Setor de beleza e cuidados pessoais do Brasil exporta mais de US$ 1 bi em 2026
23/01/2026 às 05:00
O desempenho do setor representa um crescimento expressivo de 20,1% em comparação ao ano anterior

O setor de Beleza e Cuidados Pessoais, que representa cerca de 2% do PIB nacional e posiciona o Brasil como o 3º maior mercado consumidor do mundo, alcançou em 2025 um marco histórico ao ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em exportações, reforçando o papel estratégico do país no cenário global. O resultado, o melhor desde o início da série histórica em 1997, ocorre no mesmo ano em que o setor lança seu novo posicionamento voltado ao cuidado integral (físico, mental e social) dos consumidores. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) compilados pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o total exportado somou US$ 1,061 bilhão no acumulado de janeiro a dezembro de 2025. O desempenho do setor representa um crescimento expressivo de 20,1% em comparação ao ano anterior, quando as exportações somaram US$ 884 milhões. Esse salto reforça a resiliência da indústria nacional de Beleza e Cuidados Pessoais diante dos desafios globais, além de demonstrar a crescente aceitação da tecnologia e da biodiversidade brasileira no exterior.
LARANJA TEM QUEDA DE PREÇO NAS CEASAS
Os preços da laranja e da maçã se demonstraram estáveis em dezembro de 2025 na média das 11 principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, com sutil variação negativa nas médias ponderadas da fruta cítrica e leve oscilação positiva no fruto pomáceo. As informações integram o 1º Boletim Prohort de Janeiro/2026, edição que traz dados de Dezembro/2025, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acompanha a comercialização de hortigranjeiros com maior representatividade no consumo nacional nos principais entrepostos do país. O preço médio da laranja apresentou uma leve variação negativa de -0,68%. A queda nos valores foi mais acentuada em praças como Rio Branco/AC (-35,08%) e Goiânia/GO (-12,78%), em um cenário de maior oferta do produto nos mercados atacadistas. Já no caso da maçã, a variação positiva foi sutil, de +0,64%, em um contexto de maior oferta paulista, demanda mais fraca e estoques da safra 2024/25 em fase final. As demais frutas analisadas no Boletim Prohort não seguiram o mesmo movimento de manutenção de valores e registraram aumento nos preços médios em dezembro do ano passado. A banana apresentou alta de 4,02% nas cotações das variedades nanica e prata provenientes das regiões Nordeste e Sudeste, influenciada pela menor oferta típica do período e pela melhora na qualidade do produto. 
MAMÃO TEVE FORTE ALTA
Seguindo a tendência de aumento, o mamão apresentou preços mais altos em 15,87%, causados pela menor disponibilidade de frutas com padrão superior de qualidade nas principais regiões produtoras. Por fim, a melancia registrou acréscimo médio de valor de 25,19%, mesmo com maior volume comercializado, sustentados pela boa qualidade das frutas e pelas temperaturas mais elevadas, que contribuíram para o aumento da demanda na primeira quinzena do mês.
AUMENTA O PREÇO DAS HORTALIÇAS
Entre as hortaliças analisadas na pesquisa, todas apresentaram aumento nos preços médios em dezembro. A batata registrou a maior elevação, com alta de 23,50% na média ponderada nacional, reflexo da redução da oferta causada pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita. Em algumas Ceasas, como na de Rio Branco/AC e no Rio de Janeiro/RJ, os preços subiram mais de 30% em relação a novembro/2025. A cebola manteve a trajetória de alta iniciada em outubro, com aumentos expressivos em mercados mais distantes das áreas produtoras do Sul, responsáveis pela maior parte do abastecimento nacional no período. Em Rio Branco/AC e Recife/PE, por exemplo, os preços apresentaram variação positiva superior a 50% em dezembro do ano passado. O tomate também registrou aumento relevante, de 15,06%, interrompendo a tendência de queda observada ao longo de grande parte de 2025. A alta esteve associada à transição entre safras e às oscilações típicas da oferta do produto, com variações significativas entre as Ceasas, como em Rio Branco/AC (+51,76%) e Recife/PE (+53,17) no último mês do ano. A cenoura demonstrou alta moderada nos preços médios, com acréscimo médio de 7,21%, mesmo com aumento da comercialização. Enquanto a alface teve elevação mais contida de 3,49%, influenciada pela maior demanda associada às temperaturas elevadas e pelos impactos climáticos sobre a qualidade das folhosas.
EXPORTAÇÃO DE FRUTAS É DESTAQUE
O Boletim também destaca o desempenho positivo das exportações brasileiras de frutas em 2025. No acumulado do ano, o país exportou cerca de 1,31 milhão de toneladas, crescimento de aproximadamente 20% em relação a 2024, com faturamento de US$ 1,56 bilhão. As vendas externas seguiram concentradas principalmente nos mercados europeu e asiático, com aumento do volume embarcado de produtos como manga, melão, melancia, banana e mamão.
