “
A desaceleração da queda nos preços dos veículos usados no Paraná em janeiro indica maior equilíbrio no mercado no início de 2026. Esse movimento mais brando em relação a dezembro reflete um processo de acomodação natural após o término do ano”, avalia Mariana Perez, CPO da Webmotors.
E-COMMERCE DEVE CRESCER 10% EM 2026 NO BRASIL
O comércio eletrônico brasileiro entra em 2026 com o pé no acelerador. Projeções do E-Consumidor 2026, levantamento realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, indicam que o setor deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, alcançando um faturamento estimado em R$ 258,4 bilhões. O número de consumidores também avança, e a expectativa é que 96,87 milhões de brasileiros façam compras online ao longo do ano, um aumento de 2,5% na comparação anual. E assim, antes mesmo de datas consagradas como Black Friday ou Natal, dois períodos tradicionalmente associados ao varejo físico vêm ganhando peso no digital: a volta às aulas e o Carnaval. Juntos, eles não apenas aquecem as vendas nos primeiros meses de 2026, como também colocam à prova a capacidade operacional dos sellers que atuam em múltiplos canais.
COMÉRCIO ELETRÔNICO VENDEU R$ 230 BI EM 2025
O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em meio a um ambiente mais competitivo, automatizado e com custos de aquisição elevados, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como estratégia para previsibilidade e fidelização. Esse movimento ocorre em paralelo à consolidação da inteligência artificial no varejo digital. Dados recentes indicam que mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar ou decidir compras online, enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em áreas como vendas, marketing e atendimento. Nesse cenário, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado.
COMÉRCIO VAREJISTA CRESCEU 1,6% NO BRASIL EM 2025
As vendas no comércio varejista fecharam 2025 com alta de 1,6%. Na passagem de novembro para dezembro de 2025, as vendas no setor variaram negativamente 0,4%. A média móvel trimestral variou positivamente 0,3% no trimestre finalizado em dezembro.


Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio varejista fechou 2025 com crescimento em relação a 2024, mas com uma amplitude menor. Ele explica que, no ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Em 2025, fechou com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores. Em 2023, foi 1,7%; em 2022, 1%; e em 2021, 1,4%.
O QUE CRESCEU E O QUE CAIU
Sete das 11 atividades pesquisadas, no varejo ampliado, fecharam o ano positivamente : artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), móveis e eletrodomésticos (4,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), tecidos, vestuário e calçados (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%). “Pelo lado negativo, as quatros atividades que sofreram queda em 2025 foram veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%)”, afirma o IBGE.
TARIFA ZERO PARA IMPORTAÇÃO DE MAIS DE MIL PRODUTOS
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou nesta quinta-feira (12) a redução a zero do Imposto de Importação para mais de 1 mil produtos, além da aplicação de novas medidas de defesa comercial.


Ao todo, foram concedidos 1.059 ex-tarifários, mecanismo que reduz temporariamente a alíquota de importação quando não há produção nacional equivalente. Desse total, 421 são para bens de capital e de informática e 638 para autopeças. Segundo o colegiado, a medida busca ampliar investimentos e reduzir custos para a indústria ao permitir a importação de máquinas, equipamentos e componentes sem similar fabricado no país. Além dos ex-tarifários, o Gecex zerou a alíquota de importação para 20 insumos utilizados pelos setores industrial e agropecuário, bem como para dois produtos finais. As isenções abrangem itens ligados às áreas de saúde, energia, eletrodomésticos, setor automotivo e alimentação animal, entre outros segmentos.
COMÉRCIO PARANAENSE CRESCEU QUASE 3% EM 2025
O comércio paranaense fechou 2025 com alta de 2,8% no acumulado de janeiro a dezembro, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo melhor resultado pós-pandemia, atrás apenas de 2024, que terminou com 3,1% de crescimento. O resultado do ano passado também é superior à média nacional no mesmo período, que foi de 1,6%. A atividade com maior crescimento nas vendas no ano foi móveis e eletrodomésticos, com 10,7%, sendo que somente no setor de eletrodomésticos a alta foi de 15,3%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto que tecidos, vestuário e calçados tiveram 4,7% a mais de vendas em 2025. O setor de hipermercados e supermercados cresceu 2,9%. O bom momento do setor também foi sentido na comparação entre dezembro de 2025 com o mesmo mês de 2024. A alta foi de 5%, mais que o dobro do registrado em nível nacional, de 2,3%. Neste recorte, móveis e eletrodomésticos cresceram 16,8% e, novamente quando desmembrado, eletrodomésticos teve alta de 21,7%, enquanto que o segmento exclusivo de móveis cresceu 4,9%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram altas similares, de 9,4% e 9,3%, respectivamente. Apenas o setor de combustíveis registrou queda no comparativo, com -2,1%.