
O estudo identificou 49 estúdios de desenvolvimento de jogos, além de uma cadeia produtiva formada por 1.372 empresas com CNAE principal ligado a games e 4.350 com CNAE secundário, envolvendo tecnologia, audiovisual, design e serviços digitais
O Sebrae/PR, em parceria com a Associação de Criadores de Jogos do Paraná (ACJPR), realizou pela primeira vez um mapeamento do ecossistema da indústria de games no estado. Concluído em 2025, o estudo identificou 49 estúdios de desenvolvimento de jogos, além de uma cadeia produtiva formada por 1.372 empresas com CNAE principal ligado a games e 4.350 com CNAE secundário, envolvendo tecnologia, audiovisual, design e serviços digitais. Os dados colocam o Paraná entre os quatro maiores polos do setor no Brasil, tanto em número de estúdios quanto em geração de renda. De acordo com o coordenador de TIC e Startups do Sebrae/PR, Rafael Tortato, o levantamento atende o fato de compreender, com base em evidências, a dimensão desse mercado no estado. “É um setor no qual ainda não havia uma atuação direta. O mapeamento permite entender se existe densidade e relevância suficientes para planejarmos junto com esse ecossistema, iniciativas direcionadas”, explica. O estudo mostra que a indústria de games opera como uma engrenagem da economia criativa, conectando diferentes perfis profissionais em uma mesma cadeia produtiva. Além dos desenvolvedores, os estúdios demandam designers, profissionais de narração, marketing e empresas especializadas em divulgação. “É uma atividade que articula criatividade, tecnologia e conhecimento, com impactos que se espalham por outros segmentos”, afirma Tortato.
FEIRÃO DE EMPREGOS E CURSOS
Nesta quinta-feira (5), a Associação Evangelizar é Preciso vai realizar mais um Feirão de Empregos e Cursos, ação social feita em parceria com empresas, Prefeitura de Curitiba e Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, para encaminhar candidatos a vagas de trabalho e cursos gratuitos. Para a edição de fevereiro, estão disponíveis 3.299 vagas de emprego para trabalhar em Curitiba e Região Metropolitana, incluindo oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PcD). O feirão terá a participação da HR Expert Soluções em Recursos Humanos, Supermercados Condor, Inova Recursos Humanos, ISBET - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Educação, Supermercados Angeloni, Grupo Mariah Recursos Humanos, Grupo GPS – Serviços de Terceirização, Agilidade soluções em Recursos Humanos, Gerar - Geração de Emprego, Renda e Apoio ao Desenvolvimento Regional, Imediatta Recursos Humanos, do SINE – Sistema Nacional de Emprego e URBS – Urbanização de Curitiba. Além do Sine Móvel, unidade itinerante de serviços da Prefeitura de Curitiba para quem está procurando emprego, a ação terá a participação do URBS Móvel, micro-ônibus que atende serviços da Urbanização de Curitiba (Urbs), para emissão de cartão transporte, recarga e atendimentos do Projeto "Tarifa Zero a Caminho do Emprego", que concede gratuidade no transporte coletivo da capital para candidatos que precisam se deslocar para processos seletivos ou entrevistas de trabalho.
DESPREPARO PARA A REFORMA TRIBUTÁRIA
Uma pesquisa recente com empresas brasileiras revela um cenário preocupante às vésperas da Reforma Tributária: 97% das empresas afirmam não se sentir preparadas para as mudanças e 69% ainda não iniciaram qualquer tipo de adaptação. O dado acende um alerta especialmente entre micro e pequenos empreendedores, que já enfrentam perdas financeiras provocadas por falhas de gestão e falta de organização. O levantamento realizado pela GestãoClick ouviu 234 empresas brasileiras, com coleta realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 6 pontos percentuais. Segundo a análise, o principal problema não está no imposto novo, mas na desorganização interna, que amplifica os riscos e os custos da transição tributária. Segundo a análise, o maior risco para as empresas não está no imposto novo, mas na desorganização da gestão, que já provoca perdas financeiras antes mesmo da Reforma entrar em vigor. O estudo mostra que 53% das empresas sabem que a Reforma vai impactar seus negócios, mas não sabem exatamente como, e 34% não conseguem avaliar onde ocorrerá esse impacto, o que compromete decisões estratégicas sobre preço, margem e planejamento financeiro.
CONFERÊNCIA DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS
A 9º Conferência da Abrapch – Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e de Centrais Geradoras Hidrelétricas – que será realizado entre os dias 24 e 26 de fevereiro de 2026, em Foz do Iguaçu (PR), irá debater os temas mais atuais para o setor no país como, por exemplo, a reforma e modernização do Setor Elétrico Brasileiro, à participação das pequenas hidrelétricas na matriz nacional, à valorização dos atributos das fontes despacháveis e à sustentabilidade socioambiental das PCHs, incluindo sua contribuição para a redução de emissões e preservação de recursos hídricos. Com palestras e painéis conduzidos por especialistas renomados, a conferência abordará temas estratégicos com as maiores autoridades do setor. Além dos painéis técnicos, a 9º Conferência da Abrapch contará com feira de exposição com as mais recentes tecnologias e serviços, encontros institucionais e oportunidades de networking, consolidando-se como um espaço de articulação estratégica para o setor. "A Conferência é um ponto de convergência entre conhecimento técnico, diálogo institucional e construção de soluções. É ali que o setor se organiza, se fortalece e contribui de forma concreta para um futuro energético mais seguro, sustentável e economicamente viável para o Brasil", conclui Alessandra Torres, presidente da Abrapch.
