Previsão de estiagem na primavera na região sul
23/09/2025 às 05:00

A primavera de 2025, que teve início neste dia 22 de setembro, deve acontecer sob influência do fenômeno La Niña, que pode trazer chuvas abaixo da média no Sul do Brasil. O cenário exige cautela de produtores rurais, já que tanto a colheita de culturas de inverno, como o trigo, quanto o plantio da safra de verão, especialmente soja e milho, podem ser afetados. De acordo com a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI, os próximos meses devem ser marcados por períodos de estiagem, o que aumenta os riscos para a produtividade. “O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica. Além da soja e do milho, outras culturas saem em desvantagem em um cenário de menor volume de chuvas. O trigo, que está em fase de colheita, pode apresentar grãos com menor qualidade se a estiagem se prolongar. Já no setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que afetam diretamente a saúde animal.
DIA DOS PAIS ALAVANCA VENDAS DO VAREJO EM AGOSTO
Em agosto, o varejo brasileiro apresentou crescimento de 0,3% no movimento de visitantes em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo desempenho do Dia dos Pais, que este ano registrou incremento de 3,5% no período de 4 a 10 de agosto de 2025 comparado à mesma semana de 2024. É o segundo mês consecutivo de alta, uma vez que, em julho, o volume de pessoas em lojas foi 0,2% maior que no mesmo mês do ano anterior. Os dados fazem parte do IICV Seed (Índice de Intenção de Compra no Varejo), levantamento mensal produzido pela Seed Digital, empresa de tecnologia com foco em inteligência de mercado para gestão do varejo físico.  O Índice cruza informações baseadas em 58 milhões de visitantes/mês em milhares de lojas por todo o Brasil. “Datas comemorativas, feriados e campanhas sazonais criam momentos de grande expectativa no consumidor. É nesse período que o varejo tem a oportunidade de se destacar, oferecendo promoções inteligentes, experiências de compra diferenciadas e comunicação criativa que realmente conecte com o público. Lojas que entendem os hábitos dos clientes e se antecipam conseguem não só aumentar o volume de vendas, mas também engajar e fidelizar consumidores”, destaca Sidnei RaulinoCEO da Seed Digital.
MARINGÁ TERÁ LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE NEGÓCIOS
O mundo dos negócios ganha um marco inédito com o lançamento do livro “Receita de Sucesso: Os Pilares dos Empresários Bem-Sucedidos”, de Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo, e Karen Hasse, vice-presidente da empresa. O evento acontece no dia 14 de outubro, às 19h, na Livraria Curitiba do Shopping Catuaí, em Maringá-PR, e promete ser um encontro histórico para todos que buscam crescimento pessoal e profissional. A obra nasce a partir do sucesso do “Receita de Sucesso Podcast”, que já recebeu alguns dos maiores nomes do empreendedorismo brasileiro. As entrevistas, conduzidas de forma estratégica, extraem dos convidados não apenas histórias inspiradoras, mas o passo a passo real de quem construiu empresas milionárias e bilionárias. Agora, pela primeira vez, esse conteúdo exclusivo chega em formato impresso, reunindo lições que vão muito além dos livros de negócios tradicionais.
DEMANDA POR CRÉDITO NO BRASIL CAI EM AGOSTO
A demanda por crédito no Brasil caiu 2,5% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Quando comparada ao mês anterior, julho, a procura também registrou recuo no mesmo patamar (2,3%). Os dados são do Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos em segmentos como o varejo, instituições financeiras, entre outros. Nesse cenário de retração, o setor de varejo, que historicamente tem um peso maior no índice, registrou queda de 31% na comparação anual. Ante julho deste ano, o varejo teve um leve incremento próximo a 1%. Considerando o porte das companhias analisadas, as micro empresas, que faturam até R$ 360 mil, se destacaram na comparação mensal com aumentos de demanda em 13%. “As micro empresas são as que atuam com as margens mais apertadas e menor acesso a capital de giro, ficando mais vulneráveis às oscilações da economia que, no caso do Brasil, ainda se mantém em lenta recuperação. Consequentemente, entre elas há maior necessidade de recorrer ao crédito como ferramenta de sobrevivência e manutenção de suas atividades”, avalia Natália Heimann, líder da Business Unit de Dados & Analytics para Crédito da Neurotech, responsável pelo indicador. Na outra ponta, entre as empresas de grande porte (faturamento anual acima de R$ 300 milhões), houve recuo de quase 4% ante julho deste ano e um crescimento de 7% na comparação anual. 
MOMENTO FAVORÁVEL PARA QUEDA DOS JUROS
