IGP-M teve variação negativa e vai influenciar no reajuste de aluguéis
27/01/2026 às 05:00
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve desempenho negativo em 2025, fechando o ano em -1,05%

Um dos principais indicadores utilizados para corrigir os contratos de locação, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve desempenho negativo em 2025, fechando o ano em -1,05%. Na prática, isso significa que os reajustes de aluguel previstos para janeiro de 2026 não sofrerão correção.  A guinada negativa no acumulado dos últimos 12 meses do IGP-M começou em novembro de 2025. A especialista em locação imobiliária Agni Aguiar, que também é fundadora da Asa Imobiliária, explica que o índice de correção negativo não gera redução de valor no aniversário do contrato, mas é uma janela de oportunidade para quem em fase de renovação neste período.  “O locatário não sofrerá aumento no valor do aluguel, mesmo em um cenário de inflação de preços”, diz, ao destacar que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, fechou o ano com alta de 4,41%. A especialista lembra que, em virtude das férias, em janeiro, aumenta a movimentação de mudanças, mas se a motivação da troca de imóvel for preço, a renovação por ser mais interessante.  “O mesmo vale para os imóveis comerciais, sendo a vantagem ainda maior”, diz ao destacar que os serviços e produtos oferecidos pelas empresas provavelmente sofrerão majoração, enquanto a despesa com o imóvel permanecerá a mesma. Por outro lado, para aqueles em que a mudança é inevitável, a dica é buscar a negociação na hora de fechar contrato com o novo imóvel. 
SEBRAE ESTARÁ NO SHOW RURAL COOPAVEL
O Sebrae/PR confirma presença na 38ª edição do Show Rural Coopavel com estande próprio, onde fará atendimento direto ao público no Espaço Sebrae, no pavilhão do Show Rural Digital. A ação é voltada para pequenos empreendedores que já atuam no mercado ou mesmo para quem deseja abrir um negócio. Paralelamente, também acontecerão ações envolvendo inovação, tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios. O gerente da Regional Oeste do Sebrae/PR, Augusto Stein, destaca que a iniciativa reforça o compromisso da instituição com o fortalecimento dos pequenos negócios e o aproveitamento do potencial econômico da região, especialmente no agro. “Vamos levar ao estande o atendimento que o Sebrae já realiza ao longo do ano em seus escritórios, direcionado às micro e pequenas empresas. Será um atendimento mais ágil, mas essencial tanto para quem já empreende quanto para quem deseja iniciar um pequeno negócio”, afirma Stein.
SIMPLES NACIONAL NÃO VAI ACABAR
A Reforma Tributária, aprovada para simplificar o sistema de impostos sobre o consumo no Brasil, levanta uma dúvida recorrente entre empreendedores: o Simples Nacional vai acabar? A resposta é não. O regime voltado às micro e pequenas empresas está preservado no novo modelo, mas passará por mudanças importantes que exigem atenção e planejamento por parte dos negócios enquadrados nessa modalidade. Na prática, o Simples Nacional continuará existindo como regime diferenciado de arrecadação, mantendo a unificação de tributos e a lógica de simplificação para empresas com faturamento anual de até R$4,8 milhões. No entanto, com a criação do IVA dual, formado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios, surgem novos cenários especialmente para empresas prestadoras de serviços e para aquelas que atuam em cadeias mais complexas.
INFLAÇÃO DE 2025 EM CURITIBA FICA ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL
A inflação em Curitiba e na Região Metropolitana encerrou 2025 abaixo da média nacional e dentro do limite definido para o período. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano com alta de 3,84% na capital paranaense e municípios do entorno, enquanto a inflação brasileira atingiu 4,26%. O resultado ficou abaixo do teto da meta para o ano, fixado em 4,50%, e indica um cenário de maior controle inflacionário ao longo de 2025 na região. Na leitura regional, a maior pressão inflacionária mensal esteve concentrada no grupo Despesas Pessoais, que avançou 1,21%. O resultado foi influenciado principalmente por reajustes em serviços ligados ao lazer e ao turismo, como hospedagem, com alta de 4,29%, cinema, teatro e concertos, que subiram 3,38%, e pacotes turísticos, com elevação de 2,79%, refletindo a sazonalidade típica do período. No acumulado de 2025, os maiores aumentos de preços em Curitiba e Região Metropolitana concentraram-se em alimentos industrializados e bebidas. O café moído teve a maior alta do ano, com elevação de 36,42%, seguido por chocolate em barra e bombom, com aumento de 32,58%. Entre os itens in natura, destacaram-se mamão, com elevação de 24,94%, e cenoura, que subiu 20%. No setor de serviços, hospedagem acumulou alta de 16,06% ao longo do ano.
FEIJÃO E ARROZ TIVERAM AS MAIORES QUEDAS
As maiores quedas de preços no acumulado do ano ocorreram nos alimentos básicos. O feijão preto registrou recuo de 32,43%, o arroz caiu 29,89% e o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou deflação de 27,02%. Também contribuíram para a desaceleração da inflação regional as quedas no preço do azeite de oliva, com retração de 19,32%, e do leite longa vida, que ficou 19,22% mais barato. Na análise mensal, dezembro apresentou dinâmica distinta entre o cenário nacional e o regional. Enquanto o IPCA registrou alta de 0,33% no Brasil, Curitiba e Região Metropolitana tiveram leve deflação de 0,02% no último mês do ano. Entre os itens que mais subiram na região em dezembro estão passagem aérea (+18,59%), cheiro-verde, (+10,32%), repolho (+9,51%), mamão (+7,58%) e transporte público (+6,92%), refletindo fatores sazonais e ajustes específicos de oferta e demanda. Por outro lado, as maiores quedas de preços no mês foram observadas em hortaliças e frutas, como pepino, que recuou 16,58%, manga, com queda de 11,09%, alface, que ficou 9,39% mais barata, melancia, com redução de 8,22%, e tomate, com queda de 8,16%.
