
O volume de alvarás para novas incorporações verticais cresceu 22% no segundo semestre na comparação com 2024
Curitiba encerra 2025 com um dos cenários mais favoráveis dos últimos anos para o mercado imobiliário. Um levantamento da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) aponta que o volume de alvarás para novas incorporações verticais cresceu 22% no segundo semestre na comparação com 2024. O movimento reforça o apetite do setor por novos projetos e antecipa um 2026 marcado por mais lançamentos e maior competitividade entre incorporadoras. Parte desse movimento foi impulsionada pelas entregas residenciais de médio e alto padrão ao longo do ano, especialmente em bairros como Ecoville, Mercês, Cabral, Cristo Rei e Jardim Botânico. A tendência é confirmada por pesquisas nacionais. Um estudo da Qi Mercado mostra que 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses, índice acima da média dos últimos anos. Já dados da Abrainc indicam que os lançamentos residenciais no país registraram alta de 31,9% em volume no acumulado do primeiro semestre de 2025, sinalizando que a oferta segue em expansão.
TENTATIVAS DE FRAUDES CRESCERAM 28% EM UM ANO
O Brasil registrou 10.886.982 tentativas de fraude no acumulado de janeiro a setembro de 2025, um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2024, com uma ocorrência a cada 2,2 segundos. Os dados são do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e evidenciam a rápida evolução das táticas criminosas no ambiente digital na comparação anual. A companhia projeta que, mantido o ritmo observado, o país deve ultrapassar 14 milhões de tentativas de fraude até o fim do ano. Ao todo, bancos, emissores de cartões e instituições financeiras concentram 60% das tentativas de fraude mapeadas nos nove primeiros meses do ano. Isoladamente, o setor de “Bancos e Cartões” respondeu por 52,3% das ocorrências, enquanto as “Financeiras” representaram 7,7% do total. Ainda de acordo com o executivo, esse recorte mostra como os fraudadores priorizam ambientes em que conseguem monetizar rapidamente as diligências, ao mesmo tempo em que exploram em outros setores.
JUROS ALTOS PREJUDICAM VAREJO
As vendas do varejo paranaense voltaram a ganhar ritmo a partir de outubro, sinalizando o início do movimento característico do fim de ano. É o que aponta a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), que registrou alta de 6,04% no volume de vendas na comparação com setembro, com destaque para segmentos ligados ao consumo sazonal motivado pelo Dia das Crianças e a bens duráveis. O avanço foi puxado principalmente por livrarias e papelarias, que apresentaram crescimento de 11,16%, seguidas por móveis, decoração e utilidades domésticas (10,31%), concessionárias de veículos (10,29%) e lojas de departamentos (9,30%). O desempenho reflete tanto a preparação do comércio para o fim do ano quanto a recomposição pontual da demanda após meses de maior cautela do consumidor.
INTENÇÃO DE COMPRAS AUMENTA
A interrupção do ciclo de altas da taxa básica de juros pelo Banco Central contribuiu para reaquecer a intenção de compra de bens de maior valor, especialmente aqueles que dependem de financiamento, como veículos e itens para o lar. Ainda assim, o patamar elevado da taxa de juros, atualmente em 15%, seguiu limitando o consumo ao longo de 2025, sobretudo entre os paranaenses, tradicionalmente mais prudentes diante de cenários econômicos menos favoráveis. Na comparação com outubro de 2024, o varejo paranaense apresenta retração de 3,35%, evidenciando a desaceleração do comércio devido as dificuldades na obtenção de credito. No acumulado parcial de 2025, considerando o período de janeiro a outubro, o varejo do estado teve perdas de 1,07%, especialmente nos setores de móveis, decorações e utilidades domésticas (-11,33%), calçados (-8,23%) e material de construção (-7,59%).
GASTOS DE FIM DE ANO PODEM AUMENTAR INADIMPLÊNCIA
A inadimplência e o endividamento das famílias brasileiras já preocupam alguns setores da economia. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do total de famílias endividadas, 30,5% informam que estão com as dívidas atrasadas e 13,2% dizem que não terão condições de pagar as parcelas. O percentual daqueles que não tem condição de honrar seus débitos é o maior da série histórica. Mesmo diante deste cenário econômico desafiador, o consumo no final do ano segue crescendo impulsionado pela Black Friday e festividades, como: Natal e Réveillon. O especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, alerta sobre a importância do planejamento financeiro em dia para não começar o ano endividado. "É um período em que as pessoas conseguem crédito fácil, há um marketing agressivo e uma pressão emocional de presentear especialmente durante essa época. Além da sensação de recompensa depois de um ano difícil, 49% das pessoas vão usar o cartão de crédito para fazer as compras e 77% dessas compras serão parceladas, ou seja, boa parte do natal deste ano será paga ao longo de 2026", ressalta o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.
