Crescimento do mercado automotivo paranaense é de quase 40% em 2025
05/12/2025 às 05:00
O mercado automotivo do Paraná manteve ritmo de crescimento em novembro, alcançando 46.745 veículos novos emplacados, segundo dados da Regional Fenabrave-PR. O volume representa uma leve alta de 0,52% em relação a outubro, mas confirma a trajetória de exp

O mercado automotivo do Paraná manteve ritmo de crescimento em novembro, alcançando 46.745 veículos novos emplacados, segundo dados da Regional Fenabrave-PR. O volume representa uma leve alta de 0,52% em relação a outubro, mas confirma a trajetória de expansão ao longo do ano. No acumulado de janeiro a novembro, o estado soma 366.165 emplacamentos, um crescimento expressivo de 39,69% em comparação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido registradas 262.122 unidades. O segmento de automóveis e comerciais leves segue predominante, com 28.302 unidades em novembro, aumento de 14,90% sobre outubro e de 54,72% em relação a novembro de 2024. No acumulado do ano, o setor somou 184.910 unidades, alta de 23,41% ante o ano anterior. As motocicletas continuam representando um dos pilares do crescimento: foram 15.423 emplacamentos em novembro e 147.951 no acumulado, alta de 89,91% sobre 2024. Entre os segmentos pesados, caminhões e ônibus registraram 1.226 unidades em novembro, volume 20,65% inferior ao de outubro. No acumulado, são 13.946 unidades, queda leve de 4,95% em relação ao ano passado. Na capital paranaense, o mercado apresentou crescimento ainda mais acelerado. Curitiba registrou 31.088 veículos novos em novembro, incremento de 12,30% em relação a outubro. O acumulado do ano já soma 194.466 unidades, praticamente o dobro do registrado em 2024 no mesmo período (alta de 97,09%).
VENDA DE VEÍCULOS SEMINOVOS CRESCE NO FIM DO ANO
A troca do carro da família tem se consolidado como um dos principais “sonhos realizados” no fim de ano, período em que consumidores aproveitam o 13º salário, bonificações, revisam metas e buscam oportunidades para grandes investimentos. O movimento ganha ainda mais força em um mercado aquecido: segundo a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), o segmento de seminovos e usados revisou para cima suas expectativas e projeta 18 milhões de veículos seminovos e usados comercializados em 2025. Os números refletem o melhor momento da categoria. De janeiro a outubro deste ano, foram vendidos 15,2 milhões de veículos usados e seminovos, alta de 17% na comparação com 2024. Apenas em outubro, as vendas somaram 1,8 milhão de unidades, um crescimento de 50% sobre o mesmo mês do ano anterior e de 4% em relação a setembro. Nesse cenário, o fim de ano se tornou o período preferido para concretizar a troca do carro. Para muitas famílias, o veículo representa segurança, mobilidade e realização pessoal. O seminovo, por sua vez, aparece como a escolha mais racional e pode custar até 30% menos que um zero quilômetro, tem menor depreciação, IPVA mais barato e frequentemente já vem equipado com itens adicionais que encarecem o modelo novo.
PRODUÇÃO DE CAFÉ DEVERÁ SER 4% MAIOR DO QUE EM 2024
A produção brasileira de café em 2025 está estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 quilos. Mesmo sendo um ano de bienalidade negativa, este resultado representa o terceiro maior registrado da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atrás apenas dos anos de 2020 e 2018, ambos de bienalidade positiva da planta, e uma alta de 4,3% se comparado com o volume obtido no ano passado. O resultado é uma combinação de uma ligeira queda de 1,2% na área em produção, estimada em 1,85 milhão de hectares, com uma melhor produtividade média nacional, projetada em 30,4 sacas por hectare, reflexo do bom desempenho verificado nas lavouras de conilon. É o que mostra o 4º Levantamento de Café 2025, divulgado nesta quinta-feira (4). Com menor influência da bienalidade, a produção de conilon em 2025 atinge 20,8 milhões de sacas, um novo recorde para a espécie ao se analisar a série histórica da Companhia, ultrapassando 2022, quando foram colhidos 18,2 milhões de sacas. Em relação à safra passada, o atual resultado representa um crescimento de 42,1%. A regularidade climática favoreceu o vigor das plantas e resultou em elevada carga produtiva.
EXPORTAÇÃO DE CAFÉ CAIU QUASE 18% NO ANO
O Brasil exportou cerca de 34,2 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a outubro deste ano, o que representa uma baixa de 17,8% na comparação com igual período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa redução na quantidade exportada no acumulado dos dez primeiros meses de 2025 se deve especialmente à limitação dos estoques internos no início do ano, após o embarque recorde de 50,5 milhões de sacas de 60 quilos em 2024. Ainda de acordo com o MDIC, a exportação brasileira de café somou US$ 12,9 bilhões no acumulado dos dez primeiros meses de 2025, superando o total exportado nos 12 meses de 2024 e representando um novo recorde anual, mesmo faltando contabilizar os dados do último bimestre de 2025. Esse crescimento no valor da exportação brasileira de café em 2025 ocorre mesmo diante da redução da quantidade embarcada para o exterior no acumulado dos dez primeiros meses, na comparação com igual período do ano anterior. O aumento dos preços médios do café no mercado internacional em 2025 favoreceu o crescimento da exportação brasileira do produto em valor no acumulado dos dez primeiros meses do ano.
