Dólar à vista fecha o dia em queda firme e acumula recuo de mais de 11% no ano
31/12/2025 às 21:49
Foto: reprodução
O dólar encerrou a terça-feira, última sessão do ano, em queda firme ante o real, após um pregão marcado por ajustes técnicos da moeda em meio à formação da Ptax de fim de mês e à baixa volatilidade às vésperas do feriado de Ano Novo.
A moeda norte-americana à vista fechou o dia em queda de 1,58%, aos R$5,4890, próximo da mínima intradia de R$5,4853 (-1,64%), atingida às 16h38. A cotação máxima de R$5,5645 (-0,22%) foi atingida às 09h01.
No ano, o dólar acumulou perda de 11,17%.
Na B3, às 17h48, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,26%, a R$5,5030 na venda.
O menor volume de negócios abriu margem para movimentos mais expressivos da moeda nesta terça-feira.
"É um ajuste. A alta [de segunda-feira] não se sustentava, era fruto de uma liquidez reduzida que acaba permitindo algumas distorções mais agudas no intradia", disse o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
A Ptax fechou a terça-feira a R$5,5018 para compra e a R$5,5024 para a venda, conforme o Banco Central.
Olhando para o desempenho do dólar no ano, houve o impacto dos juros no Brasil e do próprio dólar no exterior.
"O cenário de juros altos aqui naturalmente ajudou o desempenho do real. Não podemos deixar de comentar também que o dólar caiu globalmente", disse Bergallo, da FB Capital.
Para 2026, apesar do cenário externo favorável aos mercados emergentes com a perspectiva de cortes de juros pelo Fed, o fator eleitoral deve ter maior peso sobre o real.
“Nesse início de ano a tendência é de regulação no mercado, com queda do dólar contra o real, mas logo depois disso entra o cenário político e aí a tendência vai ser a fuga de ativos de risco”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Às 17h48, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,23%, a 98,236.
O destaque da agenda externa foi a divulgação da ata da última reunião do Fed. O documento mostrou que a autarquia concordou em cortar a taxa básica de juros em sua reunião de dezembro somente depois de um debate com muitas nuances sobre os riscos que a economia norte-americana enfrenta no momento.
De acordo com a ata, até mesmo alguns dos que apoiaram o corte de juros reconheceram que "a decisão foi finamente equilibrada ou que eles poderiam ter apoiado a manutenção do intervalo da taxa básica inalterado", dados os diferentes riscos enfrentados pela economia dos EUA.
Fonte: Reuters
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