E-commerce deve crescer 21% ao ano no Brasil
31/10/2025 às 05:00

O Brasil deve encerrar 2025 com um volume de US$ 418,8 bilhões movimentados no e-commerce, registrando uma taxa média de crescimento de 21% ao ano até 2027. Entre as tendências que impulsionam esse avanço, o PIX já é o método de pagamento preferido dos consumidores brasileiros e deve ultrapassar os cartões como principal meio de pagamento digital nos próximos dois anos. As conclusões fazem parte do relatório consolidado “Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento”, que encerra a primeira edição da série de estudos da Nuvei, fintech global de pagamentos, dedicada a mapear o desempenho e o potencial dos mercados emergentes. Ao longo do ano, a pesquisa analisou oito economias de destaque: Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Brasil, África do Sul, México, Hong Kong, Chile e Índia. No cenário brasileiro, o relatório aponta o PIX, Mercado Pago, PicPay, boleto bancário (em declínio) e PayPal como os principais meios de pagamento utilizados no comércio eletrônico. Os cartões de crédito nacionais representam 31% das transações, enquanto os internacionais somam 10%, e o parcelamento continua sendo uma prática amplamente adotada pelos consumidores.
MERCADO DE REFORMAS RESIDENCIAIS EM ALTA
O mercado de reformas e obras residenciais vive um momento de expansão no Paraná. Levantamento do GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços da América Latina, mostra que a procura por empreiteiros cresceu 32% nos últimos meses no Estado. O dado reflete o reaquecimento da construção civil e o avanço das melhorias estruturais em imóveis residenciais e comerciais. O resultado coloca o Paraná entre os Estados com maior ritmo de expansão no país, superando a média nacional da categoria, que ficou próxima de 20% entre abril e setembro. O movimento reforça o protagonismo da economia paranaense na retomada do setor de serviços e construção, segmentos que vêm puxando o crescimento do PIB regional. De acordo com dados recentes do IBGE, o setor de serviços prestados às famílias e os serviços técnicos especializados, onde se enquadram atividades de reforma, manutenção e pequenas obras, têm registrado crescimento constante ao longo do ano. O Sinduscon-PR confirma essa tendência. O Estado se mantém entre os líderes nacionais em volume de obras e emprega mais de 155 mil trabalhadores formais na construção civil.
INAUGURAÇÃO DE CONCESSIONÁRIA DE MOTOS EM CURITIBA
A lendária Moto Morini, marca italiana com quase nove décadas de história, dá mais um passo em sua trajetória no Brasil com a inauguração da nova concessionária em Curitiba (PR), no próximo 12 de novembro. A chegada ao Paraná representa a consolidação do plano nacional de expansão iniciado em 2025 e reforça o posicionamento da marca no segmento de motocicletas premium. Reconhecida mundialmente por unir engenharia de precisão, design artesanal e emoção, a Moto Morini traz ao Brasil o mesmo espírito que a consagrou na Europa: a combinação entre tradição italiana e tecnologia moderna. A nova operação em Curitiba será administrada pelos empresários Fabiana Andrea Manfroi Lara Piccoli, Paulo Roberto Piccoli e Wilson José Piccoli Neto, também responsáveis pela rede Yamaha na capital paranaense. Sob a liderança de Fabrício Morini, CEO da Moto Morini no Brasil, a chegada da nova concessionária reforça o compromisso da marca em criar uma rede de lojas seletiva e de alto padrão, focada em qualidade, experiência e relacionamento.
CONFIANÇA DE EMPRESÁRIOS PARANAENSES CRESCE
O otimismo dos comerciantes paranaenses deu um novo sinal de recuperação. O Índice de Confiança do empresário do Comércio (ICEC), aferido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) registrou avanço de 3,2% em outubro e passou para 93,1 pontos. Mesmo com a melhora o indicador ainda se mantem na chamada zona de insatisfação, por estar abaixo de 100 pontos, o que não ocorre desde março deste ano. O desempenho contrasta com o cenário nacional, que tem sido de constantes quedas neste segundo semestre e em outubro sofreu outra retração de 1,1%, marcando 95,7 pontos. No comparativo anual, a confiança do empresariado caiu de forma expressiva tanto no Paraná, com recuo de 13,1%, quanto na média brasileira, que diminuiu 10,9%. O resultado reflete o sentimento de cautela entre gestores e empreendedores, especialmente em relação às condições da economia, que no estado somaram apenas 43,4 pontos, bem abaixo do ideal.
TAXAÇÃO DE FIO IMPORTADO AMEAÇA INDÚSTRIAS TÊXTEIS
