Novo presidente toma posse na Associação Comercial do Paraná
08/01/2026 às 05:00
Paulo Mourão recebeu o cargo de presidente de Antônio Deggerone para comandar a ACP por três anos

A Associação Comercial do Paraná (ACP) oficializou na última terça-feira (6) a posse de sua nova Diretoria para o triênio 2026-2028. A cerimônia marcou uma transição serena na liderança da entidade, com a assinatura do Termo de Posse e a passagem da Presidência. Eleita para conduzir a ACP nos próximos três anos, a nova gestão será presidida pelo empresário Paulo Sérgio Mercer Mourão, que assume o cargo após a gestão do Presidente Antônio Gilberto Deggerone. "Como o próprio nome da ACP diz, nós temos a missão de trabalhar com espírito associativista, sempre buscando um bem maior para os nossos associados e para toda a sociedade. O presidente Deggerone me deixa a missão de ampliar o diálogo com o poder público e entidades privadas, além de promover ações voltadas à capacitação e à inovação e de ter uma gestão melhor que a dele, o que será um trabalho árduo, mas que, com certeza, vamos alcançar em conjunto", destacou o novo Presidente. Durante o rito de passagem, o agora ex-Presidente Deggerone ressaltou a importância da continuidade institucional e o legado construído ao longo de sua gestão. "A ACP é uma marca muito forte e tenho a certeza de que o time que passa a liderá-la fará um trabalho espetacular para todos os associados", afirmou.
BRASILEIROS ESTÃO OTIMISTAS PARA O ANO DE 2026
O ano que acaba de ser encerrado foi visto como desafiador para muitas nações ao redor do mundo: 66% dizem que 2025 foi ruim para seus países, segundo o relatório “Predictions for 2026”, que analisou expectativas e percepções de entrevistados em 30 países. No Brasil, 61% dos respondentes concordam com a afirmação. Embora seja uma visão negativa da maioria, o número está 4 p.p abaixo do declarado pelos brasileiros em 2024. O Brasil também aparece entre as quatro nações que menos esperam que o país passe por recessão em 2026 – apenas 36% concordam com esta afirmação, contra 48% da média global. Ao olhar para 2026, 8 em cada 10 brasileiros (80%) acreditam que o próximo ano será melhor que 2025, sendo que a média global é de 71%. O destaque no Brasil fica por conta das mulheres da Geração Z: 89% acreditam que 2026 será um ano melhor, contra 77% dos homens da mesma geração. As Gen Z são seguidas pelas mulheres Baby Boomers (88%) que também aparecem entre as mais otimistas. Já os homens Baby Boomers são os menos otimistas entre todos os grupos etários – apenas 59% acreditam que 2026 será melhor que o ano anterior.
FEIRÃO DE EMPREGOS
A Associação Evangelizar é Preciso promove, nesta quinta-feira (8 de janeiro), mais uma edição do Feirão de Empregos e Cursos, em parceria com diversas instituições, entre elas o Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. O evento será realizado das 8h às 16h, na Praça Senador Correia, nº 128 – Centro de Curitiba, em frente ao Anfiteatro de Jesus das Santas Chagas, no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe. Nesta edição, serão ofertadas 1.801 vagas de emprego para Curitiba e Região Metropolitana, incluindo oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PcD). O feirão reúne empresas e instituições especializadas em recrutamento e seleção, ampliando as chances de recolocação profissional para trabalhadores de diferentes perfis e áreas. Participam desta edição as empresas HR Expert Soluções em Recursos Humanos, Imediatta Recursos Humanos, Agilidade Soluções em Recursos Humanos, Grupo Muffato, Inova Recursos Humanos, RH Curitiba, Grupo GPS – Serviços de Terceirização, Grupo Mariah Recursos Humanos e Gerar. Além das oportunidades de trabalho, o Senac estará presente oferecendo cursos gratuitos de qualificação profissional nas áreas de beleza, saúde, artes, recepção, gestão e gastronomia, abertos à comunidade e voltados à ampliação das possibilidades de inserção no mercado.
