
As vendas totais da categoria cresceram 336,7% em dezembro de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024
A forte onda de calor registrada nas últimas semanas tem provocado uma disparada nas vendas de ar-condicionado no varejo brasileiro. Na Fast Shop, referência nacional em eletrodomésticos e eletrônicos premium, as vendas totais da categoria cresceram 336,7% em dezembro de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024, o equivalente a 4,37 vezes o volume registrado no ano passado. O avanço se intensificou no último trimestre do ano. Entre outubro e dezembro de 2025, o crescimento acumulado foi de aproximadamente 580%, acompanhando a elevação das temperaturas e a maior busca dos consumidores por conforto térmico dentro de casa. Entre os destaques do período está o segmento de ar-condicionado portátil, cuja demanda cresceu de forma expressiva. Na comparação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 (até o momento), as vendas da categoria avançaram mais de 500%. Considerando apenas o recorte de 2025, de outubro até agora, o crescimento foi de 300%. A procura tem sido impulsionada principalmente pela necessidade imediata gerada pelo calor intenso, com consumidores buscando de forma genérica por soluções práticas e rápidas para climatização dos ambientes.
INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO LIDERAM EMISSÕES DE CARBONO
Quando se fala em crise climática, a imagem que costuma vir à mente é a de eventos extremos ou de geleiras em colapso. Surgem cenas de tsunamis, até mesmo ciclones e tempestades intensas — alguns deles, inclusive, recentes no Brasil, responsáveis por destruição e prejuízos em diversas cidades. Esses fenômenos, porém, são apenas o reflexo mais visível de um problema que está muito mais próximo do nosso dia a dia. Dados mostram que 57% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) têm origem em dois setores centrais da economia: a indústria e a construção civil. As informações são da One Click LCA, plataforma global de software especializada em análise do ciclo de vida (Life Cycle Assessment – LCA). Outros levantamentos mostram que esse impacto pode ser ainda maior. A International Energy Agency (IEA) aponta que a indústria foi responsável por cerca de 25% das emissões globais em 2022. Já o
Global Status Report for Buildings and Construction indica que o setor de edificações e construção respondeu por 37% das emissões globais de CO₂ relacionadas à energia e processos em 2022. Somados, os dois segmentos chegam a 62% das emissões globais.
QUASE 40% DOS BRASILEIROS COMEÇAM O ANO ENDIVIDADOS
O Brasil inicia 2026 sob pressão financeira e clima de cautela: 39% dos brasileiros começam o ano endividados sendo 30% com dívidas acima de R$15 mil e 50% acreditam que a economia vai piorar. É o que revela uma pesquisa inédita da Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo. O cenário se reflete em um consumo mais racional, foco em ganhar mais dinheiro, investir em saúde e qualificação profissional, manter viagens no radar como válvula de escape emocional e descartar, quase unanimemente, a ideia de viajar para acompanhar a Copa do Mundo. O cenário macroeconômico é visto com desconfiança: 50% dos brasileiros acreditam que a economia vai piorar em 2026, enquanto apenas 25% esperam melhora e outros 25% acreditam na estabilidade. Esse pessimismo reflete diretamente no bolso: 39% da população começará o ano com dívidas. O dado mais alarmante reside no valor desses débitos: entre os endividados, 30% devem mais de R$15.000,01 e 28% possuem pendências entre R$2.000,01 e R$5.000,00. Apenas 12% dos brasileiros afirmam que começarão 2026 com dinheiro sobrando. "O brasileiro entra em 2026 em um modo de sobrevivência estratégica. Há uma consciência clara de que o cenário econômico é hostil, o que gera um movimento de 'economizar tudo que posso', desejo expressado por 48% da população. No entanto, o desejo de consumo reprimido por dívidas altas cria uma tensão entre a necessidade de quitar débitos e a vontade de realizar sonhos de consumo duráveis", analisa Ligia Mello, CSO da Hibou.
A POLÊMICA DAS SANDÁLIAS HAVAIANAS
Uma campanha publicitária da Havaianas, veiculada no fim de semana de 21 e 22 de dezembro de 2025, extrapolou o universo do marketing e se transformou em um debate político nas redes sociais. Para Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria, especializada em estratégias de marketing e vendas para o setor de moda e calçados, o episódio evidencia os riscos de mensagens ambíguas em um ambiente pré-eleitoral altamente polarizado. Segundo o especialista, a frase central do comercial, “não quero que as pessoas comecem 2026 com o pé direito, mas com os dois pés”, foi ressignificada pelo público e passou a carregar interpretações ideológicas que fugiram ao controle da marca. A peça, protagonizada por Fernanda Torres, gerou críticas, discussões acaloradas e até movimentos de boicote nas plataformas digitais. Diante do volume e do tom das reações, a Havaianas optou por restringir comentários em algumas de suas publicações oficiais, numa tentativa de conter a escalada do debate e reorganizar a comunicação da campanha. Enquanto a marca lidava com o desgaste reputacional, um efeito colateral chamou a atenção do mercado digital. A principal concorrente direta no segmento de sandálias de borracha registrou um crescimento expressivo de seguidores no Instagram, saltando de cerca de 510 mil para aproximadamente 893 mil em poucos dias, um avanço próximo de 75%. Embora não existam dados consolidados sobre impacto em vendas, o movimento indica uma migração relevante de atenção do público durante o auge da polêmica, conforme análise de Schuler.
