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Foto: reproduçãoA Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou que vai intensificar a sua atuação no Ártico e na região circundante chamada de Extremo Norte. O anúncio é feito depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a possibilidade de que o seu país adquira a Groenlândia — território autônomo da Dinamarca.
Em nota divulgada quarta-feira, a Otan explica que está dando início ao que denomina de esforço de multidomínio — ou Sentinela do Ártico. Visando aumentar a capacidade dos aliados de atuar na região, a iniciativa inclui treinamento militar a cargo da Dinamarca e da Noruega.
Trump tem citado questões de segurança no Ártico, argumentando que navios de guerra russos e chineses estão “em toda parte”. No mês passado, na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente americano dialogou com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e eles definiram uma “estrutura de acordo futuro”, abrangendo todo o Ártico.
Rutte declarou quarta-feira: “Diante do aumento da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China pelo Extremo Norte, era crucial que fizéssemos mais.”
A disposição da Otan de se envolver ativamente na segurança do Ártico pode vir a dissipar as preocupações expressas por Trump.
com NHK