
A carne de aves é uma tradição na mesa do brasileiro, mas precisa ser consumida com segurança
Com a chegada das festas de fim de ano, o consumo de aves, especialmente peru, chester e frango, ganha força nas prateleiras e mesas dos brasileiros. A tradição das ceias natalinas e das confraternizações familiares movimentam o setor, impulsionando tanto o comércio varejista quanto os produtores rurais. No entanto, junto com o aumento da demanda, cresce também a preocupação com a origem e a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor. “A carne de aves é uma tradição na mesa do brasileiro, mas precisa ser consumida com segurança”, destaca Rodrigo Gaio, especialista de Produtos na área de Inspeção da Soma Solution, empresa especializada em soluções industriais, incluindo codificação, inspeção de produtos, sistemas de visão e automação. De acordo com dados do setor, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos em 2024, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Para este ano, a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 14,2 milhões de toneladas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita deve atingir 46,6 kg. O especialista alerta que este é o momento ideal para reforçar a importância de adquirir produtos certificados, que tenham passado pelos processos de inspeção sanitária, codificação e rastreabilidade. Esses procedimentos garantem não apenas a segurança alimentar, mas também a transparência em toda a cadeia produtiva, do campo até o prato.
TURISMO DE VERÃO DEVE CRESCER 7%
O verão que se aproxima deverá ser muito bom para o turismo brasileiro. Dados do Conselho de Turismo, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam para uma alta de 7,3% no faturamento do setor, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, em relação a esse mesmo período passado. Em números absolutos, serão receitas da ordem de R$ 64 bilhões que, se se confirmarem, serão o melhor desempenho desde que a série histórica começou, em 2012. A projeção é tão positiva que deve impactar também no balanço do ano: se antes havia a perspectiva de um crescimento de 5,5%, agora a FecomercioSP estima que o turismo vai aumentar suas receitas brutas em 6,7%, neste ano, em relação a 2024. Para a FecomercioSP, esse cenário se explica por vários motivos. O primeiro é o mercado de trabalho, que permanece aquecido desde o ano passado e, pelos dados do IBGE, registrava uma taxa de desemprego de 5,6% no trimestre até o mês de agosto. Com mais gente trabalhando, sobe a massa de renda familiar e, então, a possibilidade de viajar. Além disso, embora o endividamento tenha voltado a crescer, há um alto contingente que tem recursos suficientes para viajar no fim do ano, e que movimentará os aeroportos, os hotéis e as rodoviárias.
CRESCIMENTO DAS PROMOÇÕES NO VAREJO
O varejo brasileiro alcançou em 2025 um novo patamar histórico no volume de ofertas. De janeiro a outubro deste ano, segundo levantamento da Shopping Brasil, empresa líder em pesquisa de ofertas no país, que monitora diariamente os principais varejistas nacionais e regionais a partir de anúncios veiculados em mídias sociais, campanhas em TV e encartes físicos e digitais, a quantidade de promoções cresceu 73% em relação ao mesmo período de 2019, último ano pré-pandemia. Esse crescimento não é pontual: é o reflexo de um comportamento consolidado do consumidor e da evolução das estratégias de mídia e precificação por parte do varejo e da indústria. A digitalização foi um dos principais motores dessa transformação. Em 2019, apenas 6% das ofertas eram veiculadas em redes sociais. Em 2025, essa participação saltou para 57%, o que mostra que a comunicação promocional está, literalmente, na mão do consumidor. “As redes sociais se tornaram a nova vitrine do varejo. As ofertas chegam pelo celular, com agilidade, menor custo e apelo visual. A decisão de compra continua acontecendo majoritariamente na loja física, mas a motivação começa no digital”, explica Renata González, diretora comercial e sócia da Shopping Brasil.
INFLAÇÃO DA CEIA DE NATAL
Faltam exatamente 24 dias para o Natal e para quem ainda não se programou para a ceia é bom preparar o bolso, produtos tradicionais da mesa dos brasileiros para celebrar a data subiram em média 4,53% em relação ao ano de 2024, segundo a prévia da cesta natalina do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor). Alguns itens comuns durante as festas de fim de ano puxam essa alta com o aumento na casa dos dois dígitos, é o caso da azeitona (12,53%), bombom (10,81%), atum sólido (8,01%), panetone (7,08%), suco de laranja (6,52%) e molho de tomate (5,28%), mas o grande vilão do Natal de 2025 é o Peru, que disparou 13,62% em comparação com dezembro do ano passado. A cesta natalina que custava em média R$433,42 reais, passou agora para R$ 453,06. O especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, alerta que a tendência é que os preços continuem subindo. "Os preços costumam a aumentar com a proximidade da data porque a maioria das pessoas deixa as compras para última hora. Em compensação após a celebração do Ano Novo o comércio faz promoções. Para não pagar mais caro, o ideal é se preparar e comprar com um pouco de antecedência, não deixar para a semana do Natal", adverte o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo. Também tiveram altas abaixo da inflação, como é o caso do Lombo de porco (4,36%), vinho tinto (3,85%), suco de morango (3,75%), palmito (3,30%), queijo ralado (2,13%), champagne (1,82%) e macarrão (0,50%).