VISITAS À USINA DE ITAIPU CRESCEM EM JANEIRO
Janeiro de 2026 começou com números animadores para o turismo na Itaipu. O Complexo Turístico recebeu 63.397 visitantes ao longo do mês, superando a meta estabelecida e registrando um crescimento de 7,24% em relação a janeiro de 2025. O resultado confirma a trajetória de crescimento observada em 2025, quando mais de 519 mil pessoas visitaram o atrativo. Em janeiro, o público que visitou a Itaipu foi majoritariamente nacional, com quase metade dos visitantes oriundos do Paraná, seguida por turistas de São Paulo e Santa Catarina. No cenário internacional, Argentina e Paraguai se destacaram como os países que mais enviaram visitantes à Usina. Segundo o diretor de Turismo do Itaipu Parquetec, Yuri Benites, o desempenho registrado em janeiro confirma o bom momento vivido pelo Turismo Itaipu e a atratividade permanente de Foz do Iguaçu para visitantes de diferentes regiões.
EFEITO DA ISENÇÃO DO IR SÓ APARECERÁ EM 2027
A reformulação da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), em vigor desde o início de 2026, altera de forma relevante a tributação sobre salários no Brasil. A principal mudança é a eliminação do imposto mensal para rendas de até R$ 5 mil, acompanhada de um modelo de redução progressiva do desconto para quem recebe até R$ 7.350. O impacto começa a ser percebido nos pagamentos feitos a partir de fevereiro e deve alcançar milhões de contribuintes ao longo do ano, contudo, apenas em 2027 o novo modelo será integralmente refletido no ajuste anual. O novo desenho da tabela amplia significativamente a faixa de renda com tributação reduzida, corrigindo uma distorção histórica: até então, a isenção estava restrita a valores próximos ao salário mínimo. Agora, trabalhadores formais, servidores públicos, aposentados e pensionistas passam a ter maior previsibilidade de renda líquida, inclusive em pagamentos como o décimo terceiro salário. Para André Bobek, sócio-fundador da Mhydas Planejamento Financeiro, a mudança representa um avanço importante, mas está longe de significar uma simplificação do sistema. “O governo redesenhou a entrada do imposto, mas não mexeu na engrenagem como um todo. O contribuinte sente o alívio no mês a mês, porém continua sujeito a um modelo complexo de apuração anual”, afirma.
CAI A CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS PARANAENSES
Os empresários do comércio paranaense iniciaram 2026 com redução no nível de confiança. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), recuou 2,8% em relação a dezembro e marcou 100,6 pontos em janeiro. Na comparação com janeiro de 2025, o indicador apresenta queda mais expressiva, de 7,2%. O movimento no Paraná contrasta com o cenário nacional, onde o ICEC avançou 0,9% em janeiro, alcançando 103 pontos. Ainda assim, mesmo com a alta mensal, o índice nacional permanece 3,8% abaixo do patamar registrado no início de 2025, indicando que a recuperação da confiança dos comerciantes segue limitada no país. No estado, o componente que mais contribuiu para o recuo do indicador foi o de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC), que expressa a percepção sobre o futuro dos negócios. O índice caiu 6,7% em relação a dezembro e 10,2% na comparação anual, atingindo 122,0 pontos. O resultado sinaliza maior cautela do empresariado diante das perspectivas econômicas para os próximos meses.
LIDE PREPARA AÇÕES ESTRATÉGICAS NO PR
Ao longo de 2025, o LIDE Paraná reuniu mais de 4.600 lideranças empresariais de 1.800 empresas, consolidando-se como o maior ecossistema de negócios do Estado. Para 2026, a organização apresenta um posicionamento que conecta experiência, visão estratégica e capacidade real de decisão, em um ambiente onde líderes que fizeram história encontram os líderes que vão decidir o futuro. Com uma programação distribuída ao longo de todo o ano e alinhada aos grandes temas do cenário econômico e empresarial, o LIDE Paraná reforça seu papel como plataforma estratégica de conexão, influência e antecipação, ao promover o diálogo entre passado, presente e futuro para impulsionar o desenvolvimento do estado. A agenda amplia e aprofunda o impacto de iniciativas já consolidadas, como almoços-debate, comitês temáticos e fóruns, que reúnem lideranças empresariais, políticas e institucionais para discutir economia, setor produtivo e desenvolvimento nacional. O ecossistema aposta em uma dinâmica estratégica voltada ao aprofundamento das discussões e à construção de soluções práticas para os desafios contemporâneos das organizações.