MAIOR GASTO NOS SUPERMERCADOS
O fim de ano deve movimentar fortemente o varejo brasileiro — especialmente os supermercados. Uma pesquisa realizada pela DM, grupo especializado em gestão de crédito, com forte atuação no segmento de cartões de loja (private label) revela um cenário de consumo mais confiante em 2025. Mais da metade dos entrevistados (56%) pretende gastar mais do que no ano passado no período de Natal. O ticket médio também demonstra um apetite maior às compras: 53,2% dos consumidores planejam desembolsar mais de R$ 1 mil neste final de ano. A maioria dos entrevistados afirma que o meio de pagamento principal será o cartão de crédito parcelado (62%), à frente do cartão de crédito à vista (22,9%) e PIX (8,4%). A pesquisa indica ainda o fortalecimento dos cartões private label na jornada de consumo. 51,6% afirmam que vão usar o cartão da loja para a maior parte das compras, impulsionados principalmente pelo limite disponível (65,7%) e pelas condições de parcelamento (38%). Os supermercados se consolidam como o principal canal de compra no Natal para 64,8% dos brasileiros — o que demonstra a força dos pontos físicos de venda. Lojas online e lojas de departamento correspondem a 18,2% e 15,1% da preferência, respectivamente. Entre os itens que mais serão adquiridos, os preparos da ceia ganham prioridade: alimentação e bebidas (61,7%), seguido por roupas e calçados (50,4%) e eletrodomésticos (23,8%).
MEGA DA VIRADA MEXE COM SONHOS DOS BRASILEIROS
Um ou mais brasileiros sortudos iniciarão 2026 milionários: a Mega da Virada deste ano poderá pagar até R$ 1 bilhão para quem acertar as seis dezenas do sorteio, dependendo da arrecadação do concurso especial 2.955. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 850 milhões e supera em mais de 33% o valor pago na edição passada de quase R$ 635,5 milhões. O bilhete simples, com seis números marcados, custa R$ 6. Uma novidade deste ano é que uma portaria do Ministério da Fazenda aumentou o percentual destinado à faixa principal da Mega da Virada, de 62% para 90% do total da premiação. Será o maior prêmio de toda da história da modalidade, de acordo com a Caixa Econômica Federal. As apostas começaram a ser recebidas em 1º de novembro, e podem ser feitas nas lotéricas ou no site e aplicativo da Caixa até 31 de dezembro, quando acontece o sorteio. Outra mudança é que o horário para as apostas em todas as modalidades das Loterias Caixa, incluindo a Mega da Virada, será ampliado. Os apostadores têm agora uma hora a mais para comprar seus bolões pelo aplicativo e pelo portal Loterias Caixa, podendo adquirir suas cotas até as 20h30.
CULTIVO DE HORTALIÇAS EM ALTA NO BRASIL
A olericultura brasileira registrou movimentação intensa no acumulado de janeiro a outubro de 2025 conforme dados mais recentes do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume total de hortigranjeiros comercializado nas principais centrais de abastecimento do país chegou a 5,59 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os destaques, o setor de frutas apresentou bons resultados nas exportações, com avanço de 25,1% nos embarques entre janeiro e outubro, totalizando 998,2 mil toneladas. Esse cenário interfere no ciclo de hortaliças de verão, como melancia, pimentão e tomate, e considera as particularidades regionais, como a produção de beterraba no Sul e de melões no Nordeste.
VARIAÇÃO DE PREÇOS DOS PRODUTOS DA CESTA DE NATAL
A VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, analisou mais de 13 milhões de notas fiscais escaneadas no SuperApp VR entre 2024 e 2025 e revela como o brasileiro pode precisar ajustar o orçamento para as ceias de fim de ano. Os números se baseiam em preços médios por quilos ou unidade, conforme o produto, e mostram que alguns clássicos ficaram mais caros, mas há espaço para substituições econômicas na mesa. Entre os itens que mais subiram está o bacalhau, que teve a maior alta no período: saltou de R$ 61,59 em novembro de 2024 para R$ 113,36 em novembro de 2025, um avanço de 84,7%. Outras proteínas também pressionam o orçamento: o lombo suíno passou de R$ 37,56 para R$ 44,33, aumento de 18%; já as aves festivas, como Chester e Fiesta, foram de R$ 91,67 para R$ 107,18, com alta de 16,9%. O tradicional peru, por sua vez, foi de R$ 112,31 para R$ 114,99, uma variação de 2,4%.
PRODUTOS MAIS BARATOS
Mas também há boas notícias. O tender caiu 11,3% (de R$ 50,44 para R$ 44,73) e se destaca como uma alternativa mais amigável ao bolso. Por sua vez, o azeite, presença quase obrigatória nas receitas festivas da época, surpreendeu: registrou a maior queda entre todos os itens analisados, com recuo de 23,8%. O movimento acompanha a normalização do mercado internacional de azeites após a quebra de safra no Mediterrâneo entre 2022 e 2023, somado à retração do dólar. Outros itens também ficaram mais acessíveis: o pernil teve pequena variação de R$ 31,80 para R$ 31,17 (-1,9%) e a lentilha, presente principalmente no Ano Novo, recuou de R$ 10,73 para R$ 9,91 (-7,6%).
PARCERIA ENTRE BAPKA E MILI
A Mili, uma das maiores fabricantes brasileiras de higiene pessoal, firmou uma parceria inédita com a Bapka Sorvetes, tradicional empresa paranaense, para impulsionar ações de engajamento durante o verão no litoral do Paraná. A colaboração reúne as expertises das duas marcas: enquanto a Mili levará seus pilares de cuidado e presença para as famílias brasileiras, a Bapka desenvolveu dois sabores exclusivos de picolés inspirados nas linhas Mili Love & Care e Mili Mulher. Os sabores morango zero lactose, voltado ao público infantil, e chocolate, pensado como um momento de autocuidado para as mulheres, inclusive durante a TPM, reforçam os valores das marcas de forma leve e simbólica, destacando atributos e posicionamento das duas marcas. Ao todo, mais de 10 mil sorvetes serão distribuídos entre janeiro e fevereiro de 2026.