CRÉDITO NO VAREJO CRESCEU NO FIM DE 2025
Mesmo em um ambiente de consumo pressionado por juros elevados e alto nível de endividamento das famílias, o crediário voltou a ganhar relevância no varejo brasileiro no fim de 2025. Dados inéditos da Top One Financeira, empresa especializada na concessão de empréstimos por meio de crediário (CDC) e empréstimo pessoal (EP), mostram que as vendas financiadas pela empresa cresceram 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. Em dezembro, cerca de 40 mil consumidores buscaram crédito nos pontos de venda atendidos pela companhia, mas 19 mil estavam negativados, o que reduziu a base elegível para compra. Entre os clientes com CPF regular, 45% tiveram o crédito aprovado. No período, o volume de crédito demandado chegou a R$ 130 milhões, com ticket médio de R$ 1.600, praticamente estável frente a 2024, com leve alta de 2,2%, em linha com a inflação dos produtos. Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, o desempenho reflete um ajuste no comportamento do consumidor e no próprio mercado. “O consumo não parou, mas ficou mais racional. Com juros elevados e renda comprometida, o consumidor passou a analisar com mais critério o impacto das parcelas no médio e no longo prazo. Por isso, o crediário se fortaleceu por oferecer previsibilidade, prazos claros e maior controle financeiro, sobretudo em compras de bens duráveis, que exigem planejamento e decisões mais conscientes”, afirma. O crescimento ocorreu mesmo com critérios mais rigorosos de concessão. Entre os consumidores aptos a comprar, menos da metade teve o crédito aprovado, em razão do não atendimento a parte dos critérios exigidos para a concessão, patamar semelhante ao de 2024. Ainda assim, a base de lojistas segue em expansão: atualmente, a empresa mantém mais de 3 mil pontos de venda no país.
BRASILEIRO DECLARA RENDA MAIOR NA HORA DE PEDIR CRÉDITO
A maioria dos brasileiros não declara a renda real ao solicitar crédito. Segundo novo estudo da klavi, empresa especializada em inteligência via Open Finance, 59% das pessoas superdeclaram a própria renda ao pedir financiamento. A análise, que considerou mais de 2 mil solicitações de crédito veicular feitas entre dezembro de 2023 e abril de 2025, mostra ainda que, entre quem ganha até dois salários mínimos, 84% inflacionam seus rendimentos e o aumento médio chega a 100%. Na média geral, a diferença entre a renda declarada e a renda real observada via Open Finance é de 24%. Essas distorções aparecem em todas as faixas de renda, embora com intensidades diferentes. A prática também se reflete na escala do exagero: 32% dos brasileiros declaram ganhar o dobro do que realmente ganham, 15% afirmam receber três vezes mais e 8% chegam a declarar quatro vezes sua renda real.
SAFRA DE ALGODÃO NO BRASIL DEVE SER MENOR
A estimativa para a produção brasileira de algodão em janeiro permanece em 3,7 milhões de toneladas, mantendo o mesmo volume projetado no relatório de dezembro da StoneX, empresa global de serviços financeiros. Apesar da estabilidade mensal, o número representa uma queda de 11% em comparação à safra 2024/25. Segundo o analista de Mercado Raphael Bulascoschi, a StoneX segue acompanhando de perto o avanço da produtividade, enquanto a redução de 110 mil hectares na área cultivada se mostra condizente com o cenário atual da cultura no país. Nos últimos dias, o plantio de algodão tem ganhado ritmo, impulsionado pelo avanço da colheita da soja no Mato Grosso, movimento que abre espaço para a semeadura da segunda safra de algodão no estado. Embora o ritmo esteja mais acelerado que no ano anterior, Bulascoschi ressalta que chuvas irregulares e atrasos nos estágios iniciais do ciclo da soja ainda provocam lentidão pontual na implantação da cultura.
CONCESSIONÁRIA MERCEDES COMPLETA 20 ANOS DE ATUAÇÃO
A Savana, concessionária Mercedes-Benz do Grupo Águia Branca, completa 20 anos no dia 3 de fevereiro de 2026, consolidando sua atuação como parceira estratégica do transporte de cargas e passageiros no Sul e Sudeste do país. A empresa construiu uma trajetória marcada pela confiança, proximidade com o cliente e oferta de soluções que conectam produtos, serviços, tecnologia e suporte especializado. Ao longo dessas duas décadas, a concessionária expandiu e estruturou sua operação por meio de uma rede de atendimento que alcança 57 cidades no Paraná, 49 em Santa Catarina e 13 em São Paulo. Com lojas em pontos estratégicos e suporte contínuo para quem está na estrada, a Savana oferece caminhões extrapesados, ônibus, vans Sprinter, peças genuínas, linhas multimarcas e produtos remanufaturados, além de serviços de manutenção preventiva e corretiva. Segundo Eugenio Ramiro, diretor Comercial, a jornada da Savana reflete uma atuação pautada pelo relacionamento de longo prazo. "Nossa história foi construída com foco nas pessoas, na eficiência operacional e na confiança que clientes e parceiros depositam em nós para manter suas operações em movimento. Por isso, ao longo deste ano, vamos celebrar com muito orgulho nossa trajetória", afirma.
 
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