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Líderes mundiais estão se reunindo em Nova York nesta semana para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas na ocasião do 80º aniversário da entidade. Na agenda, estão vários tópicos de grande importância, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, o conflito entre Israel e o Hamas e a própria crise financeira da ONU.
O debate geral de cúpula começa já nesta terça-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve subir ao púlpito para seu primeiro discurso na organização durante seu segundo mandato. O governo Trump tem se distanciado da ONU, fazendo cortes em seu financiamento.
Outros líderes se juntarão à lista de oradores nesta semana. Entre eles estão o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, na quarta-feira, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na sexta-feira.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fará seu discurso por vídeo na quinta-feira, já que os Estados Unidos se recusaram a lhe conceder um visto para entrada no país.
A presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, falou à NHK na semana passada. Ex-ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Baerbock disse que está preocupada com a ONU. Ela ressaltou que a organização precisa de reformas, mas também a chamou de um “seguro de vida” para pessoas em todo o mundo.
Baerbock enfatizou que todos os Estados-membros presentes na reunião em Nova York precisam promover essa reforma. Ela fez um pedido: “Que se posicionem quando virem violações da Carta, que se posicionem quando nossas Nações Unidas estiverem sob pressão, porque nenhum país do mundo, nem mesmo as maiores superpotências, poderia resolver alguns dos problemas, como uma pandemia, sozinho. Então, na verdade, é do interesse de todos os países que essas organizações sejam adaptadas para o século XXI”.