SENAC COMPLETA 80 ANOS DE FUNCIONAMENTO
Neste sábado, 10 de janeiro, o
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) completa 80 anos. Unindo tradição, autenticidade e inovação, a Instituição vem, desde 1946, impulsionando o Comércio e contribuindo para o fortalecimento socioeconômico nacional. E agora, comemora suas conquistas de olho no amanhã. "Em novembro, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) completou 80 anos de vida. O Senac seguirá a mesma trilha em janeiro do próximo ano. E o Sesc, em setembro de 2026. É raro que três instituições atravessem juntas essa fronteira de oito décadas. E que o façam com o vigor de quem nunca deixou de se renovar, mostrando-se decisivas para o desenvolvimento humano e econômico do Brasil", celebra o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Desde sua criação, mais de 80 milhões de pessoas de cerca de 2 mil municípios tiveram suas vidas transformadas. De cada 10 alunos(as) formados(as), 7 conseguem nova ocupação durante ou no fim do curso e, se já estavam ocupados(as), impulsionam suas carreiras a partir da capacitação adquirida. A maioria desse público são mulheres, oriundas de escolas públicas, que veem nos cursos ofertados pelo Senac (muitos gratuitamente) uma nova chance de (re)começar e traçar novos rumos. Por meio do Programa Senac de Gratuidade, mas de 4 milhões de estudantes escolheram uma profissão e mudaram suas vidas e de suas famílias.
ESTADO ARRECADA R$ 4,5 BILHÕES COM IPVA
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual divulgaram o relatório com a frota tributável nos 399 municípios do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para o exercício de 2026, a frota total lançada em todo o Paraná soma 4.181.911 veículos. A estimativa de arrecadação é de R$ 4,59 bilhões. O levantamento evidencia diferenças entre os municípios paranaenses. Em termos de comparação, 55 cidades contam com mais de 10 mil veículos registrados. Isso representa 76% da frota total do Estado. Por outro lado, 71 municípios possuem menos de mil veículos tributados (1,2% da frota). A capital, Curitiba, registra isoladamente 971,1 mil veículos na base de cálculo, enquanto o município de Mirador, região Noroeste, apresenta o menor registro do estado, com apenas 273 veículos.
BRASIL É O SEGUNDO MAIOR MERCADO DE SHOWS DO MUNDO
O Brasil ocupa hoje a posição de segundo maior mercado de shows ao vivo do mundo em número de ingressos vendidos, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados da PwC em parceria com o Live Entertainment, o setor de eventos movimenta mais de R$ 300 bilhões por ano no país e responde por cerca de 4,3% do PIB nacional, de acordo com ABEOC e Sebrae. Um mercado robusto, competitivo e que cresce em complexidade. Nesse cenário, um dado chama atenção. Enquanto alguns eventos esgotam ingressos em poucas horas, outros, mesmo com propostas semelhantes, enfrentam dificuldades para atrair público. A diferença, cada vez mais clara no ambiente corporativo e de entretenimento, está menos no tema do evento e mais na forma como ele é estruturado, comunicado e gerido. Para Lucas Miranda, CEO da Byma, plataforma de venda de ingressos, eventos de sucesso são construídos com visão estratégica. “O evento começa muito antes da data marcada. Planejamento, posicionamento de marca, escolha dos canais de venda, clareza na comunicação e uma jornada de compra fluida impactam diretamente o resultado financeiro. A experiência começa no primeiro contato com o público.”
TENDÊNCIA PARA O VAREJO ALIMENTAR
Opções que cabem bem na dieta, busca por itens que entram na rotina de autocuidado, compras inteligentes, mas com ‘mimos’. Essas são as principais tendências para o varejo alimentar em 2026, segundo os insights obtidos pela pesquisa ConsumerWise, promovida McKinsey, que ouviu consumidores em todo o país, e a análise de mais de 13,5 bilhões de tíquetes do varejo alimentar feita pela Scanntech. Para Leandro Rosadas, especialista em gestão de supermercados, a mudança nas gôndolas de estabelecimento será essencial para manter o alto faturamento durante o cenário desafiador na economia brasileira. "Sabemos que os consumidores têm sido mais criteriosos nas compras de supermercados, se antes pegavam itens por espontaneidade, agora os itens são colocados nos carrinhos através de uma análise minuciosa. A comparação de preços é um dos principais fatores, mas há também a busca por itens específicos e que condizem com a realidade e a rotina do público", explica Leandro. Não à toa, os insights do estudo ConsumerWise apontam que os iogurtes proteicos tiveram um crescimento de 16% ao longo do ano, já os famosos shakes, que consistem em bebidas também proteicas, obteve um avanço de 124% nas vendas. Outro aumento que aponta a busca por opções saudáveis é o crescimento de 40% na busca de cervejas de baixa caloria, enquanto os refrigerantes com baixo ou zero açúcar vem se consolidando ainda mais entre os brasileiros.
CESTA BÁSICA FICOU MAIS CARA NA MAIORIA DAS CAPITAIS BRASILEIRAS
Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.


A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%). As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%). Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.