
Aline Kalinoski e Paula Kodama, fundadoras da Nowa Marketing
Mais do que conquistar seguidores, as marcas querem agora construir pertencimento. O movimento crescente de criação de comunidades exclusivas e
founders clubs – que reúnem empreendedores e líderes em torno de networking qualificado e pertecimento – vem transformando a forma como empresas se conectam com clientes, parceiros e lideranças.
Para
Aline Kalinoski e Paula Kodama, fundadoras da
Nowa Marketing, essa mudança acontece porque a audiência sozinha já não garante valor real. “Seguidores podem ser passivos; comunidades são vivas, criam vínculos, geram engajamento genuíno e transformam pessoas em defensores da marca”, afirma Aline.
Para Paula, comunidades bem estruturadas podem se tornar até ativos estratégicos do negócio: “Elas ampliam a confiança, humanizam a empresa e oferecem dados valiosos sobre comportamento e preferências. Além disso, são fonte de inovação e networking qualificado, impactando diretamente o crescimento da marca.”
Os formatos vão de grupos no WhatsApp e Telegram a clubes de assinatura e eventos exclusivos. O ponto em comum é a exclusividade, a entrega de valor e o senso de pertencimento. “É por isso que modelos como os founders clubs crescem tanto. Eles unem status, networking de alto nível e identidade compartilhada”, completa Paula.
Entre os benefícios de criar uma comunidade estão: fidelização, feedback constante, defensores da marca, novas parcerias e insights estratégicos. Um exemplo é o Nowa Brunch Club, criado pela própria agência em Curitiba, que conecta empresárias e líderes em um ambiente de troca, aprendizado e relacionamento.
Segundo as especialistas, o futuro das marcas está na construção de laços reais: “Comunidades não são só uma tendência, são uma forma de garantir relevância e diferencial competitivo em um mercado cada vez mais saturado.”
Direito: famílias unipessoais e heranças digitais
O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) chama a atenção para duas tendências que devem marcar o cenário jurídico e social nos próximos anos: o crescimento expressivo das famílias unipessoais e a relevância cada vez maior dos direitos pós-morte (post-mortem). Segundo os dados mais recentes do IBGE, 18,94% dos lares brasileiros já são compostos por pessoas que vivem sozinhas, um número que reflete não apenas transformações demográficas e culturais, mas também impõe novos desafios no campo do planejamento sucessório e na proteção de bens materiais e digitais. Paralelamente, a discussão sobre heranças digitais, preservação da memória virtual e gestão de ativos como criptomoedas ganha destaque no debate jurídico.
De acordo com a advogada atuante em direito de família no escritório
Assis Gonçalves, Nied e Follador - Advogados, Eloise Caruso Bertol, a realidade das famílias unipessoais amplia a necessidade de se pensar no futuro de forma estratégica. “Pessoas que vivem sozinhas, sem herdeiros diretos ou com vínculos familiares mais distantes, precisam refletir sobre como seus bens, sejam eles físicos ou digitais, serão administrados após a morte. O testamento, por exemplo, torna-se uma ferramenta ainda mais importante nesse contexto, garantindo que a vontade do indivíduo seja respeitada”, explica.
O tema se torna especialmente relevante quando observamos o crescimento exponencial de ativos digitais, como perfis em redes sociais, acervos de fotos e vídeos, contas em serviços de streaming, além de moedas virtuais e investimentos online, itens que compõem um patrimônio que muitas vezes não é previsto em testamentos ou regulamentos sucessórios. “Há uma lacuna entre a vida real e a digital. Muitas pessoas se preocupam em planejar a divisão de imóveis ou aplicações financeiras, mas esquecem de pensar no destino de sua vida online. Isso pode gerar conflitos familiares, disputas judiciais e até o desaparecimento de memórias importantes”, aponta Eloise.
Outro aspecto central destacado pela especialista é o impacto emocional das decisões sobre a herança digital, pois diferente dos bens materiais, que têm um valor econômico imediato, os ativos digitais carregam uma dimensão afetiva. “O que fazer com o perfil de uma rede social, por exemplo? Transformá-lo em memorial, apagá-lo, ou deixá-lo ativo? Essas escolhas precisam ser registradas em vida, pois envolvem não apenas patrimônio, mas também identidade e memória, além, é claro, da privacidade”, reforça.
