
Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros já apresentam comportamento problemático com jogos e outros 4,8 milhões estão “em risco”, de acordo com estudo da USP
O fim do ano, impulsionado pelo pagamento do 13º salário a mais de 87 milhões de trabalhadores formais, segundo dados do Ministério do Trabalho, costuma aumentar os gastos por impulso e, de acordo com o especialista em comportamento digital Jezriel Francis, fundador da Aposta Zero, plataforma gratuita de apoio a pessoas que buscam retomar o controle sobre o vício em jogos online, esse é um período de risco elevado para recaídas. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros já apresentam comportamento problemático com jogos e outros 4,8 milhões estão “em risco”, de acordo com estudo da USP, divulgado com apoio da FAPESP. “Períodos como o fim do ano aumentam significativamente a propensão a decisões impulsivas. Com festas, bônus e o 13º salário, muitas pessoas tendem a subestimar os riscos e acabam se envolvendo em apostas sem perceber as possíveis consequências financeiras. É justamente nesse momento que a atenção ao próprio comportamento se torna essencial para evitar perdas desnecessárias”, afirma Jezriel. O cenário se torna ainda mais delicado diante da previsão, apresentada pela Yield Sec, de que até 72% das operações de apostas podem migrar para plataformas não reguladas até 2026, reduzindo a fiscalização e ampliando a vulnerabilidade de consumidores. A empresa também aponta que ferramentas de autocontrole digital podem reduzir de 25% a 32% as recaídas entre jogadores vulneráveis e são buscadas espontaneamente por até 6% dos usuários quando disponíveis.
BRASIL TERÁ OS MAIORES INVESTIMENTOS PUBLICITÁRIOS
O Brasil entra em 2026 como o mercado de maior crescimento em investimentos publicitários no mundo. Segundo o Global Ad Spend Forecasts, da Dentsu, o avanço é impulsionado por dois fatores estruturais: a Copa do Mundo da FIFA e as eleições presidenciais. O estudo projeta que os investimentos globais em publicidade cresçam 5,1% este ano e superem US$1 trilhão, enquanto o Brasil se destaca com uma expansão de 9,1%. O principal vetor desse avanço é a publicidade digital. A projeção indica um crescimento de 6,7% em 2026, concentrando quase 70% de todo o investimento publicitário global. Diante dessa mudança estrutural, a US Media, empresa especializada em publicidade digital, mapeou os movimentos que vão exigir das marcas, já em 2026, uma atuação menos fragmentada e mais integrada entre tecnologia, mensuração avançada e criatividade.
BRASIL JÁ TEM MAIS DE 500 MILHÕES DE DISPOSITIVOS DIGITAIS
O Brasil já conta com 502 milhões de dispositivos digitais em uso, incluindo computadores, notebooks, tablets e smartphones, o que representa 2,4 aparelhos por habitante, segundo a 36ª edição da Pesquisa Anual do FGV sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas. Ao mesmo tempo, um estudo da Counterpoint Research aponta que os smartphones devem ficar até 7% mais caros em 2026 devido à crise nos chips de memória, impactando especialmente modelos de entrada e marcas chinesas. Em um mercado tão amplo e volátil, conquistar a atenção do consumidor é apenas o primeiro passo. Muitos lojistas ainda veem clientes desaparecerem após a primeira compra, retornando apenas quando outra loja mantém contato constante. Maycon Richart, CEO e fundador da MercadoPhone, plataforma SaaS de gestão desenvolvida para estabelecimentos de smartphones, observa que muitos comerciantes ainda perdem clientes devido a falhas simples de relacionamento. Segundo ele, o consumidor realiza a compra, mas muitas vezes desaparece, retornando apenas para empresas que mantêm contato constante. “Enquanto o mercado cresce, o que diferencia um negócio não é apenas o preço, mas a capacidade de acompanhar o cliente ao longo do tempo e transformar uma compra isolada em uma relação duradoura”, afirma.
