Novembro Azul: PSA é um exame simples e muito importante no diagnóstico do câncer de próstata
Quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores as chances de ter sucesso no tratamento
14/11/2025 às 11:14
Novembro Azul_ mitos e desinformação podem comprometer o diagnóstico do câncer de próstata. Freepik
Durante o Novembro Azul, mês dedicado à conscientização sobre a saúde do homem e à prevenção do câncer de próstata, especialistas reforçam a importância do exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) como uma das ferramentas essenciais para o diagnóstico precoce da doença, fator que aumenta significativamente as chances de uma abordagem bem-sucedida.
 
O PSA, sigla em inglês para Prostatic Specific Antigen, é uma enzima produzida naturalmente pela próstata e liberada no sangue. Seu exame é feito por meio de uma simples coleta sanguínea e tem papel fundamental no rastreamento, acompanhamento e monitoramento do tratamento do câncer de próstata.
 
“Quando o nível de PSA está elevado, isso pode indicar alteração na próstata, que vai desde inflamação, infecções até o câncer. Por isso, o exame é de grande valor para detectar precocemente possíveis doenças prostáticas”, explica a oncologista da Oncoclínicas em Curitiba, Vanessa Baldissera Nocera.
 
“De uma forma geral, solicita-se o PSA total e, conforme o resultado, podemos complementar com avaliação do PSA livre, bem como com a análise da velocidade de aumento dos seus níveis ao longo do tempo, além do exame de toque retal, que avalia o tamanho e a consistência da glândula”, explica. “Se houver suspeita de câncer, podem ser solicitadas avaliações complementares, como ressonância multiparamétrica da próstata e biópsia prostática”, acrescenta.
 
Alterações que o exame pode indicar
 
O aumento sustentado do PSA pode estar mais comumente relacionado principalmente à hiperplasia prostática benigna (HPB) ou ao câncer de próstata. Já o aumento temporário pode ocorrer após relações sexuais, infecções urinárias, prostatites (inflamações da próstata), prática de ciclismo, motociclismo, hipismo ou traumas perineais. Por outro lado, a redução do nível de PSA pode ser efeito de medicamentos usados no tratamento da HPB ou do próprio câncer.
As recomendações para realização do exame variam conforme o perfil de risco. Homens com risco aumentado — como negros, pessoas com histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau (pai, irmão ou filho) ou portadores de síndromes genéticas como BRCA1, BRCA2 ou Síndrome de Lynch — devem iniciar o acompanhamento aos 40 ou 45 anos.
 
Existem diferentes tipos de análise do PSA, que podem ser solicitadas conforme a avaliação médica:
 
- PSA total: principal exame utilizado para rastrear alterações na próstata.
 
- PSA livre: realizado quando o PSA total apresenta valores alterados; a relação entre ambos pode indicar maior probabilidade de câncer ou de condições benignas, como a Hiperplasia Prostática Benigna.
 
- Densidade do PSA: calcula a relação entre o PSA total e o volume da próstata, ajudando a diferenciar causas benignas e malignas.
 
De acordo com a especialista, de uma forma geral, o PSA deve ser realizado anualmente, podendo ser feito a cada dois a quatro anos em outros casos, sempre considerando cada situação individual. Por isso, a oncologista reforça a importância de manter o acompanhamento médico regular. “É importante lembrar que o exame não substitui o toque retal, mas o complementa. A combinação dos dois métodos aumenta a eficácia na detecção precoce do câncer de próstata”, afirma Vanessa.
 
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