
Alexandre Weiler, consultor de carreira e diretor acadêmico da ESIC Internacional
À medida que 2026 se aproxima, cresce a necessidade de os profissionais revisarem suas metas sob uma nova ótica: a da integração entre tecnologia, comportamento e estratégia. A
inteligência artificial (IA) deixou de ser um recurso restrito à área de tecnologia e hoje redefine as formas de trabalho, exigindo atualização constante, visão crítica e competências humanas mais refinadas. Nesse cenário, surge um novo conceito que redefine o sucesso profissional: as
power skills, um conjunto de habilidades que conecta o saber técnico (
hard skills) e o comportamento (
soft skills) aos resultados estratégicos das empresas.
De acordo com o consultor de carreira e diretor acadêmico da
ESIC Internacional, Alexandre Weiler, as power skills representam a nova fronteira da performance profissional. “A inteligência artificial não substitui o ser humano, mas muda o que esperamos dele. As empresas valorizam quem sabe transformar conhecimento técnico em impacto, unindo raciocínio lógico, sensibilidade e visão estratégica. As power skills são justamente essa ponte entre tecnologia e propósito, entre o saber fazer e o saber porque fazer”, explica.
No plano de metas para 2026, Weiler sugere trabalhar em três camadas integradas: ambiente tecnológico, competências humanas e objetivos de carreira e impacto. “Em relação ao ambiente tecnológico, não se trata apenas de aprender a usar ferramentas de IA, mas de entender como elas amplificam seu papel e redefinem processos e expectativas. O profissional precisa se posicionar como alguém que lidera essa transição”, destaca.
Já no campo das competências humanas, antes chamadas de soft skills, habilidades como adaptabilidade, empatia e comunicação continuam fundamentais, mas agora devem se traduzir em resultados concretos. “As power skills surgem dessa evolução: são competências humanas aplicadas estrategicamente, capazes de mover equipes, gerar inovação e fortalecer a cultura organizacional”, afirma o consultor.
Quanto aos objetivos de carreira, Weiler reforça que as metas devem seguir o modelo SMART (específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais), mas com um olhar ampliado. “Não basta apenas ser líder ou dobrar o faturamento. Hoje, uma meta poderosa pode ser ‘implementar IA no meu fluxo de trabalho e desenvolver quatro power skills críticas que aumentem a performance da equipe em 20%’”, exemplifica.
Ao integrar tecnologia, comportamento e resultado, Weiler defende que as metas para 2026 devem incluir tanto o domínio de novas ferramentas quanto o fortalecimento de atributos como ética, colaboração e pensamento crítico.
Kits de robótica impulsionam criatividade
A
robótica educacional tem se consolidado como uma ferramenta poderosa para desenvolver competências essenciais. Se antes ela estava restrita a grandes centros urbanos, agora vem ganhando espaço em diferentes realidades e democratizando o acesso à ciência, tecnologia e inovação. O
Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação, área de negócios da
Positivo Tecnologia dedicada à educação, atua como agente desse movimento, e em parceria com a LEGO® Education possibilita que escolas ampliem oportunidades de aprendizado que estimulam criatividade, pensamento computacional, resolução de problemas e colaboração, além de possibilitar que estudantes façam projetos de programação e engenharia aplicados ao cotidiano.
O uso de kits LEGO® Education favorece a aprendizagem prática baseada em projetos, aproximando os estudantes de situações reais. Essas ferramentas também estimulam a autonomia e a colaboração entre colegas, com o auxílio de materiais didáticos como peças de montagem, sensores, motores e softwares que permitem a construção e a programação de robôs de uma maneira didática e lúdica.
Um exemplo significativo pode ser visto em Vitória do Xingu (PA), onde alunos da escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna, localizada em uma comunidade indígena, tiveram acesso aos kits por meio de uma iniciativa em parceria com o SESI.
A experiência despertou o interesse dos jovens pela ciência e pela tecnologia. Essa movimentação, por sua vez, motivou a instituição a criar uma equipe e participar da categoria
Challenge da
FIRST® LEGO® League. E uniu saberes tradicionais com inovação, mostrando como a tecnologia pode dialogar com diferentes contextos culturais e sociais.
Talento humano: IA muda perfil dos desenvolvedores
A adoção da inteligência artificial pelas grandes empresas de tecnologia tem reconfigurado a demanda por
desenvolvedores. Nesse semestre, a Microsoft anunciou que demitirá cerca de 4% de seu quadro global, ou 9 mil funcionários, em meio ao forte investimento em IA. Paralelo a isso, de acordo com a previsão do Fórum Econômico Mundial 2025, a IA poderá eliminar até 92 milhões de empregos nos próximos anos, ao mesmo tempo que há uma projeção para a criação de 170 milhões novos postos de trabalho.
Para o diretor de tecnologia da
Infoworker, Frederico Stockchneider, o movimento reflete uma mudança de foco no setor. “A inteligência artificial está provocando uma reconfiguração das funções, não uma substituição em massa. As empresas que souberem integrar a IA aos times humanos sairão na frente”, afirma. Segundo ele, a tendência é que a tecnologia assuma tarefas operacionais e repetitivas, permitindo que os profissionais se concentrem em desafios estratégicos e criativos, onde o toque humano continua indispensável.
Nesse sentido, empresas como a Atlassian estão investindo em ferramentas de produtividade e colaboração para equipes de desenvolvimento. Recentemente a empresa confirmou a aquisição da plataforma de inteligência para desenvolvedores DX, com o objetivo de aprimorar a experiência do cliente, fornecendo insights sobre investimentos em inteligência artificial, uma aposta clara em produtividade e complementação, não apenas automação.
Em um estudo recentemente publicado pela Machine Intelligence Research Institute (METR), após testes com desenvolvedores seniores, verificou-se que o uso de IA para tarefas diárias fez com que a velocidade da entrega caísse 19%, em vez de aumentar. Essa constatação reforça que a inteligência artificial ainda exige adaptação e não garante ganhos automáticos.
Assespro-PR promove imersão em Customer Success
Curitiba vai sediar, no dia 13 de novembro, uma imersão exclusiva voltada a
Customer Success (CS) — ou Sucesso do Cliente, em tradução literal — promovida pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (
Assespro-PR), em seu projeto inédito denominado Academy.
O encontro será realizado no
MindHub e promete um dia inteiro de aprendizado prático e estratégico sobre como melhorar o atendimento ao cliente, considerando pontos como receita, lealdade e reputação de marca. O evento tem como público-alvo gestores, CEOs, coordenadores e líderes.
“É uma iniciativa para manter nosso ecossistema atualizado com novos processos e novos conhecimentos do que temos no mercado”, sublinha o presidente da entidade,
Adriano Krzyuy. “Será uma oportunidade para que os times estruturem um atendimento que vá além do suporte tradicional".
A proposta é promover uma visão integrada de CS, mostrando como o alinhamento entre cultura organizacional, processos eficientes e ferramentas tecnológicas pode gerar resultados sustentáveis.
“O sucesso do cliente é, hoje, um dos pilares mais importantes para o crescimento das empresas de tecnologia e serviços. Nossa missão com a Assespro-PR Academy é oferecer conteúdo e experiências que preparem profissionais para atuar com visão estratégica e centrada no cliente”, destaca Adriano.