Delegado Fernando Francischini apresenta "Tolerância Zero" - plano com 10 medidas para erradicar a criminalidade no Brasil
Proposta está aberta para adesão nos canais de comunicação do Delegado 
13/11/2025 às 18:38
O delegado Fernando Francischini, da Polícia Federal lançou seu pacote “Tolerância Zero”. São 10 medidas estratégicas para o combate ao crime organizado no Brasil. O plano, voltado para endurecer a resposta estatal frente ao crime, é uma proposta que une repressão, prevenção e a responsabilização dura de criminosos condenados. 

De acordo com Francischini, “o Brasil atravessa uma crise de segurança pública. As facções estão mais bem estruturadas, com fontes de financiamento e receitas que permitem que elas atuem em todo o território nacional e até fora do país. Somente uma abordagem mais dura pode restaurar a ordem pública e garantir proteção das famílias e dos cidadãos de bem”. 

Confira as 10 medidas propostas pelo Delegado Francischini:

1-    Implantação de um presídio de segurança máxima com 40 mil vagas na selva Amazônica, igual de “El Salvador”.

2-    “Regime de Exceção” para condenados de organizações criminosas e crimes hediondos: regime integralmente fechado, fim da saidinha temporária, fim da liberdade provisória e fim da audiência de custódia.

3-    Organizações criminosas serão enquadradas como “terroristas” com bloqueio de bens e contas bancárias, além de prisões e extradições em outros países.

4-    Enquadramento de crimes de roubo (assalto) e furto com emprego de violência como “hediondo”. 

5-    Castração química para pedófilos e estupradores condenados.

6-    Prisão perpétua para reincidência em homicídio qualificado.

7-    Em caso de reincidência de qualquer crime, aplica-se pena dobrada e regime de exceção no cumprimento da pena.

8-    “Regime de Ocupação” em regiões dominadas pelo tráfico de drogas, milícias e crime organizado com: toque de recolher, lei seca e busca e apreensão simplificadas. 

9-    Trabalho obrigatório para presidiários em obras públicas, estradas e área rural.

10-    Criação do crime autônomo de “uso do celular” para o cometimento de crime para presos em delegacias e presídios.

 “Não basta prender. É preciso impedir que o crime se reproduza, é preciso promover o desmonte dessa estrutura com leis duras e que não facilitem a vida de quem comete crimes no país. É preciso recuperar o controle do território que está dominado por organizações criminosas em todo o país”, afirma Francischini.

O Delegado Francischini e a Segurança Pública

O Delegado Francischini é um especialista da área da segurança pública. Advogado, o delegado está licenciado da Polícia Federal, foi Secretário Antidrogas de Curitiba e Secretário de Segurança Pública do Paraná. Ainda na área da Segurança Pública, Francischini ocupou o cargo de chefe do Setor de Análise de Informações sobre Drogas e Terrorismo da INTERPOL e do Departamento de Polícia Federal, em Brasília. Foi também chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais e chefe do Serviço Regional Sul da Coordenação de Operações Especiais de Fronteiras e Departamento de Polícia Federal, em Curitiba. Francischini também chefiou a delegacia de Repressão a Entorpecentes, da Polícia Federal, em São Paulo. Francischini foi o primeiro colocado nacional nos cursos de formação de agente e também de delegado de Polícia Federal em Brasília. Em 20 anos de PF, coordenou as prisões de megatraficantes como Fernandinho Beira-Mar e o colombiano Juan Carlo Abadia e, ainda, do contrabandista Law Kin Chong.

Próximos passos
Francischini vai apresentar o plano formalmente às lideranças legislativas para avaliação de compatibilidade, implicações orçamentárias e cronograma de implantação. Ele defende que é urgente mobilizar forças estaduais, federais e municipais numa articulação nacional.
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