FRAUDES TRANSACIONAIS E VAZAMENTOS DE DADOS
As fraudes que mais atingiram as empresas brasileiras no último ano envolvem pagamentos transacionais (28,4%), vazamentos de dados (26,8%) e fraudes financeiras, (por exemplo, quando fraudadores solicitam um pagamento para uma conta bancária fraudulenta) (26,5%), segundo o recorte corporativo do Relatório de Identidade e Fraude 2025, produzido pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Esse cenário aumenta o senso de urgência das companhias, fazendo com que 58,5% delas estejam mais preocupadas com fraudes do que antes, reflexo de um ambiente onde cada transação pode se tornar alvo e cada clique pode ser uma porta de entrada para ataques. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de golpes, segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da datatech. Para responder a esse ambiente de risco, as organizações têm priorizado a prevenção em camadas. Ainda de acordo com o relatório, 8 em cada 10 empresas já confiam em mais de um mecanismo de autenticação, índice que chega a 87,5% entre grandes corporações.
COPEL REFORÇA SISTEMA ELÉTRICO DO LITORAL
Com investimentos de R$ 13,1 milhões em obras de infraestrutura, novos equipamentos e manutenção da rede elétrica no Litoral do Paraná, a Copel preparou a região para garantir o fornecimento de energia de qualidade à população local e ao grande número de visitantes que buscam as praias paranaenses.  “O Litoral apresenta sazonalidade intensa nesse período. Neste ano, os investimentos da Copel na região são 98% superiores aos do verão passado, como parte do planejamento da companhia com foco na flexibilidade da operação e reforço no atendimento”, observa a gerente executiva da região Metropolitana Curitiba Sul e Litoral da Copel, Suzane Fritzen Puchta. Nesta época, o número de pessoas que passa pelo Litoral chega a ser 300% maior que nos períodos fora da temporada, gerando reflexo no aumento do consumo de energia. Este incremento acontece, especialmente, pelo uso de climatizadores e o maior movimento no comércio, serviços e eventos. Por isso, a Copel reforçou o sistema para garantir o abastecimento.  No último verão, o pico populacional nas regiões à beira-mar no Paraná chegou a 1,9 milhão de pessoas, entre as festas de fim de ano e o Carnaval. A carga máxima de energia consumida no período foi de 227 Megawatts (MW), quase seis vezes maior que em meses anteriores, quando o padrão de consumo gira em torno de 40 MW. 
CAPACITAÇÃO PARA SETOR DE EVENTOS
O workshop "O Evento do Século XXI", promovido pelo Curitiba Convention nesta semana no Sebrae (instituição que apoiou a iniciativa), reuniu profissionais e fornecedores do setor para uma imersão de oito horas conduzida por Vanessa Martin, mentora especializada em negócios para o mercado de eventos. A proposta central foi preparar o profissional atual para um cenário em rápida evolução tecnológica, comportamental e estratégica. Ao longo do encontro, Vanessa apresentou fundamentos e ferramentas que definem o event strategist – como é chamado o profissional que combina leitura de mercado, uso inteligente de dados, tecnologia e design de experiências. Entre os temas trabalhados estiveram tendências, IA aplicada ao setor, event design, monetização por dados, engajamento, plataformas digitais e a Metodologia FAST®, criada por ela em parceria com Robson Lisboa, especialista em gestão estratégica da inovação. A mentora destacou que produzir eventos hoje vai muito além de logística e criatividade. "Exige compreensão profunda do público, integração entre formatos presencial, digital e híbrido, métricas consistentes e disposição para rever modelos tradicionais", disse. "Eventos contemporâneos transformam pessoas, usam tecnologia com propósito, conhecem seu público e se conectam aos objetivos da marca", afirmou.
COMERCIANTES DO PR ESTÃO OTIMISTAS COM VENDAS DE FINAL DE ANO
Com a chegada da melhor época para o comércio, a confiança do empresário do comércio paranaense superou a média nacional em novembro. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, atingiu 100,6 pontos e retornou ao campo positivo após meses abaixo dos 100 pontos. No mês passado, o indicador nacional marcou 99,2 pontos. É a primeira vez desde fevereiro que o Paraná volta a registrar desempenho acima da média brasileira, impulsionado principalmente pelas expectativas para as vendas de fim de ano. O componente Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) registrou 128,8 pontos, avanço de 10% em relação a outubro. O resultado reflete o otimismo dos comerciantes com o período de maior movimentação do varejo, iniciado pela Black Friday e sustentado pelas vendas de dezembro. Apesar do cenário mais favorável adiante, a avaliação das condições presentes ainda está distante da zona positiva. O item Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) marcou 66,8 pontos, embora tenha apresentado crescimento de 5,1% na variação mensal. Na comparação anual, segue 19,5% abaixo do verificado em novembro de 2024.
 
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