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António José Seguro e André Ventura disputam segundo turno presidencial. (Fotos: Divulgação)Portugal terá neste domingo (8) um segundo turno presidencial histórico, o primeiro em 40 anos, com pesquisas apontando para uma “vitória confortável” de António José Seguro, de centro-esquerda, sob o ultra direitista, André Ventura. Ainda assim, analistas avaliam que o pleito terá um peso político que vai além do resultado final, pois funcionará como um teste crucial para medir o grau de consolidação e os limites da extrema direita no sistema político português.
No primeiro turno, Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, obteve 23,5% dos votos e ficou em segundo lugar, superando candidatos tradicionais da centro-direita, inclusive o nome apoiado pelo partido do primeiro-ministro Luís Montenegro, enquanto Seguro, do Partido Socialista, liderou com 31,1%. Segundo especialistas, o desempenho do Chega rompeu uma tradição de alternância entre candidaturas para presidente de centro-direita e centro-esquerda e ampliou significativamente a visibilidade nacional do partido.
A campanha do segundo turno, porém, evidenciou os limites da candidatura de Ventura. Seu discurso radical levou partidos da centro-direita a declarar apoio a Seguro, dividindo a direita. Uma pesquisa do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica Portuguesa, divulgada na quarta-feira, mostra Seguro com 67% das intenções de voto, contra 33% de Ventura.
Ainda assim, especialistas destacam que a importância central da eleição está menos em quem vencerá e mais na margem da derrota do candidato da extrema direita. Um resultado robusto poderia reforçar a legitimidade política do Chega no Parlamento, onde o país vive hoje sob um governo minoritário de centro-direita.”
As informações são do jornal Valor Econômico.