Opus Tech registra crescimento de 54% e reforça expansão
Empresa amplia faturamento, base de clientes e projeta investimentos estratégicos para 2026
28/01/2026 às 12:16
Junior Machado, CEO da Opus Tech
A Opus Tech, empresa curitibana especializada em soluções de tecnologia e infraestrutura em cloud e cibersegurança, encerrou 2025 com um crescimento expressivo de 54%, com direito a aumento de 89% em novas receitas recorrentes conquistadas no ano em relação ao ano anterior. Fundada em 2016 por Júnior Machado, a empresa, que ainda conta com o atual CEO na direção, segue ampliando sua presença e reforçando uma estratégia consistente de crescimento e expansão.

O desempenho da empresa acompanha um cenário de forte evolução do mercado de cloud no Brasil. O mercado brasileiro de computação em nuvem deve alcançar US$120,1 bilhões até 2030, com taxa média de crescimento anual de 22,4% entre 2025 e 2030, segundo relatório da Grand View Research. Outro levantamento, da Fortune Business Insights, aponta que o país pode atingir um mercado de US$77,5 bilhões até 2032, com crescimento médio de 18,3% a partir de 2025. Além disso, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) destaca que o Brasil segue entre os principais mercados de tecnologia do mundo, impulsionado pela digitalização e pela necessidade de infraestrutura robusta e segura.

Esse contexto tem sido decisivo para a expansão da Opus Tech. “2025 foi um ano de consolidação e avanço para nós. Crescemos em faturamento, na conquista de receita adicional, ampliamos nossa base de clientes e reforçamos nossa capacidade operacional. Esse movimento está totalmente alinhado ao crescimento do mercado de tecnologia no Brasil, que vem se fortalecendo ano após ano, com empresas investindo mais em cloud, segurança, escalabilidade e alta performance”, afirma Junior Machado, CEO da Opus Tech.

Com data centers em Curitiba e Miami desde 2016 e a nova operação inaugurada em São Paulo em 2025, a Opus Tech ampliou sua cobertura nacional e fortaleceu sua estrutura para atender empresas de diferentes portes e segmentos. “Estamos inseridos em um mercado que segue em forte expansão, com projeções extremamente positivas. O Brasil pode chegar a um mercado de cloud superior a US$100 bilhões nos próximos anos, o que reforça a confiança das empresas na tecnologia e também nos motiva a continuar investindo. Nosso crescimento é resultado direto da confiança dos clientes e da consistência do nosso trabalho”, complementa Machado.
 
Marketing 2026: entre a IA e o pensamento humano

O ano de 2026 deve marcar uma virada importante no mercado de marketing e comunicação. As transformações aceleradas pela inteligência artificial, pela mudança do comportamento do consumidor e pelo amadurecimento das plataformas digitais vão exigir que empresas adotem modelos mais inteligentes, ágeis e, sobretudo, mais humanos de se comunicar. A análise é do especialista em marketing e estratégias de negócios Frederico Burlamaqui, que ressalta: o futuro do setor não pertence aos entusiastas cegos da tecnologia, mas a quem souber equilibrar inovação com pensamento crítico.

Para Burlamaqui, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar diretamente no apoio às decisões estratégicas, especialmente no processamento de grandes volumes de dados, análises preditivas e leitura de cenários complexos. No entanto, ele faz uma ressalva importante: “Não somos contra a IA, mas somos absolutamente contra a substituição do capital intelectual humano. Estratégia não se automatiza. Ela se constrói”.

Segundo o especialista, há um entusiasmo excessivo do mercado em delegar à IA tarefas que exigem sensibilidade, repertório e visão de contexto. “Existe a ilusão de que a tecnologia resolve tudo. Em 2026, as marcas que se destacarão serão aquelas que usarem a IA com parcimônia, como ferramenta de apoio, e não como atalho criativo”, afirma.