As condições estão postas para que o Brasil inicie um ciclo agressivo de flexibilização, com a diminuição dos juros fortalecendo o real, a bolsa de valores e trazendo o câmbio do dólar para menos de R$ 5,20 no fim do ano. É o que aponta Thiago Duarte, analista de mercado da Axi, após o Fed diminuir em 25 pontos-base os juros americanos nesta semana e adicionar mais um elemento a um panorama econômico favorável para o país. Para o economista, o atual cenário beneficia a América Latina como um todo. “A inflação da região está amplamente normalizada, as posições fiscais se estabilizaram e os déficits em conta corrente seguem administráveis. Essa combinação cria condições raras nas quais a flexibilização monetária alimenta o crescimento e a força da moeda, de forma simultânea”, disse Thiago. O crescimento do real de 3,54% no último mês mostra uma precificação antecipada para esse novo cenário monetário, segundo Thiago. Ele acredita que as autoridades brasileiras agora têm uma lógica convincente para acelerar a queda dos juros. “O aumento da diferença de juros entre as taxas americanas e brasileiras cria um forte impulso para a valorização do real, potencialmente levando o dólar americano para menos de R$ 5,20 até o final do ano. Essa tendência cambial deve sustentar os ganhos recentes do Ibovespa”, disse.
SETOR GRÁFICO NACIONAL CRESCEU 4,5% NO ÚLTIMO ANO
O setor gráfico nacional, composto por mais de 15 mil empresas, se consolida como um pilar de crescimento e inovação na economia nacional, com destaque para o notável desempenho na geração de empregos. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), o setor é responsável atualmente por 175.509 postos de trabalho diretos, tendo registrado um aumento de 4,5% na empregabilidade em 2024, comparado ao ano anterior. Desde o primeiro trimestre de 2020, o saldo de empregos diretos alcançou a marca de 12.830 novos postos de trabalho, o que reflete a resiliência e o potencial de expansão da indústria.
CORRIDAS DE RUA NO BRASIL MOVIMENTAM R$ 1 BILHÃO
O mercado de corridas de rua deve movimentar cerca de R$ 1 bilhão no Brasil em 2025, considerando inscrições, patrocínios, ativações de marca e serviços relacionados. Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o número de provas oficiais com homologação (“permit”) cresceu 29% em 2024, chegando a 2.827 eventos. No entanto, estima-se que o total de corridas de rua realizadas no país ultrapasse 8,5 mil por ano, considerando também aquelas sem homologação, o que amplia ainda mais a dimensão do setor. O crescimento é puxado pela diversidade de públicos. Em 2024, as mulheres já representaram 49,9% das inscrições e a participação da Geração Z (15 a 25 anos) vem aumentando de forma consistente. Regionalmente, o Nordeste saltou para 22,3% das inscrições nacionais, consolidando-se como a segunda região com maior número de corredores, atrás apenas do Sudeste. No aspecto econômico, o ticket médio das inscrições chegou a R$ 119,39 em 2024, reforçando o potencial do segmento como mercado para marcas e organizadores. Além disso, o setor acompanha uma tendência mundial de maior engajamento social: plataformas como o Strava apontam que 72% dos corredores cumpriram metas pessoais em 2024 e que os clubes de corrida cresceram 59% no último ano.
INFLAÇÃO, PIB, SELIC E DÓLAR TÊM TENDÊNCIA DE ESTABILIDADE
Todos os itens projetados pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), que traz expectativas do mercado financeiro para 2025, apresentaram estabilidade em relação às projeções divulgadas na semana passada. O documento mantém em 4,83% a projeção de inflação para 2025 – índice que é ​definido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Há quatro semanas, a inflação oficial do país foi projetada em 4,86%, percentual que cai para 4,29%, quando projetado para 2026, e para 3,90% para 2027. Em agosto, o país registrou pela primeira vez, desde agosto de 2024, inflação negativa (deflação de -0,11%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com isso, as projeções do mercado financeiro ficam mais próximas do teto superior (4,5%). No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a deflação foi ainda maior, ficando em -0,21%. Desde agosto de 2024, quando o INPC ficou em -0,14%, não se registrava deflação neste índice. O INPC calcula a inflação média do país.
EXPORTAÇÃO DE ALIMENTOS CAI, APÓS TARIFAÇO
Balanço da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou queda de US$ 300 milhões na exportação de alimentos industrializados em agosto, equivalente a redução de 4,8% em com comparação a julho. Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões em agosto. Deste volume, US$ 332,7 milhões para os Estados Unidos, o que representa uma queda de 27,7% em relação a julho e de 19,9% na comparação com agosto de 2024. O resultado reflete o aumento das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, além da antecipação dos embarques em julho antes da entrada em vigor da taxação. Em julho, os EUA haviam importado US$ 460,1 milhões em alimentos industrializados do Brasil.
PRODUTOS MAIS AFETADOS
Os produtos mais afetados para os EUA foram açúcares (recuo de 69,5% em agosto na comparação com julho), proteínas animais (- 45,8%) e preparações alimentícias (- 37,5%).  O desempenho das exportações nos dois últimos meses evidencia uma inflexão clara: o crescimento expressivo de julho foi seguido por ajuste em agosto, sobretudo nos EUA, impactados pela nova tarifa, enquanto a China reforçou seu papel como mercado âncora”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA, em nota.
 
 
 
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