
De acordo com dados consolidados pela Assovepar, em 2025 foram comercializadas 1.537.676 unidades de veículos seminovos e usados no estado, um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2024
O mercado de veículos seminovos e usados no Paraná fechou 2025 com um recorde histórico de vendas dos últimos anos. A combinação de preços competitivos, redução na alíquota do IPVA e campanhas promocionais de final de ano impulsionaram as vendas do setor, confirmando a expectativa de crescimento prevista ainda em dezembro pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar). De acordo com dados consolidados pela entidade, em 2025 foram comercializadas 1.537.676 unidades de veículos seminovos e usados no estado, um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2024, que registrou 1.318.275 vendas no acumulado dos 12 meses do ano. “Além do recorde anual, o mês de dezembro de 2025 consolidou-se como o maior mês de vendas do ano, com 146.697 unidades comercializadas. O último mês de 2025 também foi destaque, com uma alta de 31,2% se comparado com dezembro de 2024 (111.856).
CONJUNÇÃO DE FATORES
“O resultado foi positivo e veio ao encontro das nossas expectativas, pois tivemos uma união de fatores raramente vista: a valorização dos veículos zero quilômetro tornou os seminovos ainda mais atrativos, a redução do IPVA deu um alívio fiscal direto ao consumidor, as campanhas de final de ano com promoções e financiamentos diferenciados criaram um ambiente muito favorável e, claro, o 13º salário junto a uma melhora na confiança econômica acelerou a decisão de compra. Tudo isso se refletiu no expressivo volume de vendas, especialmente em dezembro, que fechou como o maior mês do ano”, afirma César Lançoni Santos, presidente da Assovepar.
MERCADO DE SHOWS SEGUE EM ALTA NO BRASIL
O mercado de eventos no Brasil cresce em escala e complexidade. O país figura entre os maiores mercados globais de entretenimento ao vivo em volume de ingressos vendidos e o setor movimenta mais de R$ 300 bilhões por ano, segundo estimativas da ABEOC e do Sebrae, o equivalente a cerca de 4,3% do PIB nacional. Nesse contexto, produzir eventos deixou de ser apenas uma questão de experiência e repertório. Decisões estratégicas passam, cada vez mais, a ser orientadas por dados. Um evento começa muito antes do palco ser montado e não termina quando o público vai embora. Ao longo de todo o processo, informações são geradas de forma contínua, desde acessos a páginas, comportamento de navegação e respostas a campanhas até histórico de compra de ingressos, padrões de engajamento e interações durante a experiência ao vivo. Esse conjunto de dados vem alterando a forma como formatos, horários, estruturas, capacidade e comunicação são definidos. A lógica aproxima o setor de eventos de áreas como e-commerce, streaming e marketing digital, onde decisões são sustentadas por métricas, modelos de previsão e leitura constante do comportamento do usuário. No universo dos eventos, essa abordagem começa a substituir escolhas baseadas apenas em intuição por análises mais objetivas, com impacto direto na previsibilidade financeira e na redução de riscos.
SAFRA DE SOJA DO PARAGUAI DEVE SER GRANDE
As chuvas registradas ao longo de dezembro mudaram de forma significativa o cenário da safra de soja no Paraguai e reacenderam a expectativa de uma campanha bastante positiva em 2026, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros. A estimativa da safra principal foi revisada de 9,29 milhões para 9,64 milhões de toneladas e, caso a safrinha alcance cerca de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode superar 11 milhões de toneladas no próximo ano. Após um início marcado por boas perspectivas e uma forte preocupação com a seca no fim de novembro, a regularização das precipitações trouxe um novo fôlego às lavouras em praticamente todo o país. “Em dezembro, as chuvas se distribuíram de maneira bastante favorável em grande parte das regiões produtoras, o que foi decisivo para a recuperação do potencial produtivo da soja”, realça a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez.
TRANSPORTAR CAFÉ SE TORNOU UM RISCO
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o valor médio do quilo do produto, no varejo, está acima dos R$ 60, quase o dobro em relação aos R$ 35 do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por 18 meses consecutivos, entre o início de 2024 e meados de 2025, o preço sofreu elevação. Diante dessa valorização, transportar café se tornou atividade de risco. Verdadeiras gangues se especializaram no roubo do produto, entre a fábrica e o comércio. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, uma operação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e da Polícia Militar prendeu mais de 20 pessoas de uma organização criminosa que atuava não só em Minas, como Pernambuco e Ceará. Para mitigar impactos, transportadoras estão desenvolvendo estratégias de gestão de entrega peculiares. “Alteramos horários para fugir do período matinal, que é o mais visado; determinamos limite de tempo para descarga na porta de estabelecimentos comerciais; e até instalamos posto avançado no ponto de carregamento, isto é, na fábrica”, explica Diogo de Oliveira, fundador e CEO do DL4 Group, empresa focada em transporte rodoviário de carga com sede em Curitiba e atuação principalmente no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
NOVO PORTO PREVISTO PARA SANTA CATARINA
A nova infraestrutura portuária prevista para a cidade de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, deve iniciar operações em 2030 e ampliar a capacidade de escoamento de cargas do Sul do país. O TUP Coamo (Terminal de Uso Privado Coamo) projeta movimentar 11 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo e gerar, em 2035, cerca de R$ 117 milhões anuais em receitas públicas, sendo R$ 39 milhões em receitas diretas (ISS e IPTU) e R$ 78 milhões em tributos federais (PIS e Cofins), conforme projeção divulgada pela DTA Engenharia, responsável pelo projeto. Devido ao novo fluxo de operações, o mercado espera uma intensificação da demanda por áreas logísticas no entorno do corredor da BR-101, com pressão sobre preços e tendência de valorização de terrenos e galpões na região. Com o aumento da capacidade operacional dos portos e a chegada de novas operações logísticas para a região, a expectativa do mercado é de que a valorização dos galpões logísticos no corredor entre São Francisco do Sul e Itapoá chegue a até 40% nos próximos dois anos.