IMOBILIÁRIA REFORÇA PROJETOS DE ALTO PADRÃO
Com um 2025 marcado por crescimento, abertura de novas unidades e forte presença nos principais polos imobiliários de Curitiba, a Prime Soho fortaleceu parcerias comerciais estratégicas. Focada em inovação, performance e experiência do cliente, a empresa reafirma seu posicionamento como uma das principais imobiliárias de alto padrão da capital paranaense, reforçando sua atuação em lançamentos e imóveis prontos que simbolizam sofisticação e valorização. Segundo Diego Oliveira, CEO da Prime Soho, o cenário imobiliário vive um ciclo especialmente favorável para quem busca produtos diferenciados e bem localizados. “Nosso mercado vive um momento de expansão e a Prime Soho tem unidades nas principais regiões da cidade para atender a demanda dos clientes mais exigentes. Nossos especialistas estão prontos para oferecer exclusividade, status e qualidade de vida em projetos inovadores e sofisticados”, afirma.
PERDAS ECONÔMICAS EM FALHAS NO CICLO DE TRABALHO
O Brasil é o país com as maiores perdas econômicas entre oito economias analisadas pelo estudo Lost in Transition Brasil, divulgado pela Pearson, líder global em educação e aprendizado ao longo da vida. A edição brasileira da série de estudos global, lançado no último Fórum Econômico Mundial, estima que o país perca anualmente cerca de R$ 1,08 trilhão, o que corresponde a 9% do seu Produto Interno Bruto (PIB), devido às falhas nos chamados momentos de transição do ciclo do trabalho, que incluem a passagem entre a escola e o mercado de trabalho, as trocas de emprego e o impacto da automação. A pesquisa já analisou dados de Brasil, Austrália, Canadá, Arábia Saudita, Reino Unido, Estados Unidos (e mais as economias de Nova York e Califórnia) e mostrou que, embora todas as economias estejam sendo afetadas por mudanças tecnológicas e estruturais envolvendo aprendizagem e qualificação, o Brasil é o que mais perde valor econômico nessas fases de transição. Na Califórnia, segunda colocada no ranking, o impacto equivale a 4,8% do PIB, praticamente a metade da perda brasileira.
CINCO ANOS DO PIX
Cinco anos após sua criação, o Pix se tornou a espinha dorsal do sistema financeiro brasileiro. Segundo o Banco Central, o sistema movimentou mais de R$28 trilhões em 2025, consolidando o país entre os líderes globais em pagamentos instantâneos. Estudos da FGV Cemif apontam que o brasileiro já realiza, em média, quase 40 transferências via Pix por mês, um reflexo da adoção massiva da ferramenta. Mas a mesma liquidez que impulsionou sua expansão transformou o Pix no principal alvo do crime digital, expondo fragilidades nos processos e na cadeia de segurança que sustenta o ecossistema. De acordo com informações do Banco Central obtidas via Lei de Acesso à Informação, as perdas relacionadas a golpes envolvendo o sistema somaram R$4,94 bilhões em 2024, com uma média de 390 mil notificações mensais feitas pelas instituições participantes. O sinal vermelho definitivo acendeu em 2025 com o ataque à C&M Software, um incidente sistêmico que resultou no desvio estimado de ao menos R$800 milhões.
FEIRÃO LIMPA NOME PRORROGADO
O maior mutirão de negociação de dívidas do país já ajudou 4 milhões de brasileiros a negociarem 5,9 milhões de débitos apenas em novembro. Para que mais consumidores possam aproveitar a chegada do 13º salário para quitar suas dívidas, o Feirão Serasa Limpa Nome estende suas condições especiais até o dia 19 de dezembro, data do pagamento da segunda parcela do benefício. Em menos de 30 dias, o mutirão bateu recorde: crescimento de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, são mais de R$17 bilhões em descontos concedidos. “Toda essa movimentação confirma a busca por oportunidades de reorganização financeira, especialmente no fim do ano”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa. “Por isso, junto aos Correios, Febraban e mais de 1,6 mil empresas parceiras, reforçamos as ofertas com até 99% de desconto disponíveis ainda em dezembro”. Apenas na sexta-feira (28/11), 488 mil débitos foram negociados em todo o país, representando o maior dia de negociações da história da empresa – volume foi 6,59% maior do que a última sexta-feira de novembro de 2024, recorde anterior em que foram fechados 458 mil acordos.
PREVISÃO DA SAFRA DE SOJA TEM LEVE QUEDA
Em sua revisão mensal, a StoneX, empresa global de serviços financeiros, apresentou novos dados para a safra de soja 2025/26. Na atualização de dezembro, a consultoria ajustou para baixo a estimativa de produção nacional, agora projetada em 177,2 milhões de toneladas — ainda um recorde histórico, porém 0,9% inferior ao previsto no relatório anterior. A redução resulta principalmente de um ajuste negativo na produtividade, apesar do leve aumento da área plantada. As irregularidades nas precipitações, especialmente em regiões de grande peso na produção brasileira, seguem impactando o potencial produtivo. De acordo com a especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi, os estados de Mato Grosso e Goiás apresentaram cortes na produtividade estimada. “No maior produtor do país, Mato Grosso, também houve um leve recuo na área plantada, devido a atrasos no plantio e à necessidade de replantio em algumas localidades”, explica. Embora estados das regiões Norte e Nordeste tenham registrado expansão de área, esse avanço não foi suficiente para compensar as perdas previstas no Centro-Oeste, que permanece determinante para o desempenho nacional.