Empreender sem IA é como “correr maratona de chinelo”
Profissionalização e uso de inteligência artificial serão prioridade para quem já tem ou pretende abrir um negócio
04/02/2026 às 14:53
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O cenário para quem deseja abrir o próprio negócio no Brasil em 2026 é marcado por um paradoxo: ao mesmo tempo em que as barreiras tecnológicas diminuíram e estão mais acessíveis, a exigência por profissionalismo nunca foi tão alta. 

De janeiro a novembro de 2025, 4,6 milhões de novos pequenos negócios foram iniciados no Brasil. Do total de empresas abertas, 97% são pequenos negócios - sendo 77% microempreendedores individuais (MEI), 19% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Dados do Sebrae mostram ainda que quase 40% dos brasileiros adultos pretendem abrir um negócio nos próximos três anos; um dos índices mais elevados do mundo.

Diante desse cenário, o empreendedor atual precisará ir além do improviso e adotar uma postura mais profissional desde o primeiro dia, avalia Alan Sales da Fonseca, especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). 

“Quem quiser empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos que já estão em curso. O uso de tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial (IA), muda completamente a estrutura de custos e a capacidade de execução de um negócio”, afirma. 

Posição semelhante tem Fabricio Pelloso, head de Inovação e coordenador do Integrow, ecossistema do Grupo Integrado voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Para ele, o ambiente de negócios em 2026 será moldado pela convergência entre políticas de inovação, tecnologias exponenciais cada vez mais acessíveis e consumidores mais conscientes. “Startups e novos negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a sair na frente”, destaca.

A adoção intensiva de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento, marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume Fonseca.
 

A recomendação dos especialistas para o empreendedor neste ano é inverter a lógica tradicional: em vez de focar no produto, deve-se focar no problema que deseja resolver. “Validar ideias em pequena escala e estruturar um plano financeiro básico são atitudes que reduzem riscos”, sugere Fabricio Pelloso.

“O mercado que se desenha é fértil, mas seletivo. A receita para a longevidade, ao que tudo indica, combina três ingredientes: disciplina de gestão, visão de oportunidade e abertura radical às novas tecnologias”, complementa Alan Sales da Fonseca. 

Apolar avança na transformação digital do mercado imobiliário



A Apolar Imóveis se destaca como uma das redes imobiliárias mais inovadoras do país ao investir de forma estruturada no uso de inteligência artificial aplicada ao atendimento, relacionamento com clientes e suporte à rotina comercial. O uso da tecnologia amplia a eficiência dos processos, melhora a experiência do consumidor e fortalece a atuação dos corretores em um mercado cada vez mais competitivo.

A rede utiliza a inteligência artificial como parte da estratégia de atendimento digital, integrando automação, dados e relacionamento humano. O modelo permite respostas mais ágeis, acompanhamento contínuo dos clientes e maior capacidade de escala, sem perder a personalização, um dos principais desafios do setor imobiliário. E quando necessário, o direcionamento é feito para atendimento humano.

Para o CEO da rede de franquias, Gutemberg Raicherth, o uso da inteligência artificial é uma decisão estratégica que vai além da automação. “A inteligência artificial é uma aliada para qualificar o trabalho dos corretores, otimizar processos e oferecer uma jornada mais eficiente para o cliente. Nosso foco é usar a tecnologia como ferramenta de apoio à tomada de decisão e à geração de resultados, sempre com o fator humano no centro da operação.”

O desempenho da Apolar no ambiente tecnológico foi reconhecido nacionalmente durante o “Conversas Lais”, em dezembro de 2025, encontro do mercado imobiliário brasileiro, focado em tecnologia e atendimento ao cliente. A empresa paranaense foi reconhecida pelo maior volume de atendimentos por inteligência artificial do país, um total de 100 mil. 
 
Senior Sistemas está com mais de 100 vagas abertas

A Senior Sistemas, uma das maiores empresas de software de gestão do Brasil, inicia 2026 com um amplo movimento de atração de talentos. A companhia está com mais de 100 vagas abertas em todo o país, contemplando diferentes áreas, níveis de experiência — de estudantes a profissionais seniores — e formatos de atuação, incluindo vagas presenciais, híbridas e remotas.

As posições estão distribuídas por cidades estratégicas como Blumenau (SC), São Paulo (SP), Itu (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Aparecida de Goiânia (GO) e Recife (PE), entre outras localidades. Essa abrangência reflete a presença nacional da empresa e o crescimento contínuo de seus negócios. Há oportunidades em frentes como tecnologia e desenvolvimento de software, dados, suporte, produto, comercial, marketing, operações e áreas corporativas.

“Buscamos pessoas inquietas que queiram crescer junto com a Senior e que se sintam motivados a aprender, colaborar e propor novas ideias. Nosso ambiente valoriza as pessoas, o trabalho em equipe e a construção de soluções que fazem sentido e geram propósito para a vida e a carreira de cada colaborador", destaca Vanessa Rabe, head de Talent Acquisition da Senior.
 
Curso de Inteligência Artificial da FESP recebe Nota 5

FESP – Faculdade de Educação Superior do Paraná, a primeira faculdade do estado e instituição com quase 90 anos de tradição, acaba de conquistar Nota 5, a avaliação máxima do MEC, para seu curso presencial de Inteligência Artificial (IA). A nota máxima reconhece aspectos como a estrutura do curso, a formação do corpo docente e a proposta pedagógica apresentada à comissão avaliadora. 

Com dois anos e meio de duração e carga horária distribuída entre disciplinas teóricas, laboratoriais e práticas extensionistas, o curso de IA da faculdade prevê o desenvolvimento de projetos práticos e alinhados a demandas reais do mercado. 

Além disso, a matriz curricular do curso de Inteligência Artificial da FESP proporciona uma formação multidisciplinar, com disciplinas voltadas à prática e à análise de dados. 
 
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