IMPORTAÇÃO DE FERTILIZANTES BATE RECORDE
As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um novo recorde em 2025, considerando os principais produtos adquiridos pelo país. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, foram importadas 44,96 milhões de toneladas, volume 2,9% superior ao registrado em 2024. O desempenho indica que, apesar de um cenário marcado por relações de troca pouco atrativas e preços persistentemente elevados, a demanda nacional se manteve resiliente. Em um ano de margens apertadas no campo, os compradores brasileiros adotaram estratégias para reduzir os custos de produção. Uma delas foi a priorização de fertilizantes de menor concentração de nutrientes, como o sulfato de amônio (SAM) e o superfosfato simples (SSP), em detrimento de produtos mais concentrados, como a ureia e o fosfato monoamônico (MAP). Os dados mostram que, em 2025, as importações de ureia recuaram 7% em relação ao ano anterior. Em sentido oposto, as aquisições de SAM cresceram quase 28%. No segmento de fosfatados, as compras de MAP caíram aproximadamente 25,7%, enquanto as importações de SSP e de NP, alternativas com menor teor de fosfato, avançaram 22% e 31,7%, respectivamente.
CENTRO LIDERA VALORIZAÇÃO DE ALUGUÉIS DE CURITIBA
O mercado de locação imobiliária em Curitiba manteve ritmo de estabilidade em novembro, impulsionado principalmente pelo interesse dos investidores. Dados do estudo recente apresentado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), mostram que a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial atingiu 20,4% no mês, alta de 1,3 ponto percentual (p.p.) em relação a outubro e de 3 p.p. no comparativo com novembro de 2024. Na média trimestral, o LSO residencial de 2025 ficou em 19%. O índice é 1,4 p.p. superior ao registrado em 2024 e 0,4 p.p. acima do mesmo período de 2023, confirmando a constância do mercado de locação na capital paranaense. “O ticket médio da locação segue em trajetória de alta e isso demonstra que o mercado está, de fato, locando imóveis. Existe demanda, e as unidades que estão corretamente precificadas e em boas condições são absorvidas pelo mercado”, avalia Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar, ao pontuar o acréscimo de 18,3% sobre o ticket médio do aluguel residencial em novembro de 2025 (R$ 2.357) no comparativo com o igual período de 2024.
GESTORA DE SAÚDE ABRE FILIAL EM CURITIBA
A Safe Care Benefícios encerra 2025 com resultados robustos e consolida sua posição entre as cinco maiores gestoras de saúde do Brasil. Com mais de 25 anos de atuação e reconhecida por sua combinação de tecnologia de ponta, inteligência em dados e olhar humanizado, a empresa anuncia a abertura de uma nova filial em Curitiba (PR), um movimento estratégico que marca o início de um ciclo de expansão nacional mais acelerado. A nova unidade integra o plano de crescimento da companhia, que prevê dobrar o tamanho da operação nos próximos cinco anos e ampliar a presença em mercados com forte potencial corporativo. O Paraná foi escolhido por reunir três elementos decisivos: um ecossistema de inovação consolidado, a maturidade do ambiente empresarial e um movimento crescente das empresas locais em fortalecer sua proposta de valor como empregadoras, investindo em gestão de saúde qualificada para cuidar melhor de seus colaboradores e atrair talentos.
BRDE AUMENTA FINANCIAMENTOS A EMPRESAS PARANAENSES
Com 5.707 novas operações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou R$ 2,244 bilhões em contratações no Paraná em 2025, cifra que representa um avanço de 8,4% em relação ao ano anterior. Considerando os três estados do Sul onde o banco atua, além do Mato Grosso do Sul, o total contratado alcançou cerca de R$ 5,68 bilhões, com o Paraná responsável por quase 40% desse montante. O desempenho é reflexo também do aumento nas aprovações de crédito, que somaram R$ 4,44 bilhões em 2025, mais da metade destinada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Na Agência Curitiba do BRDE, a abertura de crédito havia sido de R$ 3 bilhões em 2024, ou seja, houve avanço de 48% no ano passado. As movimentações elevaram a carteira de crédito ativa no Paraná para mais de R$ 8,5 bilhões. Em apenas dois anos, o crescimento superou R$ 2 bilhões, o que representa mais de 30% de expansão. Segundo o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, os números refletem o papel do banco na economia real. “Esse volume de contratações mostra que o crédito está chegando onde ele realmente faz diferença: na produção, no emprego e na renda. O BRDE atua para transformar financiamento em investimento produtivo, apoiando empresas, produtores rurais e o setor público, com impacto direto no desenvolvimento econômico e social do Paraná”, afirmou.