COMÉRCIO VENDEU 10% A MAIS EM DEZEMBRO
O mês de dezembro - que concentra duas das maiores datas comerciais do ano, Natal e Ano Novo, além de parte das férias escolares - impulsionou o comércio de produtos e serviços em todo o Brasil. Dados apurados pelo Itaú Unibanco apontam um crescimento de 10% nas vendas realizadas no país entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2025, quando comparado com o mesmo período de 2024. Os números consideram as vendas realizadas via adquirência, pelas Laranjinhas (cartões de débito e crédito), Pix QR Code e Pix Transferência, feitas de pessoa física (PF) para pessoa jurídica (PJ), tanto no e-commerce quanto presencialmente. Entre os setores que mais se beneficiaram com as datas estão agências de viagem, com alta de 24,2%, viagens aéreas, com incremento de 18,1% em suas vendas, clubes esportivos, com acréscimo de 16,9%, locação de automóveis, com reforço de 16,7%, e comércio atacadista de alimentos, com 16,4%. Outros setores como celulares, farmácias e atividades estéticas e serviços com beleza, também registraram picos de consumo de 11,6%, 10,7% e 8,3%, respectivamente.
PARANÁ GERA 346 MIL EMPREGOS ENTRE JANEIRO DE 23 E NOVEMBRO DE 25
O Paraná gerou 346.442 empregos formais entre o início de 2023 e novembro de 2025, contribuindo para que o Brasil superasse, no período, a marca histórica de 5 milhões de novos vínculos com carteira assinada em todo o país. Os dados do Novo Caged foram divulgados no final de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o estoque de vínculos formais no estado passou de 3 milhões no final de 2022 para 3,3 milhões em novembro de 2025 – no 11º mês do ano passado, o saldo ficou positivo em 1.753 vagas. Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no Paraná no acumulado de 2023 até novembro de 2025. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 184.573 vagas. Em seguida aparecem a Indústria, com 64.401 postos; o Comércio, que gerou 61.100 vínculos; a Construção (30.443) e a Agropecuária (5.908). Curitiba foi o município paranaense com maior saldo de empregos formais entre o início de 2023 e novembro de 2025, tendo gerado 76.075 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem Londrina, com saldo de 21.567 vínculos, e São José dos Pinhais, com saldo de 19.153.
REORGANIZAÇÃO FINANCEIRA
Com o endividamento das famílias brasileiras ainda acima de 77% e mais de 30% da população inadimplente, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Serasa, cresce a busca por reorganização financeira para começar em 2026 no azul. Em um cenário de juros reais elevados e retomada gradual da renda, o início do ano é o melhor momento para rever hábitos, reestruturar o orçamento e escolher investimentos de baixo risco e alta liquidez, especialmente para quem deseja formar uma reserva ou quitar dívidas ainda no primeiro trimestre. É dentro desse contexto que André Bobek, consultor financeiro e fundador da Mhydas Planejamento Financeiro, lista os principais passos para iniciar 2026 com mais estabilidade financeira, mesmo para quem nunca conseguiu manter uma rotina de organização. Segundo Bobek, o primeiro movimento é simples e decisivo: ganhar clareza. “Tudo começa ao definir quais são seus objetivos para 2026: quanto deseja investir, qual renda quer atingir e, se houver dívidas, qual é o tamanho real delas. Sem esse diagnóstico, qualquer planejamento vira tentativa e erro”, afirma. Criar, ou revisar, um sistema de controle financeiro é determinante. Um orçamento bem estruturado traz previsibilidade e ajuda a distribuir o dinheiro de maneira inteligente entre despesas, metas e investimentos ao longo do ano.