VAREJO TEVE UMA TENTATIVA DE FRAUDE A CADA 2 MINUTOS EM 2025
Em um momento em que o varejo global acelera a aplicação de inteligência artificial para redesenhar sua arquitetura operacional — movimento amplamente discutido na NRF 2026 — os riscos de fraude também escalam em volume e sofisticação. De acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, o setor de varejo registrou 195.217 tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024. A leitura do indicador reflete uma mudança estrutural no setor: a IA deixa de atuar apenas como camada de experiência e passa a operar decisões cada vez mais autônomas ao longo da jornada de compra. Esse novo modelo amplia eficiência e reduz fricção, mas também cria um perímetro de risco mais complexo, no qual processos automatizados, jornadas mais fluidas e decisões em tempo real exigem uma infraestrutura robusta de confiança e identidade. Para o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, à medida que agentes de IA ganham autonomia e escala no varejo, a identidade se consolida como um ativo estratégico para sustentar a inovação com segurança.
FEIRA EXPO ÍNDIA
A Feira Expo Índia retorna à capital, no Shopping Curitiba, reunindo uma rica variedade de produtos artesanais de diferentes partes do mundo. Os visitantes encontram peças exclusivas de países como Índia, Lituânia, Turquia e Brasil, com opções que vão de decoração e moda a acessórios, por um bom preço. Entre os destaques da Índia estão os incensos a partir de R$ 10, pashminas a partir de R$ 120 e uma linha de trilhos de mesa, almofadas e capas, com preços a partir de R$ 70. O público também encontra vestidos, saias e pantalonas. Diretamente da Lituânia, a feira apresenta joias de âmbar, uma resina fóssil natural formada a partir da seiva de árvores pré-históricas, conhecida por sua beleza única, tons dourados e uso tradicional em joalheria.  Já da Turquia, chegam os tapetes artesanais, disponíveis em diversos tamanhos, cores e estilos, perfeitos para valorizar qualquer ambiente. Representando o Brasil, a Expo Índia traz semijoias com pedras brasileiras autênticas, com preços a partir de R$ 100, incluindo colares, conjuntos, anéis, brincos e muitas outras opções. A feira acontece na plataforma de eventos do shopping (piso L2), até o dia 27 de fevereiro.
ACP FAZ ACORDO DE COOPERAÇÃO NO PARAGUAI
Nesta semana, a Associação Comercial do Paraná (ACP) assinou um acordo de cooperação com a Unión Industrial Paraguaia (UIP), presidida por Enrique Duarte. "Nosso objetivo é fortalecer as relações bilaterais e comerciai do Estado do Paraná por meio da Associação Comercial do Paraná com o mercado e indústrias do Paraguai", diz o Presidente da ACP, Paulo Mourão. Como desdobramentos iniciais do acordo, estão a criação de grupos de trabalho que envolverão diversas áreas, dentre elas de negócios, câmaras setoriais e as áreas jurídicas de cada instituição, que serão responsáveis por auxiliar as empresas de cada país no desenvolvimento dos trabalhos. Pela ACP, o Diretor Jurídico Eduardo Stremel ressalta que "a credibilidade de ambas instituições, acompanhadas de uma segurança jurídica irá facilitar os negócios dos empresários dos dois países". A reunião foi acompanhada também pela empresária Rita Mourão, do setor moveleiro, e pelos Vice-presidentes da ACP, Eron Cunha e Cléber Amorim.
CERVEJA CORONA, DA AMBEV, É ELEITA A MARCA MAIS VALIOSA
A Corona foi eleita, pela terceira vez, a marca de cerveja mais valiosa do mundo, segundo o ranking global da Brand Finance. No Global 500 2026 Report, a cerveja mexicana premium da Ambev mantém a liderança da categoria de cervejas e segue entre as marcas mais valiosas do ranking global, refletindo a consistência do desempenho da marca e a evolução de seu valor em relação ao ano anterior. No Brasil, o portfólio premium da Ambev cresceu na casa dos 15% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a retomada da liderança da companhia nesse segmento estratégico. Nesse contexto, Corona apresentou crescimento consistente ao longo do período e figurou entre as marcas que mais impulsionaram a expansão do premium, contribuindo diretamente para a geração de valor da companhia e para o fortalecimento de sua atuação no mercado de maior valor agregado.
APOSENTADO BRASILEIRO NÃO ALCANÇOU ESTABILIDADE FINANCEIRA
A aposentadoria ainda não representa estabilidade financeira para os brasileiros. De acordo com uma pesquisa feita pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, 5 em cada 10 aposentados já precisaram recorrer ao crédito para pagar despesas, enquanto 35% costumam buscar crédito especificamente para cobrir gastos considerados essenciais. O levantamento feito especialmente para o Dia do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro, mostra também que 44% afirmam que o risco de endividamento aumentou após a aposentadoria. De acordo com o estudo, 46% dos entrevistados afirmam que o valor recebido da aposentadoria não é suficiente para manter o padrão de vida anterior, o que ajuda a explicar por que 46% relatam sentir mais instabilidade financeira durante essa fase da vida. Além disso, 44% têm receio de precisar de ajuda de outras pessoas para conseguir se manter, enquanto 33% enfrentam dificuldades para manter as contas básicas em dia, evidenciando a vulnerabilidade financeira desse grupo.
 
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