Dia do Cliente: tech redefine experiência do consumidor
No
Dia do Cliente, celebrado em 15 de setembro, o Brasil atravessa um momento de transformação nas relações de consumo. A inflação anual gira em torno de 4,2%, mas os aumentos se concentram em itens essenciais, afetando principalmente as famílias de baixa e média renda. Somam-se a isso a Selic elevada e o encarecimento do crédito, criando a sensação de que é preciso “fazer mais com menos”. Esse cenário pressiona os hábitos de compra e faz com que os consumidores exijam maior eficiência e personalização das marcas.
De acordo com o estudo
"Escolhas sob Pressão", realizado pela
MindMiners, 94% dos brasileiros afirmam que os preços dos produtos e serviços subiram nos últimos meses. Entre os itens que mais pesam na percepção da alta estão os alimentos: 87% dos entrevistados notaram aumento no setor, consolidando-o como o principal "vilão" da inflação percebida.
Paralelamente, a conectividade no país cresceu — 6,1 milhões de pessoas passaram a usar a internet nos últimos dois anos, levando a 89,1% a proporção de brasileiros com 10 anos ou mais conectados à internet, segundo o
Ministério das Comunicações. Essa revolução tecnológica acontece justamente no momento em que o consumidor busca otimizar recursos e priorizar experiências de valor.
“Esses números refletem não apenas a presença massiva dos brasileiros na internet, mas também a oportunidade significativa que eles representam para as marcas e empresas alcançarem e engajarem seu público-alvo de maneira eficaz e direcionada”, afirma o Palestrante de Inteligência Artificial, especialista em dados e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e autor do livro “Organizações Cognitivas: Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”,
Kenneth Corrêa.
Da mesma forma, essa transformação digital não se resume apenas à migração de canais físicos para plataformas online. Ela representa uma reconfiguração completa da forma como as empresas entendem, atendem e se relacionam com seus clientes. Em um ambiente onde a competição é global e instantânea, a diferenciação acontece nos detalhes da experiência oferecida, desde o primeiro contato até o pós-venda.
Produtividade: Senior e IBM lançam SARA, agente de IA
Em um cenário corporativo em que agilidade, personalização e conveniência são demandas cada vez mais urgentes, a colaboração entre Senior Sistemas e IBM Brasil promete redefinir a relação entre o setor de Recursos Humanos e colaboradores. As empresas acabam de anunciar a assistente virtual inteligente SARA (
Senior Agent Recommendation & Analysis) que é capaz de responder a dúvidas trabalhistas, executar tarefas e integrar-se a diferentes sistemas corporativos — tudo por meio de uma experiência conversacional fluida, interativa e instantânea, sem necessidade de telas ou navegação complexa. A assistente virtual inteligente combina assistente cognitivo conversacional, agentes de IA e modelos de linguagem generativa e não generativa em um ambiente híbrido, com governança, segurança e aplicabilidade.
A nova tecnologia vai muito além de respostas automatizadas. Seu funcionamento é baseado em um ecossistema de agentes – alguns atuam de forma independente, enquanto outros se conectam e trocam informações para oferecer a melhor resposta possível.
Num dos exemplos apresentados pelas companhias, o colaborador pergunta: “Quantos dias de férias eu tenho?”. O agente principal identifica a demanda e aciona o agente especialista em gestão de férias, que realiza a consulta diretamente no sistema HCM da Senior ou no ERP do cliente. O retorno é entregue em segundos, de forma clara, personalizada e segura. Com essa abordagem, a experiência é única e centralizada para o usuário, mas altamente distribuída e inteligente nos bastidores. A tecnologia também estará disponível na etapa de Admissão Digital, que possibilitará que o colaborador recém-contratado possa interagir com a SARA para o envio e validação de documentos.
Para a head-executiva de HCM da Senior Sistemas, Jessica Ariane Bartosewiz, a solução nasceu para atender a uma demanda crítica das empresas: “O RH precisa de tempo e energia para trabalhar estratégia, cultura e desenvolvimento de pessoas. Com a SARA, retiramos das mãos do time as tarefas repetitivas e de baixo valor agregado, permitindo que o foco esteja no que realmente importa, além de garantir ao colaborador respostas rápidas e precisas no momento em que ele precisa”, explica.