Burlamaqui defende um marketing mais artesanal, no qual processos estratégicos, criação de conceitos, posicionamento de marca e produção de conteúdo permanecem essencialmente humanos. “Não utilizamos imagens geradas por IA, por exemplo. Preferimos contratar fotógrafos, equipes criativas e profissionais especializados. Redação, design e direção criativa precisam de gente, de olhar, de vivência. A IA entra onde ela realmente agrega: na análise de dados e na leitura de padrões”, explica.

Inovação: Estudantes desenvolvem curativos biodegradáveis



A acne, problema comum na vida de muitos adolescentes, virou tema de pesquisa científica de um grupo de estudantes do interior do Paraná. A partir de testes em laboratório, estudos sobre plantas medicinais e experimentações orientadas, eles desenvolveram curativos biodegradáveis com ativos naturais, uma solução inovadora que uniu saúde, sustentabilidade e ciência aplicada ainda na escola.

A experiência, vivenciada por jovens que participam da Academia Donaduzzi, instalada no Biopark, em Toledo, resultou em um projeto reconhecido em feiras científicas de alto nível, com a conquista de três medalhas de ouro, uma medalha de prata na Feira do Núcleo de Altas Habilidades da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED) e ficou entre os 10 projetos finalistas da Maratona de Empreendedorismo Jovem, conquistando uma imersão em São Paulo. A proposta consiste em curativos de baixo custo e fácil acesso, produzidos com ativos naturais extraídos de plantas e cascas com compostos bioativos, explorando propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, cicatrizantes e calmantes para auxiliar no tratamento da acne.

O projeto é um dos destaques de 2025, ano em que a Academia Donaduzzi encerra com mais de 25 premiações obtidas por seus estudantes em olimpíadas do conhecimento, feiras científicas e mostras de inovação no Brasil e no exterior. Os resultados evidenciam o potencial de um modelo educacional baseado em metodologias ativas, aprendizagem prática e estímulo às aptidões individuais, no qual o aluno assume um papel central no processo de aprendizagem.

Celepar moderniza autenticação de serviços públicos



O uso de inteligência artificial e biometria tem se expandido rapidamente na esfera pública brasileira, com aplicações que vão desde o cruzamento automatizado de dados para auditorias e detecção de fraudes até o aprimoramento de processos de atendimento ao cidadão. No Paraná, essa evolução ganhou força com um projeto da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), desenvolvido com tecnologias da SUSE. 

Com mais de mil colaboradores, a estatal é responsável por desenvolver e gerenciar sistemas que sustentam serviços essenciais de áreas como saúde, segurança e educação em todo o estado. A partir de um gargalo identificado na verificação manual de identidades de cidadãos que precisam acessar serviços estaduais, a companhia criou uma solução de validação automática que utiliza algoritmos de inteligência artificial para comparar imagens e confirmar o acesso de forma segura, reduzindo o tempo de autenticação e ampliando o alcance dos serviços digitais do governo.

A construção da plataforma foi viabilizada com o SUSE Linux Enterprise Server, que oferece uma base segura e otimizada para cargas de trabalho de inteligência artificial, e o SUSE Rancher Prime, que centraliza e simplifica o gerenciamento de ambientes Kubernetes. A solução adota uma arquitetura moderna baseada em contêineres e processamento acelerado por GPU, criando o ambiente ideal para executar modelos de IA e aprendizado de máquina em larga escala.

Com essa combinação, já é possível observar o alto desempenho e a escalabilidade que a mudança proporcionou à operação. “Nosso serviço biométrico gerencia cerca de 35.000 chamadas de API por mês, mas temos um roadmap para escalar para mais de 130.000 chamadas de API mensais à medida que mais agências incorporam a solução em seus fluxos de trabalho. Sem o suporte nativo a GPUs do SUSE Rancher Prime, teria sido extremamente difícil alcançar este marco”, afirma Rafael Rudnik, analista de sistemas da Celepar.
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