MERCADO IMOBILIÁRIO ESTÁ OTIMISTA PARA 2026
O mercado imobiliário brasileiro entra em 2026 sob uma nova dinâmica macroeconômica, marcada por expectativas de redução da taxa básica de juros (Selic) e por um ambiente de crédito progressivamente mais acessível, que juntos podem acelerar a retomada de transações residenciais e de investimentos nos setores de construção e incorporação. Projeções de mercado indicam que a Selic, atualmente entre 14% a 15% ao ano, deve recuar gradualmente ao longo do ano até patamares em torno de 12,0% a 12,5%, uma trajetória que tem o potencial de aliviar o custo dos financiamentos imobiliários e destravar demanda reprimida. A expectativa de juros mais baixos ocorre enquanto o setor já demonstra resiliência diante de juros elevados. Apesar das condições desafiadoras, especialistas do mercado relatam níveis consistentes de lançamentos e atividade, inclusive em segmentos populares, sustentados por políticas de crédito habitacional e pela manutenção de programas de habitação de interesse social. Para Paulo Motta, sócio-fundador da IMVester, o momento combina fatores fundamentais que sinalizam um novo ciclo de expansão. “A perspectiva de queda gradual da Selic, aliada à maior disponibilidade de crédito imobiliário, tende a reduzir o custo efetivo total dos financiamentos. Isso não apenas amplia o universo de compradores potenciais, como também renova o interesse de investidores institucionais e de varejo por ativos do setor”, afirma.
ARROZ E FEIJÃO SEGUEM SENDO A BASE DA ALIMENTAÇÃO DO BRASILEIRO
O arroz e o feijão seguem como a base da alimentação do brasileiro, presentes diariamente na mesa das famílias por seu valor nutricional, acessibilidade e tradição cultural. Dados oficiais indicam que a combinação continua sendo um dos pilares do padrão alimentar no país, mesmo diante da ampliação pontual de outros perfis de consumo ligados à saúde, restrições alimentares e estilo de vida. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, o arroz e o feijão permanecem entre os alimentos mais consumidos nos domicílios brasileiros, desempenhando papel central na segurança alimentar da população. A relevância dessa combinação se mantém tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico, especialmente em um cenário de atenção ao custo dos alimentos.
VEÍCULOS MAIS BUSCADOS NO PARANÁ EM 2025
A Webmotors acaba de divulgar seu ranking anual de modelos novos e usados mais buscados pelos paranaenses no ano anterior. O levantamento considera os veículos que receberam maior número de buscas e visitas na plataforma entre janeiro e dezembro no Paraná. A informação é parte do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro. No mercado de veículos 0KM, o topo do ranking foi ocupado pela Ford Ranger, sendo o mais procurado dos brasileiros na plataforma. Na sequência, estão, respectivamente, Volkswagen Nivus, Hyundai Creta, BMW 320i, Ford Maverick, Audi RS6, Honda Civic, Audi A3, Chevrolet S10 e Corolla Cross. No segmento de usados, o Honda Civic alcançou a liderança como o mais buscado. Na sequência, estão Toyota Corolla, BMW 320i, Volkswagen Jetta, Chevrolet Cruze, Volkswagen Gol, Chevrolet Onix, Volkswagen Polo, Ford Ranger e Chevrolet S10.
ENTREGAS DE FERTILIZANTES CRESCEM 8%
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a ANDA (Associação Nacional para a Difusão de Adubos). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas. O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões). A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
VIRADA DE ANO MOVIMENTOU ECONOMIA DO LITORAL
Os primeiros dias do ano já são de comemoração para os comerciantes e prestadores de serviços de Matinhos no Litoral do Paraná. Segundo a Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima), a movimentação no comércio cresceu 30% neste início de temporada em relação ao mesmo período do ano anterior. E com o grande número de pessoas que passou a virada do ano na praia, a rede hoteleira da cidade chegou a 100% de lotação. E a expectativa é que o movimento continue grande nos meses de janeiro e fevereiro, principalmente nos fins de semana, com os shows do Verão Maior Paraná. A programação com artistas de renome nacional e, pela primeira vez, também com atrações internacionais, inicia nesta sexta-feira (9) com o DJ Alok prometendo sacudir as areias de Caiobá. Para o diretor da Acima, Jonas De Santi, a melhoria na infraestrutura, com obras como a Orla de Matinhos e a Ponte de Guaratuba, além da programação do Verão Maior trouxeram um novo panorama ao Litoral do Paraná. “Por muitos anos, perdemos muitos turistas para Santa Catarina, mas agora vemos pessoas de outros estados e até de outros países, principalmente Argentina e Paraguai”, afirmou. “Este começo de ano foi extremamente positivo para o comércio local. O setor hoteleiro nos informou que houve 100% de lotação no Réveillon, e a perspectiva para os próximos finais de semana, com o início dos shows, é igualmente otimista. Os agendamentos indicam que teremos ocupação máxima novamente”, destacou De Santi.