A decisão do governo brasileiro de aplicar uma sobretaxa provisória de USD 1,97 por quilo sobre o fio de Poliamida 6 (PA6) importado da empresa Y Co., Ltd., principal fornecedora do insumo para o mercado nacional, provocou reação imediata de empresários e entidades da indústria têxtil. O produto, essencial para a confecção de roupas esportivas, moda praia, meias e lingerie, não é fabricado no Brasil, o que torna a medida especialmente preocupante.  Confirmada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) no dia 24 de outubro, a taxação dobra o custo de produção e ameaça gerar desabastecimento, perda de competitividade e milhares de demissões em todo o país. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) estima que a cadeia produtiva da poliamida sustenta 230 mil empregos diretos e 1,4 milhão de indiretos. Em Santa Catarina, estado que lidera a produção têxtil nacional, a FIESC calcula que 31 mil vagas diretas e 178 mil empregos no total dependem do insumo.
DÍVIDA PÚBLICA TEM LEVE QUEDA
O vencimento de títulos vinculados aos juros fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em setembro. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,145 trilhões em agosto para R$ 8,122 trilhões no mês passado, queda de 0,28%. Em setembro, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) recuou 0,31%, passando de R$ 7,845 trilhões em agosto para R$ 7,82 trilhões em setembro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 100,06 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Essa queda foi compensada pela apropriação de R$ 75,77 bilhões em juros.
PREÇOS DO LEITE SEGUEM EM VIÉS DE BAIXA
O mercado mundial de lácteos entra em 2026 sob um viés de baixa, com produção elevada, demanda contida e margens em declínio. A análise é da StoneX, empresa global de serviços financeiros, que apresentou um panorama global do setor de leite e derivados no webinar “Mercado de Lácteos: Panorama e Oportunidades até o final de 2025”. Segundo o levantamento, o excesso de oferta em grandes exportadores, como Estados Unidos, União Europeia e Argentina, deve manter os preços internacionais pressionados. Nos Estados Unidos, os preços começaram 2025 em queda, acompanhando o recuo da manteiga e de outros lácteos. “A produção de leite cresce em ritmo superior à demanda, sustentada por margens favoráveis e investimentos em genética para aprimoramento das raças leiteiras e processamento”, explica o Diretor de Inteligência de Mercado de Laticínios da StoneX, Nate Donnay. Mesmo com custos estáveis, bons resultados no curto prazo e o incentivo de abate de vacas por conta do aumento do preço da carne bovina, o executivo alerta que “o aperto nas margens deve começar no fim de 2025, com queda nos preços do leite e aumento no abate de vacas”.
SITUAÇÃO DO LEITE NO BRASIL
No Brasil, Marianne Tufani, Consultora de Gestão de Riscos em Laticínios da StoneX, explica que, embora as importações representem apenas cerca de 13% do consumo nacional, elas têm um papel importante na formação de preços. “Isso acontece porque funcionam como um fator “marginal”: quando os preços internacionais sobem, importar fica caro e os preços internos tendem a subir. Quando os preços internacionais caem, aumenta a compra de importados, reduzindo a demanda pelo produto nacional e pressionando os preços. Esse efeito é amplificado pela baixa elasticidade do mercado lácteo, segundo modelos estatísticos da StoneX. Ou seja, pequenas mudanças na demanda interna podem gerar grandes variações nos preços”, explica. Do lado da produção, o cenário é de menor atratividade para o produtor. A relação de troca entre o litro de leite e a arroba da vaca gorda está em patamares pouco vantajosos, especialmente em São Paulo e Goiás, o que pode levar parte dos pecuaristas a migrar de atividade. “Porém, para o início de 2026, a margem pode voltar a melhorar, muito mais em função da redução de custos, especialmente com o milho, do que por valorização do leite”, observa Tufani.
AÉREAS ESTÃO FLEXIBILIZANDO REMARCAÇÃO DE VOOS PARA RJ
Após a operação policial que deixou mais de 100 mortos nos complexos do Alemão e da Penha na última terça-feira (28), as companhias aéreas Latam, Gol e Azul informaram que vão flexibilizar a remarcação de voos para o Rio de Janeiro ou com conexão na cidade. A Latam disse que permitiu a remarcação dos voos nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont, entre os dias 28 e 30 de outubro. Segundo a empresa, os passageiros puderam fazer a alteração no voo sem multa e com eventual cobrança de diferença da tarifa, dentro da validade da passagem aérea. Os passageiros também puderam solicitar o reembolso de acordo com a tarifa adquirida. Para os passageiros com voos da GOL, a empresa disse que enviou comunicado aos clientes, com voos de/para Santos Dumont ou Galeão, na data de terça-feira (28). No comunicado, a Gol ofereceu a flexibilidade para remarcação gratuita de voos sem custos até esta quinta-feira (30). A Azul disse que as suas operações no Rio de Janeiro estão dentro da normalidade, mas está flexibilizando remarcações nos bilhetes, mediante disponibilidade de assentos, ou a possibilidade de cancelamento da passagem, deixando o valor em crédito. 
 
 
 
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