Estácio lança oito graduações inovadoras com IA
Portfólio é multidisciplinar, com forte ênfase em IA e machine learning e prepara para profissões que estão sendo criadas pela revolução tecnológica
14/01/2026 às 09:15
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A Estácio anunciou um movimento inédito no ensino superior brasileiro: o lançamento de oito graduações tecnológicas concebidas para preparar profissionais para carreiras emergentes, diretamente moldadas pela ascensão acelerada da inteligência artificial. O novo portfólio — multidisciplinar, digital e com forte ênfase em IA e machine learning — antecipa demandas que estão surgindo agora, em tempo real, e posiciona o país na vanguarda da formação de talentos para a economia do futuro.

As novas graduações são: Gestão do Design Comportamental, Terapêuticas Digitais, Automação de Conhecimento, Gestão de Mídias Sociais e Comunidades com IA, Produção Criativa com IA, Governança em IA e Auditoria Algorítmica, Gestão de Serviços para a Longevidade e Gestão da Transição Energética e Economia Verde. Os cursos já estão disponíveis no site da instituição, com início em fevereiro de 2026.

O projeto nasce como resposta direta a três grandes transformações simultâneas: o avanço de tecnologias generativas, a rápida criação de novas funções híbridas no mercado de trabalho e a necessidade de que instituições de ensino assumam protagonismo na formação para esse novo ciclo econômico. A Estácio propõe um modelo que combina rigor acadêmico, inovação metodológica e velocidade de execução.

“Não nos conformamos com a ideia de que ‘ninguém sabe quais serão as profissões do futuro’. Com base no melhor da ciência hoje, nos movimentos da tecnologia e no que está acontecendo no setor produtivo, temos como ajudar alunos e profissionais a navegar esse ambiente de construção”, explica o professor Marcos Lemos, diretor executivo de Ensino da Estácio. “Isso com todo o rigor de uma graduação, que é bem mais profundo e completo, e com nosso foco de sempre em qualidade e inserção profissional”, diz. 

A iniciativa consolida uma nova lógica de construção curricular. Após mapeamento de tendências globais, cada trilha foi desenhada para conectar bases científicas e metodológicas robustas com práticas profissionais emergentes. Segundo a instituição, o movimento representa uma inflexão: cursos superiores passam a formar não apenas para profissões estabelecidas, mas para territórios profissionais em formação.

As novas graduações tecnológicas são 100% digitais, assíncronas, com quatro períodos de duração e início previsto para fevereiro de 2026. Todos os currículos já foram autorizados pelo MEC. Sua concepção e produção utilizaram uma combinação de curadoria acadêmica de alto nível e técnicas avançadas de IA generativa, acelerando etapas e permitindo explorar dezenas de cenários profissionais emergentes.
 
Empresas ganham novo caminho para PD&I com startups pela HOTMILK



A Lei de Informática, atualizada em 2019 e hoje conhecida como Lei de TICs (Lei nº 13.969/2019), é um dos principais instrumentos de incentivo à pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil. Ela determina que empresas beneficiadas com incentivos fiscais invistam parte da receita bruta em atividades de P&D realizadas no país. O objetivo é ampliar a competitividade nacional e garantir que os recursos destinados aos benefícios tributários retornem à sociedade na forma de tecnologia, novos produtos e soluções.

No entanto, apesar do potencial, muitas companhias ainda enfrentam barreiras para acessar o mecanismo. A execução dos projetos exige estrutura técnica, compliance rígido e credenciamento junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), fatores que acabam limitando a aplicação dos recursos.

Foi a partir dessa lacuna que a HOTMILK, ecossistema de inovação da PUCPR, estruturou um novo modelo de incubação e aceleração de startups baseado na Lei de TICs. O programa nasce após o credenciamento da HOTMILK como incubadora do MCTI, o que a torna uma das instituições do país autorizadas a atuar como ponte entre empresas obrigadas a investir em P&D e startups capazes de desenvolver soluções sob medida.

Com isso, uma grande empresa pode destinar os recursos exigidos por lei à HOTMILK e, a partir desse investimento, acelerar uma startup que desenvolverá um produto ou tecnologia alinhada às suas demandas. O modelo transforma a obrigação legal em oportunidade de inovação aberta, unindo o ambiente corporativo, o empreendedorismo e a pesquisa acadêmica.

“O que estamos fazendo é traduzir uma legislação complexa em algo acessível e de impacto cotidiano”, afirma Thiago Moro, gerente de Growth e Estratégia da HOTMILK. “Agora, uma companhia pode cumprir suas metas de investimento em P&D sem precisar construir uma estrutura própria. Ela conecta seus desafios à nossa rede de startups, pesquisadores e centros tecnológicos da PUCPR, e o resultado é um novo produto, processo ou tecnologia.”

De acordo com dados da HOTMILK, já foram mapeadas 117 empresas e 118 startups com potencial de atuação pela Lei de TICs. No Paraná, 60 empresas foram identificadas como potenciais beneficiárias diretas da Lei. 

Crescimento da computação em nuvem acelera fusões no setor

A rápida digitalização no ambiente corporativo e o aumento da demanda por capacidade computacional e armazenamento de dados estão impulsionando o mercado brasileiro de computação em nuvem, que registrou faturamento de R$ 2,1 bilhões em 2024, segundo dados da AbraCloud, o que também reflete nas atividades de fusões e aquisições (M&A) no segmento.

De acordo com um levantamento da Redirection International, especializada em assessoria de M&A, nos últimos anos pelo menos sete transações de fusões e aquisições envolvendo provedores de cloud brasileiros foram anunciadas ao mercado. Uma das mais recentes foi a aquisição de 60% da Escala 24x7 – principal parceira da AWS na América Latina - pela Stefanini, anunciada em abril de 2025.

O levantamento aponta que embora o mercado brasileiro de computação em nuvem ainda seja amplamente dominado por players globais, que concentram a maior parte da capacidade de IaaS e PaaS, os provedores nacionais estão conquistando mercado de forma consistente, principalmente devido aos crescentes investimentos em Data Centers e projetos de Inteligência Artificial (IA) e Analytics.

“O mercado brasileiro de infraestrutura de cloud atravessa uma fase de amadurecimento acelerado, principalmente nos últimos dois anos. Apesar de os hyperscalers internacionais – como AWS, Microsfot Azure e Google Cloud - ainda concentrarem um grande volume de dados processados no país, observamos um avanço constante dos provedores nacionais, especialmente em ofertas de nuvem híbrida, serviços gerenciados e processamento distribuído”, explica João Victor Pereira, analista da Redirection International.

Dentre os fatores que aceleram os gastos com cloud e Data Centers no Brasil está a adoção da IA e de ferramentas de Machine Learning, que aumentam a demanda por instâncias de alta performance, GPUs e armazenamento rápido. Setores regulados como bancos, fintechs, varejo e saúde são os mais ativos nas aplicações e pipeline de dados para nuvem ou para sistemas híbridos, que combinam nuvens públicas internacionais com provedores nacionais. Outro fator que impulsiona o segmento no país é o arcabouço legislativo de segurança da informação, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e iniciativas do governo digital que orientam investimentos em cloud com requisitos locais de dados.
 
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