PIX VAI ULTRAPASSANDO O CARTÃO DE CRÉDITO NO E-COMMERCE
Durante décadas, o cartão de crédito dominou o comércio eletrônico brasileiro, mas essa hegemonia enfrenta um desafio histórico com o crescimento exponencial do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, que já ameaça superar o cartão em volume e valor de transações online. Em 2024, foram registradas mais de 63,8 bilhões de operações via Pix, um avanço de 52% em relação ao ano anterior, e segundo projeções da Ebanx, em 2025 o sistema deve responder por 44% do valor das compras online, enquanto o cartão de crédito ficaria com 41%, apontando para uma mudança significativa no comportamento do consumidor e sugerindo que a era do cartão pode estar chegando ao fim. Essa transformação vai além da tecnologia e atinge diretamente o comportamento do consumidor e as estratégias do varejo, com o Pix provocando uma reestruturação no ecossistema de pagamentos digitais, segundo Hugo Venda, CEO da Unicopag, gateway de pagamento. Para ele, a principal mudança está na remoção de barreiras que antes afetavam a taxa de conversão, como etapas burocráticas e custos elevados. “O Pix tornou o pagamento online mais acessível, instantâneo e barato, o que tem sido especialmente importante para o pequeno e médio varejo, que agora consegue vender com mais agilidade e alcançar um público mais amplo, inclusive quem não possui cartão de crédito”, afirma o executivo.
EXPORTAÇÕES DE ALGODÃO BATEM RECORDE
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na última terça, (6), o Brasil exportou 452,5 mil toneladas de algodão em dezembro, estabelecendo o maior volume mensal já registrado e superando o recorde anterior de 415,6 mil toneladas, alcançado em janeiro de 2025. Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, empresa global de serviços financeiros, explica que o desempenho foi impulsionado pela ampla oferta de pluma após uma colheita recorde em 2025. “Estimamos uma produção de 4,15 milhões de toneladas no ano passado. Essa disponibilidade, aliada a condições logísticas favoráveis, garantiu um ritmo acelerado de embarques no fim do ano”, afirma. Com isso, o Brasil fechou 2025 com exportações históricas, totalizando pouco mais de 3 milhões de toneladas. “O país manteve a liderança conquistada em 2024 como maior exportador global de algodão”, completa Bulascoschi. A China foi o principal destino das vendas, seguida por Bangladesh e Paquistão, países com indústrias têxteis de grande relevância mundial. Para 2026, a expectativa é de uma produção levemente menor. “Os preços internacionais estão bastante baixos, o que tem desestimulado a produção em diversas regiões”, observa o analista. Ainda assim, caso a safra apresente produtividade dentro da normalidade, o Brasil deve continuar ocupando a posição de principal fornecedor global.
FIM DOS DESCONTOS ASSOCIATIVOS A APOSENTADOS
A lei que proíbe definitivamente os descontos associativos nos benefícios do INSS já está em vigor e encerra uma das principais portas de entrada para fraudes contra aposentados e pensionistas. Sancionada pelo presidente Lula e publicada nesta semana, a norma impede que o INSS autorize qualquer novo desconto desse tipo na folha de pagamento, eliminando de forma imediata a prática que gerou milhares de reclamações e prejuízos nos últimos anos. Segundo o especialista em Direito Previdenciário Washington Barbosa, a lei tem efeito imediato e não depende de regulamentação para produzir resultados. “A partir da publicação, acabou. O INSS não vai mais autorizar, não vai mais publicar nada relacionado a desconto associativo. Em não fazendo, essa prática está encerrada”, afirma. Ele destaca que a norma não prevê multa específica porque o próprio bloqueio administrativo inviabiliza novas cobranças. Apesar do avanço, o alerta agora se volta aos casos passados. Estima-se que mais de 3,2 milhões de beneficiários ainda não fizeram reclamação sobre descontos indevidos já realizados. Essas pessoas têm prazo até o dia 14 de fevereiro para questionar os débitos. “Quem não reclamar até essa data, em tese, perde o prazo, caso o governo não prorrogue novamente”, explica Washington Barbosa.
 
 
 
 
 
 
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